Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Custa assim tanto?



Detesto fingimentos e falsas ofertas de ajuda. Querem um exemplo? Sempre que uma colega minha vai à rua e pergunta se os outros querem alguma coisa, é incapaz de me trazer os dois garrafões de cinco litros de água que lhe peço. Afinal oferece-se para quê?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fazer uma vaquinha? E eu lá sou boi?


A malta que me rodeia tem o péssimo defeito de fazer anos. Quando isso acontece, é garantido que lá vem uma alma mais entusiasta dizer “bora fazer uma vaquinha e comprar uma prenda?!?”.

Fazer uma vaquinha? Isso é o quê, exactamente? Cada um trazer uma parte de uma vaca, cosermos tudo, ligar à corrente e esperar que aquilo ganhe vida? A mim, pelo menos, esta expressão leva-me sempre para cenários frankensteinianos. Como, mas como é que o acto de cada um contribuir com uma pequena parte para fazer um todo assumiu contornos ruminanto-bovinos?

Outra situação em que esta expressão é utilizada é no restaurante, quando dois comensais decidem partilhar os seus pratos. Mais uma vez é estúpido. Então uma das pessoas está a comer porco e a outra chicharro, e fazem uma vaquinha?!? Quanto muito fazem um porcharro, ou um chichorco, agora vaquinha nunca!

E os vegetarianos que decidem partilhar pratos, será que também usam esta expressão ou têm uma mais apropriada à sua religião? Será que se vira um para o outro e diz:
- Queres fazer uma marmelada comigo?!?

E depois arrisca-se a levar um murro nos cornos ou, uma vez que se trata de vegetarianos, uma pêra nos tomates!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Além de falidos, são mentirosos e asneirentos



Vejo frequentemente na porta de estabelecimentos fechados cartazes com a mensagem “QUALQUER ASSUNTO LIGUE 96qualquercoisa”.

Desconfiem disto! O último destes números para o qual liguei por forma a saber o tempo para o fim de semana não só não sabiam como ainda me mandaram fazer coisas anti-naturais!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Não pensaste? Tivesses cérebro, ora!

Um destes dias, como em tantos outros, dirigi-me à Estação de comboios para apanhar o dito. É um acto que já está tão mecanizado no meu espírito que frequentemente dou por mim na plataforma sem me recordar do caminho feito até lá, tendo então o cuidado de observar discretamente se ainda não estarei de pijama ou pantufas. É que antes do primeiro café, confesso que pouca ou nenhuma atenção dou ao que me rodeia, tal a soneira / remeleira com que me movimento, sendo necessário algo de muito extraordinário para me fazer sair desse estado de letargia.

Por esta altura já devem ter suspeitado que foi isso que aconteceu neste dia, ou este texto arriscar-se-ia a ser uma longa e secante descrição do meu percurso até ao trabalho.

Como sempre fui colocar-me numa das filas que se constituem em pontos estratégicos, que coincidem normalmente com os locais onde a malta calcula que fiquem as portas do comboio. E eis que o momento mais aguardado acontece, a chegada do meio de transporte que me irá conduzir a mais um dia laboral. O comboio pára, a porta abre-se e eis que um grupo de três joves, vindos sabe-se lá de onde, entram à má fila no comboio, evacuando nas pessoas que insistem em respeitar as regras mínimas de convívio civilizacional.

Após entrarem, sentaram-se todos juntinhos, muito contentes com a proeza. A coitada de uma senhora, demasiado ingénua para a idade que aparentava, atreveu-se a dizer:
- Para a próxima vejam se respeitam a fila...

Esta frase teve uma resposta imediata por parte da moçoila que fazia parte do grupo, que disparou:
- Respeitar? Não fizessem filas, ora!

E foi então que o meu cérebro despertou. Não pela má educação, pois a essa já estou imune, de tanto conviver com ela, mas pela filosofia de vida presente nas palavras daquela vaca em miniatura. Pelo seu tortuoso raciocínio, eles apenas tinham desrespeitado uma regra de relacionamento porque a mesma não devia existir. Possivelmente preferiria que a entrada nos comboios fosse decidida à chapada, talvez mesmo pelo critério de quem rosnasse mais alto.

Se me apeteceu dar-lhe uma cabeçada? Garantidamente. Se me apeteceu atirá-la do comboio em andamento, no preciso momento em que passássemos por um poste? Seguramente. Mas o que eu gostaria mesmo era de lhe aplicar na pele a sua postura. Como? Uma enrabadela a sangue frio, por parte de todos os passageiros capacitados para tal. No fim, quando ela choramingasse agarrada à peidola, era dizer-lhe?
- Doeu? Não tivesses cu, ora!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Não que eu comprasse, mas era capaz de ser um bom negócio!


Quando se estava no auge da crise islandesa (económica e vulcânica), houve um grupo de visionários que se apercebeu de uma oportunidade de negócio e vai daí começaram a vender, via Internet, frasquinhos com a cinza do vulcão, tendo obtido com isso um grande sucesso (por sucesso entenda-se dinheiro).

