Se alguém teve um pensamento sexual à conta deste título, por favor pire-se daqui para fora antes que eu o espanque, pois não admito concorrência a esse nível. Não, caras restantes duas pessoas com uma linha de pensamento correcta, apenas pretendo com isto dar-vos a conhecer o último terramoto doméstico que me teve como epicentro.
O autoclismo da minha casa de banho andava há uns tempos a sofrer de incontinência, o que me obrigava a ter de recorrer à torneira de segurança sempre que o queria encher. Ora ficar mais do que o tempo estritamente necessário num ambiente repleto de gases pesados é bastante complicado, já para não falar do peso na consciência ambiental que ocorria sempre que me esquecia da porcaria da torneira aberta.
Farto desta situação, resolvi comprar uma nova bomba para o autoclismo. Fui a uma loja da especialidade e, brilhando na imensidão da oferta, lá estava ela, uma bomba de dupla descarga, com letras garrafais onde se lia “MONTAGEM SIMPLES”. Para reforçar o apelo, trazia uma ilustração de montagem com apenas três passos, onde constava um autoclismo que diria ser irmão gémeo do meu. “O que é que pode correr mal”, pensei eu. Enfim, já com tanta idade e ainda tão ingénuo...
Feita a compra e programado o dia para a obra, eis que chega o momento, no qual me vi em pleno WC, armado com uma caixa de ferramentas, enquanto no canto oposto estava a bomba, mais as suas 328 peças simples de montar e as instruções com três imagens que ao desdobrarem-se revelaram mais umas dezenas. Nem faltava o mirone, na pessoa da jove, que ao longe ia vendo o desenrolar dos acontecimentos. Se corresse uma brisa na casa de banho e uma daquelas plantas secas rebolasse pela divisão diria que estava num filme do farwest, prestes a lutar num duelo.
Uma vez ultrapassado o nervoso miudinho, deitei mãos à obra. Primeiro passo, desmontar a bomba original, tendo o cuidado de colocar tudo muito certinho, não fosse a coisa dar para o torto e poder voltar a colocar tudo na mesma. Segundo passo, tirar o autoclismo. E foi aqui que o drama começou. Além dos parafusos e do cano da água, uma qualquer força invisível prendia o sacana do autoclismo à parede, como se ele soubesse que estava a ser manuseado por mãos inexperientes. Após meia hora de tentativas e duas hérnias discais depois, tive de desistir, não sem antes ter lixado a ligação da água e de ter mandado ao chão as peças da bomba original, que se espalharam pelo chão, em alegre confraternização com as da bomba nova, entretanto derrubada pela jove que tinha vindo ver qual o motivo da gritaria. A minha vontade era enfiar tudo dentro do autoclismo, encher aquilo de cimento e voltar ao método do balde, mas fui desaconselhado pela jove, sob pena de começar a ter de ir fazer as necessidades fisiológicas a casa da sogra.
Conclusão: duas bombas inutilizadas, um cano a esguichar água por todo o lado, o orgulho de macho (e as costas) feito num oito e consulta com o canalizador marcada para o dia seguinte. Agora é conseguir convencer a jove a dizer ao especialista que a tentativa de arranjo foi feita por ela e nem tudo estará perdido...
O autoclismo da minha casa de banho andava há uns tempos a sofrer de incontinência, o que me obrigava a ter de recorrer à torneira de segurança sempre que o queria encher. Ora ficar mais do que o tempo estritamente necessário num ambiente repleto de gases pesados é bastante complicado, já para não falar do peso na consciência ambiental que ocorria sempre que me esquecia da porcaria da torneira aberta.
Farto desta situação, resolvi comprar uma nova bomba para o autoclismo. Fui a uma loja da especialidade e, brilhando na imensidão da oferta, lá estava ela, uma bomba de dupla descarga, com letras garrafais onde se lia “MONTAGEM SIMPLES”. Para reforçar o apelo, trazia uma ilustração de montagem com apenas três passos, onde constava um autoclismo que diria ser irmão gémeo do meu. “O que é que pode correr mal”, pensei eu. Enfim, já com tanta idade e ainda tão ingénuo...
Feita a compra e programado o dia para a obra, eis que chega o momento, no qual me vi em pleno WC, armado com uma caixa de ferramentas, enquanto no canto oposto estava a bomba, mais as suas 328 peças simples de montar e as instruções com três imagens que ao desdobrarem-se revelaram mais umas dezenas. Nem faltava o mirone, na pessoa da jove, que ao longe ia vendo o desenrolar dos acontecimentos. Se corresse uma brisa na casa de banho e uma daquelas plantas secas rebolasse pela divisão diria que estava num filme do farwest, prestes a lutar num duelo.
Uma vez ultrapassado o nervoso miudinho, deitei mãos à obra. Primeiro passo, desmontar a bomba original, tendo o cuidado de colocar tudo muito certinho, não fosse a coisa dar para o torto e poder voltar a colocar tudo na mesma. Segundo passo, tirar o autoclismo. E foi aqui que o drama começou. Além dos parafusos e do cano da água, uma qualquer força invisível prendia o sacana do autoclismo à parede, como se ele soubesse que estava a ser manuseado por mãos inexperientes. Após meia hora de tentativas e duas hérnias discais depois, tive de desistir, não sem antes ter lixado a ligação da água e de ter mandado ao chão as peças da bomba original, que se espalharam pelo chão, em alegre confraternização com as da bomba nova, entretanto derrubada pela jove que tinha vindo ver qual o motivo da gritaria. A minha vontade era enfiar tudo dentro do autoclismo, encher aquilo de cimento e voltar ao método do balde, mas fui desaconselhado pela jove, sob pena de começar a ter de ir fazer as necessidades fisiológicas a casa da sogra.
Conclusão: duas bombas inutilizadas, um cano a esguichar água por todo o lado, o orgulho de macho (e as costas) feito num oito e consulta com o canalizador marcada para o dia seguinte. Agora é conseguir convencer a jove a dizer ao especialista que a tentativa de arranjo foi feita por ela e nem tudo estará perdido...
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
PS: Ano novo, autoclismo novo! Feliz 2011, pessoal!
Rafeiro Perfumado
PS: Ano novo, autoclismo novo! Feliz 2011, pessoal!





