Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Expressões estranhas, para não dizer estúpidas – Doido varrido


Queres ser um doido varrido ou um doido por varrer?

Este texto, tão lindo que dá vontade de chorar, pode ser encontrado no livro
Rafeiro Perfumado - Are you ladraiting to me?!?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Salvé, irmãos rafeiros!

É oficial. Após um longo período de profunda reflexão, em que foram ponderadas todas as religiões existentes, cheguei a uma conclusão: trabalhando honestamente nunca conseguirei o ambicionado plasma, pelo que decidi criar eu próprio uma nova Igreja! Salvé!

Será designada como Igreja Rafeiral Adventista do 7º Maná da Salvação Universal e, como se está mesmo a ver, terá o Rafeiro Perfumado como Sumo-sacerdote e Tesoureiro de serviço.

Calma, não se precipitem já para os guichets de inscrição, aviso de antemão que os critérios de selecção são extremamente exigentes, não estivéssemos nós na presença duma Igreja que pretende assumir o papel de Rolls Royce das religiões. Uma vez que nem todos merecem a salvação, não quero cá doentinhos, pobrezinhos ou outras coisas tristes terminadas em “inhos”. O padrão será elevado, nomeadamente ao nível de atributos físicos e conta bancária, a serem comprovadas por entrevistas personalizadas e consultas às declarações de IRS.

Não vai haver dízimos nem nada do género, a linha orientadora será a simplicidade. Assim, todos os rendimentos dos fiéis deverão ser entregues ao Sumo-sacerdote, numa prova da extrema devoção que todos terão de ter para com ele. Não se preocupem, ele encarregar-se-á de guiar a vossa vida e prover-vos o sustento necessário. Espero que gostem de pão e água…

Fica aqui desde já o salmo principal e único, que a partir de agora ocupará grande parte da vida dos fiéis desta Igreja:

Rafeiro nosso que estais na blogosfera,
Gloriosa seja a vossa conta bancária.
Venha a nós a vossa sabedoria,
Seja feita a Vossa vontade,
Assim no emprego como na cama.
O plasma nosso de cada dia vos damos hoje,
Perdoai-nos se a programação não prestar,
Que nós espancamos quem vos tem ofendido,
Não nos dês demasiada porrada
E livrai-nos do nosso ordenado. Salvé!

Agora todos a cantar e a bater palmas! Salvé!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: Sim, este poste tem algumas referências religiosas. Sim, desprezo muitas das correntes religiosas que andam por aí, que apenas servem para explorar os desesperados e pobres de espírito. E porque é que digo isto? Só para avisar que se aparecer por aqui algum fundamentalista raivoso que pensa poder influenciar o que escrevo, leva com uma escarreta no olho. E já vai com sorte...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ó pra mim todo contente por ir parar à panela!


Alguém me sabe dizer por que raio as capas dos livros de cozinha costumam trazer fotografias de animais sorridentes?

Este texto, tão lindo que dá vontade de chorar, pode ser encontrado no livro
Rafeiro Perfumado - Are you ladraiting to me?!?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Dó, Ré, Mi, Sol, Lá, Si, Dó!


Uma das grandes questões que certamente levarei para o outro mundo sem ter obtido uma resposta condigna prende-se com o porquê do nome das notas musicais. Já por diversas vezes tentei “perceber” o nome delas usando um piano e carregando nas teclas correspondentes. Pois o máximo que a minha imaginação consegue perceber é “plenc, plenc, ponc, ponc, pém, pim, pim, pim, pim”. Ok, talvez a utilização do piano de plástico que me ofereceram quando eu tinha 3 anitos não fosse a forma mais indicada, mas terei sempre de reconhecer que a minha cultura musical não é lá grande coisa.

