Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vou começar a levar um pára-quedas

Os riscos de andar de avião, especialmente quando o piloto morre.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Que espécie de fruta és tu?

Por acaso acho-te parecido com uma beterraba. Murcha.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

domingo, 14 de junho de 2009

Obrigado, malta!

Esta é a segunda e última vez que aqui falarei directamente sobre o livro Are you ladrating to me?!?, pois tenho a convicção de que um blogue não pode tornar-se um mero canal publicitário de coisas passadas, sob pena de matar a sua identidade e razão de ser. Assim, caso não tenham tido a oportunidade de presenciarem um dos quatro lançamentos realizados em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, mas ainda assim tenham interesse em ter um exemplar, vejam ali na barra lateral para se inteirarem das alternativas existentes. Se por acaso tiverem uma vida social menos preenchida e quiserem ter uma ideia aproximada do que foi dito nas apresentações, poderão ouvir uma entrevista no blogue Falas que nem uma besta, que parece ter sido baptizado em minha homenagem. E, no que toca à promoção do livro, acabou aqui.

Mas claro que não poderia deixar passar em claro todo o apoio que me foi dado, neste momento tão significativo para mim. Fosse pela presença, fosse pelas palavras de incentivo que me enviaram, fosse pela promoção que fizeram ao meu filhote inúmeras pessoas deram-me uma demonstração enorme de amizade, a qual, garanto, não esquecerei. A todos, sem excepção, o meu muito obrigado! De igual forma tenho de deixar aqui um beijinho especial para a Paula Vilar, Ka, Foryou e Van, que aceitaram o convite que lhes fiz e apresentaram brilhantemente quer o livro quer o autor (não, não vou referir os engasganços, tremeliques e tentativas de cobrar comissões). E tenho igualmente de pedir desculpa às pessoas a quem não reconheci, a quem troquei o nome, às meninas a quem por erro dei um abraço e aos meninos a quem dei... Não, acho que o nervosismo não chegou a tanto, pelo menos não me lembro de ter visto algum com um sorriso rasgado.

Mas nada vale a pena se não aprendermos algo no processo, e acreditem que eu aprendi bastante. Aprendi que pessoas que nunca me viram foram capazes de sacrificar parte do seu tempo livre para me apoiarem. Aprendi que pessoas que moram a centenas de quilómetros se deslocaram para me darem um olá ou um abraço. Aprendi que a blogosfera não pára de me surpreender e que está recheada de pessoas fantásticas. E aprendi que “amigos” que eu conheço há muitos anos pura e simplesmente ignoraram este marco importante da minha vida. A estes últimos... não, não vos vou mandar levar na peidola ou coisa do género, aliás quero agradecer-vos. Elucidaram-me de vez que o tempo não é sinónimo de amizade, e que por vezes há que ter a coragem de cortar amarras que nos prendem ao passado. Vocês já o fizeram, eu seguirei o vosso exemplo. E a vida continua...

Até sempre,
Jorge

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ena pá...

Queres impressionar-me a sério? Deposita três milhões de euros na minha conta.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Biografou, quinou!


O que é uma biografia, afinal? Supostamente a condensação em suporte escrito da história de alguém que terá feito em vida por merecer tal distinção (linda definição, não acham? Vá, podem usá-la em teses e testes de físico-química que eu deixo). Claro que o facto de agora os futebolistas e respectivos treinadores terem aderido a este formato tira um bocado o sentido à definição (especialmente se não estão associados a vitórias do Glorioso), mas mesmo assim ainda continua a ser a frase com a qual mais identifico biografia.

No entanto, e além do aparecimento de biografias de malta que claramente não produziu mais bem para o mundo que ajudar uma velhota a atravessar a rua (e por vezes na direcção contrária), constatamos que na realidade surgem compilações definitivas sobre montes de pessoal que continua vivo. Isto a mim parece-me claramente errado. Só se deveriam fazer biografias de alguém quando essa pessoa tivesse comprovadamente esticado o pernil, pois não se pode correr o risco de, após a publicação, o bibliografado sair por aí a a contradizer tudo o que foi escrito sobre ele. Em última instância, seria defraudar todas as pessoas que investiram as suas parcas economias para ficarem a conhecer toda a vida de alguém e o tipo continuar a acrescentar capítulos à sua vida, sem a correspondente actualização na biografia, que ficaria numa estante a ganhar pó, desactualizada e envergonhada, a não ser que utilizassem aquele sistema das enciclopédias, onde se vai metendo actualizações e erratas pelo meio da obra. Até já estou a ver:
- Na página 36, 3º parágrafo, onde se lê “esposo fiel e dedicado”, leia-se “depravado sexual que come tudo o que mexa”
- Na página 78, 1º parágrafo, onde se lê “político honesto e filantropo”, leia-se “corrupto da treta, que se houver justiça há-de bater com os ossos na choldra”
- Na página 456 (o exemplo é sobre alguém com uma vida grande), onde se lê “com a coragem que guiou a sua vida”, leia-se “cobardolas da tanga, que atropelou quatro velhinhas e dois putos ranhosos para ser o primeiro a sair do prédio em chamas”.

Mas falando a sério, restam-nos duas alternativas aceitáveis: ou a biografia termina com a palavra “continua...”, como naqueles filmes com sequelas em que sabemos que para ficarmos a entender a porra do enredo teremos de fazer mais uns downloads, perdão, assistir a mais uma sessão no cinema, ou então o biógrafo terá como último dever colocar um ponto final, quer no livro quer na vida do biografado. A última página seria então preenchida com a fotografia da campa, de preferência com um pedregulho em cima, não vá o tipo sair de lá e desatar a fazer parvoíces, como concorrer à Presidência da República. Digam lá que não seria um fim heróico:
Biografado: E foi então que eu lhe disse “Isso era se eu deixasse. Ha!Ha!Ha!”
Biógrafo: Fantástico, que vida sensacional o senhor teve, esta obra vai vender que nem ginjas!
Biografado: Assim espero, assim espero, se bem que o meu já cá canta, vou poder gozá-lo à vontade.
Biógrafo: Receio que não seja bem assim...
Biografado: Desculpe? Mas o que é que vai fazer com essa almofada? MFFMMM-MFFMMMM-MMMFF!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado