Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não, estou só a gozar com a vossa cara...

Como se eu não dissesse sempre a verdade!

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Iróis du mar, Náção valentxi e imortáu!


Vai ser curioso ouvir hoje o relato do jogo entre Portugal e o Brasil:
- Lá vai Kaká, passa para Fabiano, que deixa para Robinho... mas é desarmado por Pepe, que coloca de imediato em Deco! Grande passe a isolar Liedson, remata e...

Caso o final do relato resulte em golo, poucos serão os que darão importância aos nomes. Mas que fica uma sensação estranha, sem dúvida, cara!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 21 de junho de 2010

E se fossem levar na peidolazinha?


Já não tenho paciência para a malta que, por tudo e por nada, termina as palavras com “inhos”. Ele é nomes, ele é adjectivos, ele é outras figuras linguísticas que agora não me lembro do nome, enfim, é um inhonhizar que já mete nojo!

Começa pela forma como certas pessoas só conseguem falar com crianças utilizando diminutivos. “Olha ali o passarinho tão atropeladinho”, “Come os bróculinhos todinhos, come” ou “O padre mexeu na tua pilinha, mexeu?” são alguns dos exemplos que estão permanentemente a ouvir-se, como se o simples acto de anexar um “inho” a uma palavra a tornasse menos grave ou asquerosa. E desenganem-se se pensam que as crianças tomam mais atenção ou sentem mais curiosidade por um cãozinho ou gatinho do que por um cão ou um gato, aquilo são esponjas sedentas de aprender, mais vale que o façam de modo a não serem mais tarde gozados pelos colegas, quando chegarem às aulas de biologia e disserem “então, hoje vamos dissecar a ratinha ou a minhoquinha?”.

Depois é o próprio tratamento dado às crianças. Acredito que certos pais baptizam os rebentos já a pensar no diminutivo pelo qual os vão chamar! Se o nome dele é António, não o chamem de Toninho. Se o nome dela é Maria, não a chamem de Mariazinha. E Agostinho ou Martinho? Chamam-lhes Agostinhozinho e Martinhozinho, é? Ora isto, ao contrário do que possam pensar, não é fofinho, é parvo, e estou a ser muito simpático.

Mas nem só no mundo infantil os “inhos” atacam. Experimentem, por exemplo, pedir a conta num restaurante e invariavelmente lá vem “é a continha?”. Não, não é a continha, pois a única coisa que pode ser pequena nesta conversa, para além da inteligência do outro interlocutor, é o tamanho da letra e o papel onde vem a conta, a qual raramente foge do domínio da contona.

Por fim, existem os adultos que adoptam no seu discurso os “inhos”, de forma quase permanente, acreditando que dessa forma se mostram mais amigáveis ou consigam aligeirar o tema da conversa, como se dizer que nos deram uma “pancadinha” no carro novo ou que o bife que acabámos de comer caiu um “bocadinho” no chão nos dê menos vontade de os estrafegar!

E não posso deixar em claro os casalinhos (eu posso utilizar diminutivos, pois estou a gozar com eles) que se tratam por amorzinho, coisinha linda, biduchinho, chlép-chlép e afins. Aquilo é tanto mel que só dá vontade de pegar neles e atirá-los para o meio de um bando de ursos acabados de sair da hibernação! Mas, conhecendo as peças, ainda seríamos capazes de ouvir:
- Ai, paixãozinha, vem socorrer a tua fofurazinha, que o ursinho está a dar dentadinhas no meu pescocinho!

Querem ser simpáticos e amorosos? Sorriam, falem educadamente, de preferência sem sulfatar quem vos rodeia, mas livrem-se dos diminutivos, pois de outro modo a única vez que vão ouvir falar acertadamente com diminutivos é quando se referirem ao vosso cérebro.

Até sempre,
Rafeirinho Perfumadinho

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quem é que se anda a abotoar?


Eu sei que não sou grande economista, mas há qualquer coisa nesta crise mundial que me está a escapar. Ao que parece, é a dívida dos países que está a colocar os mercados em ebulição, pelo crescente risco de incumprimento por parte dos Estados. No entanto, olhando para a lista dos devedores, vemos que contém nomes como a Alemanha, EUA, Japão, Inglaterra e por aí fora, ou seja, os países mais ricos do mundo (com excepção do por aí fora). Então mas se até estes devem, devem a quem?!? Ao Burkina Faso?!?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Príncipe do Irão


Na semana passada fui ver o filme “O Príncipe da Pérsia”. E espero que esta introdução tenha servido para afastar quem ainda não viu e pretenda ver o filme pois eu vou contar o fim do mesmo. Ah, pois vou!

Este filme é mais uma daquelas produções milionárias, na qual se agarrou num tema que fez grande sucesso no mundo dos jogos e se espeta com ele no cinema. Não me interpretem mal, o filme até está bonzinho, mas a mim aborrece-me que com tanto dinheiro gasto se cometam uma série de patacoadas merecedoras de açoitamento com um chicote laminado!

