Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Alinha-te, pá, alinha-te!

O cometa vem aí! Fujam! Escondam-se! Aprendam a falar maia!

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Quo vadis, Pai Natal?


Se quiserem saber por que razão o Pai Natal tem andado ausente, vão até aqui.

Um grande RAUF para todos e Feliz Natal!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nem o Natal escapa...


O 25 de Dezembro aproxima-se a pegadas largas. Na oficina do Pai Natal, localizada num qualquer local recôndito do nosso planeta, a azáfama é enorme (com as palavras “recôndito” e “azáfama” acabaram-se os palavrões neste texto), procurando que tudo esteja a postos para a noite mais esperada do ano, logo a seguir à cerimónia da entrega dos Globos de Ouro, claro.
Mas eis que de repente a porta principal é pontapeada violentamente, e uma voz esganiçada se faz ouvir:
Inspector: Tudo quieto, que isto é uma inspecção da ASAE!
Pai Natal: ASAE? Mas o que é que a ASAE tem a ver com o Natal?
Inspector: Tudo, meu caro senhor, tudo, desde as condições de laboração da sua oficina, passando pela exploração que aqui é feita a duendes e renas e terminando nas precárias condições higiénico-sanitárias da sua barba!
Pai Natal: Mas, meu caro senhor, aqui estamos a trabalhar numa das tradições mais queridas que existem no mundo católico!
Inspector: Mas qual tradição, pá, que eu saiba não há na Bíblia qualquer referência a um balofo a andar de trenó e a entregar prendas! Aliás, a malta que escreveu a Bíblia nem sabia o que era uma rena! Vivesses tu nessa época e os romanos chamavam-te um figo! E agora caladinho, que vou levantar o auto, assim à primeira vista tenho aqui matéria para te encerrar o tasco durante muito tempo!
Pai Natal: Isto foi uma denúncia anónima, não foi? E até aposto que foi aquele excomungado do Rafeiro Perfumado, só porque eu não lhe levo a porcaria do plasma.
Inspector: Qual rafeiro, isto foram informações transmitidas por um agente nosso que cá esteve infiltrado. Nunca achaste estranho o comportamento da rena número 4?
Pai Natal: A número 4?!? Mas ainda no outro dia o Rodolfo estava em cima dela a afinfar-lhe!
Inspector: É que a vida de inspector é mesmo assim, requer alguns sacrifícios...
Pai Natal: Sacrifícios? Se calhar foi por isso que até fumou um cigarro no fim. Mas eu bem que desconfiei da máquina fotográfica que ela trazia ao pescoço...
Inspector: Pois é, meu amigo, e foi assim que fomos recolhendo dados que nos levaram a concluir que a sua actividade está por um fio. Quer saber as infracções mais graves?
- Ausência de folha onde conste o horário de trabalho da oficina, bem como as férias do pessoal;
- Boletim de vacinação das renas inexistente. Se para o ano aparecer uma gripe das renas nem uma se safa!
- Condições de laboração péssimas, não há equipamento de segurança, nem de combate aos incêndios, nada! Pois é, caro senhor, isto não me cheira nada bem...
Pai Natal: Isso é porque pisou uma bosta de rena e está-me a cagar o chão todo...
Inspector: Mais essa, condições sanitárias deploráveis! E podia ficar aqui o dia todo a declamar infracções, a não ser que cheguemos a um acordo, claro...
Pai Natal: Deixe-me adivinhar, um plasma para o Rafeiro...
Inspector: Eu quero lá saber do Rafeiro, eu quero é um plasma para mim! Aliás, eu quero é um LED, que isso de chorar por plasmas é para atrasados tecnológicos.
Pai Natal: Pronto, está bem, deixe a sua morada ali com o elfo, vou ver o que se pode arranjar.
Inspector: E um com montes de polegadas, ou para o ano tens-me cá outra vez! A mim e à Rena 4, que parece ter gostado da missão!

Até sempre e um Bom Natal para vocês, joves!
Rafeiro Perfumado

domingo, 6 de dezembro de 2009

Corre, balofo, que é para isso que te pagam!

Um polícia numa segway não me parece eficaz, mas isto sou eu...

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ao lado do Zezé?!?

Eu sou um tipo compreensivo. E calmo, quanto baste. E sei que em certas matérias não tenho conhecimentos suficientes para opinar, apesar de não deixar de o fazer.

A arrumação dos livros nas prateleiras das livrarias, por exemplo. Certamente que aquilo obedece a um critério qualquer. É por isso que não me chateio quando vejo o meu Are you ladrating to me?!? perto da área dos lacticínios, nos supermercados. E não me enervo quando o vejo espetado na secção das viagens, ali mesmo entre os guias de Madrid e Paris. Fico até ligeiramente lisonjeado quando o vejo na área da auto-ajuda. Agora para tudo há limites. Se a intenção é envergonhar-me, parabéns, conseguiram! Colocar o meu livrinho ao pé do Zezé Camarinha é espezinhar todo o orgulho que eu poderia ter nesta publicação. Vá, dêem o passo final e tentem que eu corte os pulsos, falta meterem-me entre a biografia do José Castelo Branco e o livro de boas maneiras da Paula Bobone. E que o meu internamento vos pese na consciência, seus grandes suínos!


Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: obrigado, João, por me alertares para este atentado à minha honra e reputação!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O meu reino por um assento quentinho!


Que pancada é essa que as pessoas têm em não se quererem sentar em cadeiras previamente aquecidas por peidolas alheias? Sempre me causou uma grande impressão ver, após acesas batalhas campais por um lugar sentado nos transportes públicos, os vencedores não reclamarem de imediato o seu prémio, optando por guardarem com o corpo o assento recentemente desocupado, esperando que o mesmo arrefeça. Isto, no mínimo, é um desrespeito para com os derrotados. Faz lembrar aquelas situações em que um monte de gaijos anda à chapada por causa de uma gaija e no fim o vencedor não se apodera do troféu, preferindo exibi-lo perante os concorrentes vencidos e humilhados.

O que é que vai naquelas cabeças? Acham mesmo que os vírus morrem se sentirem a ausência do calor nadegal durante alguns segundos? Quer dizer, não se trata propriamente de chocar ovos, acredito que a haver vírus eles não vão simplesmente desfalecer pela ausência momentânea de calor.

E o estranho é que estas pessoas são as mesmas que agarram os varões nos transportes públicos, que nas lojas de música colocam headphones nas orelhas, que nos oculistas provam diversas armações, que nos restaurantes comem com os talheres que estão em cima da mesa, mesmo sem saber se algum não terá sido trocado pelo da mesa do lado, cujo ocupante tinha deixado cair o seu. A quantidade de vezes que eu já fiz isto…

Voltando à vaca fria, ou melhor, ao assento quente, e falando por mim, eu adoro um lugar quentinho. Então no Inverno, tenho de resistir a andar a saltar de assento em assento, aproveitando o calor antes que ele se dissipe. Então as pessoas gastam fortunas a colocar ar condicionado em casa, radiadores para as casas de banho, chão aquecido, mantas eléctricas, vestem várias camadas de roupa ao ponto de parecerem o boneco da Michelin enquanto um banco aquecido da forma mais natural possível (excluindo a parte dos gases) já lhes mete nojo, ao ponto de o desprezarem? Sejam coerentes, pá!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado