Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bolo de quê?


Porque é que se chama Bolo de Noiva a um bolo que quando é comido o pessoal já está casado? E é feito pela noiva? Leva noiva nos ingredientes? E só ela é que o pode comer? Tanta incoerência numa expressão só...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Paus mandados

A revolução triunfou na Líbia, tendo sido deposto Khadafi e colocado no poder uma facção vista pela Europa e Estados Unidos como defensora dos direitos do povo. Claro que há o pormenor dos novos senhores terem apanhado o anterior, tendo-o espancado, sodomizado com um pau e depois executado com um tiro na cabeça, mas seguramente que não é isso que vai denegrir uma revolução tão transparente, não é?
 
Em breve tudo isto será apenas uma memória, o que interessa é que o novo governo seja cooperante com as potências ocidentais, e que o petróleo continue a circular livremente.
 
Até aposto que daqui a muitos anos, num futuro museu da revolução, haverá uma ala dedicada à sodomização de Khadafi, com o dito pau dentro de uma redoma de vidro, ao lado do qual as pessoas tirarão fotografias todas sorridentes e farão poses alusivas ao acto. E nem quero pensar no que será vendido na loja de recordações...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tratado sexológico ao volante

Imaginem-se na Idade Média, tempo de cavaleiros, princesas e castelos. Agora esqueçam isso tudo porque não é esse o tema deste texto, estava só a gozar com vocês. Se bem que na Idade Média existia uma entidade, conhecida como Inquisição, que agora daria um jeitão para tratar de alguns condutores que circulam nas estradas portuguesas. Nunca me esquecerei de uma viagem que fiz de Andorra para cá, sendo que foi a coisa mais tranquila que fiz na vida, até ao momento em que cruzei a fronteira. Passada esta, no espaço de seis quilómetros ia morrendo três vezes, sendo que numa delas não respondo pelo estado imaculado dos meus boxers.
Os condutores portugueses consideram-se, por defeito, melhores condutores que todos os outros, o que sabemos ser falso, nem que não seja pelos números da sinistralidade rodoviária ou a simples observação desta espécie em acção. O que estará então na origem destes comportamentos à suíno com alma de Schumacher?
Eu tenho uma teoria sobre o assunto, e digo-vos já que é brutal, mas antes deixem-me esclarecer um ponto. Muitas vezes sou acusado de meter segundos sentidos nas frases, tentando induzir as pessoas a terem pensamentos sexuais. Pois bem, neste texto não haverá segundos sentidos, pois a teoria que quero apresentar só tem uma base: os comportamentos rodoviários dos portugueses são explicados através de frustrações sexuais. E dito isto, passo a identificar as diferentes situações:
1º Ver o semáforo vermelho e acelerar na sua direcção, para depois travar a fundo. Situação típica de quem tem ejaculação precoce. O ver a meta lá ao fundo, ter vontade de acelerar mas saber de antemão que vai ter de travar a fundo para não estragar tudo, acho que não deixa qualquer margem para dúvidas.
2º Pessoal que num cruzamento arranca violentamente para se colocar à nossa frente e depois se mete a pastelar. Nestes casos são condutores que começam a ter os primeiros sinais de murchamento inexplicável. A vontade é muita, arrancam com força mas aquilo já não dá para manter uma rotação elevada durante muito tempo. São uma raça cheia de rancor, uma vez que nem andam nem deixam andar.
3º Pessoal que, independentemente do tempo, percorre as estradas e ruas com a aparelhagem a fazer uma chinfrineira descomunal, sempre com os vidros abertos, que é para todos poderem ouvir. Há que ter pena desta malta, uma vez que têm poucos atributos físicos e mentais que atraiam o sexo oposto, pelo que tentam a aceitação social através do seu apurado gosto musical, do género «tás a ouvir este som? Com um gostinho destes só posso ser um gaijo muita fixe, aposto que estás doidinha para dar uma volta comigo».
4º Pessoa que num congestionamento troca constantemente de fila, conseguindo com isso chegar com pelo menos dois minutos de avanço relativamente a quem se mantém sossegado na mesma faixa. Isto indicia dificuldades de relacionamento, é pessoal que não consegue manter durante muito tempo uma relação estável e opta por saltar de parceiro em parceiro. Ou isto ou então estão mesmo à rasquinha para irem cagar...
5º Palhacitos que numa estrada completamente congestionada nos fazem sinais de luzes para que nós ou nos atiremos para a valeta ou coloquemos o carro de lado para que eles possam passar. Estamos nitidamente na presença de um pavão sexual, que tenta vencer a sua concorrência com um show exibicionista, no caso usando luzes, pensando que com esse comportamento será um autêntico garanhão ao chegar a casa.
6º Condutor que entra à má-fila. Existem aqueles homens que para seduzir uma mulher demoram eternidades. Ele é mandar flores, levar a jantar, dar chocolatinhos, até conversar! Já este tipo de condutor, chega ao pé de uma mulher e enquanto lhe mete as mãos nas glândulas mamárias pergunta «vai ser bom, não foi?».
7º Lesmas no trânsito. Aqueles condutores que quer estejam na auto-estrada ou na estrada municipal andam sempre a 3/5 da velocidade permitida. São os amantes do sexo tântrico ou então malta que na volta não sabe fazer nada pelo que opta por demorar, podendo ao menos gabar-se que esteve oito horas na cama a fazer sexo.
8º Os buzinadores militantes. É malta que gosta de se tocar. Podem não ter companhia, mas gostam de estar permanentemente a dar uso à mão, mesmo que sem necessidade aparente.
9º Ultrapassagem sem piscas. Sinal de que estamos na presença de pessoal que não gosta de usar preservativo, pois acham que o prazer fica diminuído, preferindo arriscar e fazer as coisas à maluca.
10º Condutor que acelera quando está vermelho. É um tipo que sabe que a acção está a passar-se à sua frente, não pode participar nela mas mesmo assim gosta de ter a sensação de que está lá no meio. É evidentemente uma pessoa que passa muitas horas a ver filmes pornográficos imaginando que é um dos actores.
11º Condutor que circula sempre pela esquerda. Além do óbvio de ser uma besta de primeira, é alguém carente, que se quer sentir o mais próximo possível dos carros que passam em sentido contrário.
12º Os picanços. Apesar de parecer muito macho, acho que dois tipos que andam a ver qual deles anda mais rápido têm algum sentimento de inferioridade, do género olhar no balneário para ver quem tem o instrumento maior. Na volta se os dois parassem os carros a única discussão que tinham era para ver quem é que metia primeiro as mãos no capot.
13º Os desconfiados pela ajuda. Malta a quem nós damos passagem e ficam ali, a pensar se não os estamos a tentar enganar. São aqueles tipos a quem é necessário meter o preservativo e dar umas palmadinhas nos tomates, só para os ajudar a aquecer o motor. Normalmente são pessoas que, ou apanham uma pessoa do outro lado que lhes diga exactamente o que fazer ou estão condenadas à solidão. Com estes não basta uma piscadela de olho, um sorriso mais maroto ou cruzar de pernas sensual (nas mulheres, pois cruzar de pernas sensual é coisa que não existe nos homens, ou pelo menos eu não consigo imaginar) para que a pessoa avance, é mesmo necessário uma placa gigante na mão direita com uma seta a apontar para ele dizendo «Ei, tu, anda cá meter-te comigo» enquanto na mão esquerda segura outra placa dizendo «Sim, tu!», juntamente com a sua fotografia e número do Cartão de Cidadão.
14º Malta que quando nós tentamos entrar numa via acelera só para nos não deixar entrar. São tipos cuja vida sexual se resume à masturbação. Chateia-as saber que outras pessoas conseguem ter relacionamentos normais, pelo que tentam a todo o custo que todos sejam como eles, isto é, auto-suficientes.
Ficou claro porque é que há tantos acidentes? No fundo é tudo malta que precisa de acompanhamento, carinho e um bom par de chapadas sempre que metessem em perigo outras pessoas que não os próprios.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E o cérebro parou...