Patacoada 1 – Onde é que arranjaste isso?
A certa altura do filme, o cowboy Dastan, perdão, o príncipe Dastan diz que arranjou a febra que viaja com ele num mercado de escravos no Iraque. Isto seria tudo muito lindo, se a história não se passasse na Pérsia, sendo o Iraque nessa altura uma realidade tão grande como as armas de destruição maciça que alegadamente detinha.

Patacoada 2 – Cadê o outro cavalo?
Quando a febra foge do cowboy, perdão, príncipe, este vai atrás dela para o deserto. Como nenhum deles foi a pé, presume-se que cada um levou um cavalo. No entanto, após uma tempestade de areia, apenas se vê um. A única explicação é que tenham esfolado o outro para fazer a tenda que os abrigou da tempestade. Tempestade? Ventito, pois quando saem de dentro da tenda esta está tão imaculada como quando saiu da loja!

Patacoada 3 – Possui-me, coisa doida!
Depois de quase duas horas em que os seus lábios andaram próximos, eis que finalmente o casalinho se beija. O que é que importa que o vilão esteja a caminho de destruir o mundo? Há sempre tempo para uma beijoca repenicada!

Patacoada 4 – Desculpem qualquer coisinha
O fim do filme é hilariante, a fazer lembrar uma cena do Monty Python and the Holy Grail (e não, não vou dizer qual). O exército persa ataca uma cidade, mata quase tudo o que mexe e depois chega à conclusão que foram enganados, perguntando se podem fazer alguma coisa para compensar. Claro que podem, também não foi assim tão grave terem dizimado os homens quase todos, violado as mulheres e incendiado as casas. Se formos a ver bem, muitos dos homens já eram velhotes, quanto às violações aquilo bem lavado e com descanso vai ao sítio e os incêndios são sempre uma boa desculpa para construir coisas novas!

E se isto é picuinhice, cara Diabba, eu gosto de ser picuinhas!!!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E se for na Condessa também marcha!


"Deite-se na Marquesa".

Estou em crer que os hospitais na altura da Monarquia eram bem mais divertidos.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de junho de 2010

É para sempre, é...


Lembram-se do filme Titanic, versão James Cameron? Há uma cena que sempre me causou uma certa impressão, quando após o naufrágio a tipa está no bem bom, em cima da tábua, enquanto o desgraçado tirita dentro da água. Muita conversa, muito paleio, muito amor, mas no fim ela acaba por largá-lo e continuar a sua vidinha.

Para que essa atitude fosse coerente com as imagens, eis como eu acho que o diálogo deveria ter sido filmado:
Tipa de quem não me lembro o nome: Eu amo-te, Jack, e nunca te largarei!
Jack: Mas, tipa de quem o rafeiro não se lembra do nome, tu tens de continuar a tua vida, não há salvação para mim...
Tipa de quem continuo sem saber o nome: Nunca, Jack, nunca! Ficaremos juntos para sempre e nunca te largarei, ouviste, nun... ai, que horror, isto é uma unha partida?!? Jack? Jack? Onde é que o tipo se meteu?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 4 de junho de 2010

São 30%, pá!


A Foxcoon (empresa tecnológica chinesa fornecedora, entre outras, da Apple) decidiu aumentar o ordenado dos seus colaboradores em 30% após uma vaga de suicídios.

Comentei este assunto com as minhas colegas, mas nem uma se chegou à frente. Cambada de egoístas...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quem é o verdadeiro ladrão nesta história?


Uma conhecida minha comprou um telemóvel associado à Vodafone, tendo sido convencida a subscrever um seguro contra roubos, válido por dois anos. Azar dos azares, na semana passada foi assaltada e lá se foi o telemóvel. Accionou o seguro e, passados alguns dias, telefonaram-lhe para esclarecer um detalhe:
Vodafone: O roubo foi consumado com recurso a agressão?
Conhecida: Não, entreguei o telemóvel sem resistir.
Vodafone: Pois, é que o seguro só cobre quando há agressão envolvida.
Conhecida: ... (presumo que com a boca aberta, os olhos muito esbugalhados e uma veia saliente na testa)

Portanto já sabem, se forem assaltados e tiverem um seguro que cubra o roubo do telemóvel, mandem às urtigas as recomendações da polícia e armem-se em heróis. Ou, pelo menos, tentem convencer o ladrão a dar-vos um estalo, ou uma facadita sem atingir órgãos vitais. Se o gaijo for um porreiraço, até pode ser que vos deixe um papel assinado testemunhando que vos agrediu. Ou então façam o seguinte:
- Ouça lá, importa-se de me dar uma chapada enquanto eu tiro uma fotografia com o telemóvel?
- Mas eu vou-to gamar, bacano.
- Está bem, mas depois pode fazer o download e mandar-me a foto por e-mail. Na minha carteira está lá um cartão com o meu endereço.
- Pronto, tá bem. TRÁS!
- Ficou tremida. Tente lá outra vez, mas sem me virar o nariz para as costas, está bem?

Não é interessante? Ainda se arriscam a terminar o assalto a agradecer ao ladrão. A não ser que eles tenham algum tarifário especial já a contar com estes pedidos e não vão na conversa. Isso explicaria muita coisa sobre este seguro e respectiva empresa de telemóveis...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado