Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Querias aventura, não querias? Então cala-te!

Viajar por conta e risco pode ser uma aventura, mas mais louca do que o nosso corpo aguenta...

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Corram, fotografem, comprem, comprem, comprem!


A aventura de fazer turismo em grupo. Aventura? Loucura!

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Curta 18 - Acordem, neurónios, acordem!


Grandes e pequenos especialistas na matéria alertam para a necessidade de estimularmos constantemente o nosso cérebro, por forma a mantê-lo activo e diminuir a quantidade de neurónios que vão desta para melhor. Estas estimulações, ao que parece, não passam por visualizar pornografia na Internet ou espreitar a vizinha a sair do banho (no meu caso a estimulação poderia ser fatal) mas por fornecer factos novos ao cérebro, procurando quebrar-lhe as rotinas nas quais ele se sente confortável.

E como conseguir isto? Indo para o trabalho por um caminho diferente, lavando os dentes com a outra mão, fazendo sexo com outra mulh... pensando bem, fiquemos pelos dois primeiros exemplos. Consciente disso, hoje de manhã lembrei-me como faço todos os dias sempre os mesmo gestos ao vestir-me. Camisa, calças, gravata e finalmente o casaco. Uma vez que seria estranho vestir primeiro o casaco e só depois a camisa, optei por algo menos radical, enfiar primeiro a perna esquerda nas calças e só depois a direita.

Conclusão: hábitos alterados, bem como a parede do quarto e a minha cabeça, sendo que o colchão da cama também nunca mais vai voltar a ser o mesmo. Não sei se estimulei algum neurónio, mas que os acordei, de certeza!

Até quarta-feira (e acabaram as rapidinhas),
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Curta 17 - E se fossem poupar para o raio que vos parta?



Gostava de saber quem foi o inteligente que resolveu poupar no tamanho das tampas de plástico de algumas garrafas de água, reduzindo as mesmas a metade, fazendo com que a malta quase não tenha superfície onde agarrar.

É que se antes a jove ainda tentava abrir aquilo, e apenas no caso de não conseguir é que me passava a garrafa, agora não, o vasilhame vem directamente para mim, acompanhado de um sorriso sádico. Fico pois sujeito à pressão de conseguir abrir aquilo sem aparentar qualquer dificuldade, não podendo recorrer à boca ou a algum objecto que esteja à mão, sempre sob o olhar inquisitivo não só da jove mas de toda a gente que me rodeia, atraídos pelos gritos causados pelo esforço.

Talvez quando eu começar a mandar para os fabricantes destas garrafas as facturas das consultas de ortopedia e fisioterapia percebam que nem todas as poupanças são boas! Palhaços!

Até segunda-feira,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Curta 16 – A resposta dos netos de Pitágoras


Pitágoras de Siracusa disse um dia a seus netos
O quadrado da hipotenusa é a soma dos quadrados dos catetos

Penso que toda a gente terá aprendido esta linda mnemónica geométrica. O que eu não compreendo é como é que nunca se pensou no que teriam então dito os netos de Pitágoras perante tal afirmação. Assim, e após um apurado trabalho de investigação histórico/imaginativa, consegui compilar aquelas que terão sido as respostas dos joves:
- Ahã?
- E isso come-se?
- Ó cota, tás mesmo a pedir asilo!
- E se passasses para cá algum em vez de dizeres frases parvas?
- Ó mãe, o avô voltou a não tomar as gotas!
- Avô, é que nem penses que te volto a mudar as fraldas.
- Se pensas que é com falinhas mansas que me convences a sentar ao teu colo...
- Isso deve ter cá um interesse para a minha vida, ui ui!
- Se eu um dia tenho de decorar isso na escola, nem sabes onde vai parar a tua dentadura, pá!
- E se metesses a hipotenusa...

Até sexta-feira,
Rafeiro Perfumado
PS: os puristas matemáticos podem acrescentar um "igual" lá para o meio da expressão, a ver se me importo

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Curta 15 - A bênção, Sr. Frigorífico


Para mim o frigorífico serve actualmente como um autêntico purificador de consciência ou, visto de um prisma mais religioso, como um confessionário alimentar. Quando sobra alguma comida, tenho sempre problemas de consciência em metê-la no lixo, pelo que opto por guardá-la no frigorífico. Passados uns tempos, vejo que a dita comida já está intragável, mas aí já não me sinto tão mal ao mandá-la fora, pois se não a comi foi porque não tive oportunidade e já está estragada, não porque não quis.

Insondáveis são os caminhos da comida...

Até quarta-feira,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Curta 14 – Sai uma esplanede quentinha, faxavor!


Esta pérola encontra(va)-se na Praça do Rossio. Fiquei na dúvida se é para captar clientela inglesa ou para promover uma qualquer iguaria.

Até segunda-feira,
Rafeiro Perfumado

PS: só tive pena de não ter conseguido fotografar a primeira versão deste cartaz, “heated esplenede”. No fundo devia ser a mesma coisa, mas com uns pozinhos de canela a decorar

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Curta 13 – Diário de um imortal


Dia 0
Querido Diário, ainda nem estou bem em mim. Custa-me a acreditar que por ter respondido acertadamente a cinco perguntas no concurso “E tu, pá, queres ser imortal?” ganhei o direito a participar no programa experimental “Imortalidade para sempre”. Como sou a primeira pessoa a experimentar tal coisa, achei por bem registar tudo num diário, para os que me seguirem possam beneficiar da minha experiência. Estou a escrever isto enquanto aguardo que o Doutor acabe o que quer que esteja a fazer no WC, para depois me dar a tal injecção da imortalidade. Estou tão nervoso!!!
PS: Correu tudo bem, pelo menos foi o que o médico disse

Dia 1
Levantei-me bem cedo, para apreciar o nascer do Sol. Hoje pareceu-me mais brilhante, mais magnífico. Realmente a perspectiva com que vemos as coisas altera completamente o seu significado, nunca tinha despendido tempo a apreciar realmente todo o espectáculo que é o surgir do astro-rei.
Passei a manhã toda a organizar a minha colecção de moedas, coisa que nunca pensei ter tempo para fazer. Depois do almoço fui visitar a minha avó e fiquei por lá quase toda a tarde, na conversa. Coitadinha, chamou-me umas quantas vezes de Dona Etelvina, que era a vizinha dela, morta há uma data de anos. A ver se para o mês que vem lá volto...
À noite fui ao cinema, ver “1001 maneiras de ver crescer a relva”, um documentário que já andava para ver há muito tempo!
Deitei-me cansado mas feliz, é tão bom saber que tenho todo o tempo do mundo para fazer tudo o que me der na gana, e várias vezes, se quiser! Até amanhã, querido diário!

Dia 2
Porra, que estou tão aborrecido! E soube agora que o programa experimental foi cancelado!

Adeus, até nunca mais, odeio-vos a todos,
Rafeiro Perfumado

PS: espero que tenham percebido que era mentira de 1 de Abril, ainda não existe a tecnologia que permita tornar as pessoas imortais