Mas cultura musical à parte, continuo sem perceber o porquê do nome das notas, pois fico sempre na dúvida se o Mozart ou o Zé Cabra teriam escrito na mesma as suas obras-primas caso as notas musicais tivessem outros nomes, como Pó, Sé, Pi, Lua, Cá, Ti e Pó outra vez! E os nomes das obras, sofreriam alterações? Será que em vez de "As quatro estações" representar o Verão, Outono, Primavera e Inverno representaria Rinchoa, Barcarena, Monte Abraão e Agualva-Cacém?

Por outro lado, sempre me causou uma estranheza enorme aquelas subtilezas musicais, como quando mandam alguém cantar em “dó” ou então em “ré”, e para mim o som que sai da boca do artista é praticamente o mesmo, até a letra da música não sofre qualquer alteração! E porque motivo numa escala musical houve necessidade de repetir uma das notas? Cunha? Falta de imaginação? Ou alguma coisa deste género:
Inventor de notas musicais: Então, quantas temos?
Primeiro assistente do Inventor de notas musicais: Já vamos em 5, o “dó”, o “ré”, o “mi”, o “fá” e o “sol”
Inventor de notas musicais: Hum, estou a ficar sem ideias. Agora você, Segundo assistente, diga lá uma.
Segundo assistente do Inventor de notas musicais: Eu gosto desse “lá”...
Inventor de notas musicais: Pois então fica. O que lhe parece a si, Primeiro assistente?
Primeiro Assistente do Inventor de notas musicais: Olhe, eu agrada-me esse “si”...
Inventor de notas musicais: Porreiro, pá, estão a ver como é fácil? Vá, só mais uma!
Segundo assistente do Inventor de notas musicais: Eu já não me lembro de mais nenhuma...
Primeiro Assistente do Inventor de notas musicais: Eu também não...
Inventor de notas musicais: Então metemos o “dó” outra vez, acho que também ninguém nos vai chatear por isso. E rapidinho, que ainda tenho de ir fazer as compras para a Maria...

Acho que se leva demasiado a sério esta cena das notas. Digam lá se há assim tantas diferenças na audição de um “fá” e de um “lá”, ou entre um “si” e um “mi”? Tenham dó, pá! Até dá para imaginar o Grupo Recreativo de Paradança nos seus ensaios:
Maestro: Vá, todos juntos! Dó, Ré, Mi, Sol, Lá, Si, Dó!
Músico 7: Pssst, o Maestro não falhou o “fá”?
Músico 3: Caladinho, é que ele faltou a essa aula...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Doente? Nunquinha, violência doméstica!


Os casos de violência doméstica passam a partir de hoje a estar isentos de pagar a taxa moderadora nos hospitais. Não sei se os autores desta medida têm consciência da trapalhada em que acabaram de se meter, pois estão a contribuir para um aumento brutal dos casos de violência doméstica.

É que, sabedores disto, não hão-de faltar por esse país fora montes de poupadinhos que, antes de levarem as mulheres ou maridos para o hospital, farão questão de criarem as condições necessárias para estes caírem dentro dessa isenção:

- Ai, Manel, dói-me tanto a garganta, não me queres levar ao Hospital?
- Claro, amorzeco, mas antes chega aqui! TUNGA! Pronto, assim já não tenho de gastar o dinheiro da mensalidade da SPORTV!
- Ui... tenho... ai... um marido... ui... tão inteligente...

A mim parece-me também bastante discriminatório o facto de, se levarmos um tiro de um larápio, termos de pagar a taxa moderadora, enquanto se for a nossa jove a espetar-nos com um balázio, ficamos isentos. À conta disso, situações como esta poderão tornar-se corriqueiras:
Ladrão: Passa já para cá a massa!
Rafeiro: E se eu não der, se calhar mordes, não?
Ladrão: Morder não digo, mas espeto-te um tiro na perna!
Rafeiro: Tiro na perna? Posso só pedir-te para que seja a minha jove a fazer isso? É que assim sempre evitava pagar a taxa moderadora...
Ladrão: Ok, pá, mas só porque simpatizei contigo!

Até sempre (e desde que a jove tenha boa pontaria),
Rafeiro Perfumado