E porque não aprender com este exemplo? Temos entre mãos uma excelente oportunidade e ainda ninguém reparou. E sim, estou a falar da morte do José Saramago. Por um lado temos uma crescente legião de fãs (basta ver que desde que o tipo morreu as vendas dos seus livros dispararam), pelo outro lado temos as suas cinzas e o conhecimento do local onde foram enterradas (que nem é muito frequentado ou iluminado).

Uma simples pá e tínhamos a reforma garantida! E, como não há forma de provar que a cinza é mesmo dele, marchava tudo para dentro do forno, desde o gato da vizinha até à própria vizinha, que era da maneira como gritava com razão. Era negócio para toda a vida. E claro que poderíamos segmentar o negócio, com um preçário diferenciado consoante a origem das cinzas, com os preços mais elevados a corresponderem às mãos e cabeça e os preços mais baixos referentes à genitália. Até parece que estou a ver os slogans publicitários:

- COMPRE HOJE A CINZA DA COXA ESQUERDA DE SARAMAGO E LEVE GRÁTIS UM EXEMPLAR DO MEMORIAL DO CONVENTO, AUTOGRAFADO PELA VIÚVA!

- COMPLETE A SUA COLECÇÃO: SÓ HOJE, COMPRE A CINZA DO COTOVELO DIREITO E OFERECEMOS A DO ESQUERDO!

- OLHÁ CINZA QUENTINHA! QUEM QUER CINZA NOBEL DA BOA?!?
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tenham pena do senhor ladrão, vá


A moda de assaltar Bancos parece ter vindo para ficar. Apontados como sendo também eles culpados da crise que por aí anda, assaltar um Banco é visto quase como um crime menor, uma vez que o acto é equiparado aos praticados pelo Robin Hood. Claro que depois a receita do roubo não é distribuído pelos pobres, mas sim utilizado para a compra de droga, automóveis e bens de luxo, mas não é isso que aqui quero aprofundar. E também há o pormenor do Robin Hood não ter existido, sendo que se a história fosse verdadeira, constava que usava collants e um chapéu com penas. Vocês aceitariam dinheiro de um gaijo que se vestisse assim?

Para mim qualquer situação em que alguém apontasse uma arma a um inocente com o intuito de levar algo que não lhe pertence, o seu destino deveria ser logo ali selado, isto é, ser preso e condenado a ficar uma vintena de anos numa cela juntamente com o Arnaldão e o Ernestão. Mas não é isso que se vê, procuram-se sempre arranjar atenuantes para diminuir a pena a aplicar. A última (havia aqui um link para uma notícia do Diário de Aveiro, que entretanto mandou a dita ao ar, pelo que vão ter de acreditar em mim) que li, então, é brilhante. O advogado de defesa alegou que o seu representado estava arrependido pelos assaltos que praticou, além de pedir sempre desculpa pelo que fazia, tendo inclusive uma vez pedido um copo de água para uma grávida que se sentiu indisposta. Um queriducho, não acham? Até aposto que se a jove entrasse em trabalho de parto ele era tipo para ir comprar charutos para a malta, ou mesmo sacar da ponta-e-mola para cortar o cordão umbilical!

Estão a gozar comigo? Acham que se deve ter pena de alguém que assalta um Banco ou outra coisa qualquer para pagar dívidas? Se calhar para pagar o plasma, ou o colégio privado dos ranhosos, mas isso já não importa desenvolver, não é?

Mas pronto, mesmo desprezando esta gente, quero dar-lhes uma dica preciosa. Soube recentemente que quando tiramos a fotografia para o novo Cartão de Cidadão não podemos sorrir. Está bem que como as coisas estão poucos motivos existem para sorrir, mas daí a tal acto ser proibido vai uma grande diferença. Resolvi investigar o porquê desta medida, tendo-me sido explicado que se prende com critérios de identificação biométrica, pois o sorriso pode dificultar a leitura dos sinais faciais de cada um. E pronto, eis o caminho aberto para passarmos a ter a classe de assaltantes mais simpática que existe. É que além de pedirem desculpa no fim do assalto, visando uma futura redução da pena, poderão passar o assalto todo com um sorriso de orelha a orelha, pois será da forma como dificilmente serão identificados. Quem é amiguinho, quem é?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Esquece lá a piada


Fico a saber que não posso ser espirituoso com um colega quando se dá um diálogo muito parecido a este:
Rafeiro: Vou molhar a cara com água, a ver se desperto.
Colega: Não era melhor um café bem quente?
Rafeiro: Essa alternativa, apesar de garantidamente me despertar, era capaz de também me queimar a cara.
Colega muito, mas muito parvo e ligeiramente aflito: Não, não, eu queria dizer era para beberes o café!
Rafeiro a olhar incredulamente para o colega: Ah, pronto...

Ainda por cima o animal deve ter ficado com a sensação que eu é que era o palhaço da história.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Houdini da cozinha


Sempre achei piada à denominação do electrodoméstico “varinha mágica”.

Joves, lamento desiludir-vos, mas aquilo na realidade funciona a electricidade.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pelo sim pelo não, mantém-te longe...

Diz que é por causa dos puxadores peganhentos, diz...

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!