O que é que passará na cabeça daquelas pessoas que vão todas lançadas para subirem ou descerem nas escadas rolantes e, quando constatam que estas estão paradas, fazem cá com cada derrapagem e optam por utilizar as normais? Serão as mesmas que quando estão dentro da piscina e começa a chover se piram (eu já vi isto)? E pensando bem, esqueçam lá a primeira pergunta, pois é óbvio que não se passa nada, e há muito tempo!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Perguntar não ofende


Perguntar não ofende. Isto é estúpido. A carga de bordoadas que por esse mundo fora são distribuídas diariamente às pessoas que acreditam nesta frase. Acho que qualquer pessoa, ou mesmo um político, conseguiria enumerar seis perguntas que deitam por terra este dizer popular. Aqui ficam as minhas:
- Estás mais gorda ou grávida de gémeos?
- És roto ou apenas gostas de abanar a peidola quando caminhas?
- Isso foi uma plástica mal feita ou é apenas um sinal de velhice precoce?
- Este cheiro nauseabundo é teu?
- Já acabaste? É que quero dormir...
- Isso sempre foi assim tão pequenito?
E muitas mais se poderiam arranjar. Mas afinal o que é que se pretendia com esta frase, desculpar a ignorância? É que a coberto desta surgem outros defeitos humanos, como a indelicadeza, a cretinice ou a burrice pura! Se pensam que após meterem a pata na argola se safam com um simples trocadilho popular, das duas uma, ou são masoquistas ou têm muita confiança no vosso cabedal.
Quase que dá para imaginar os americanos a fazerem os seus interrogatórios em Guantánamo, enquanto metem música a altos berros e luzes brilhantes nos olhos dos prisioneiros:
- Então, não respondes, pá? E estás com essa cara de sofrimento porquê? Não te esqueças que perguntar não ofende!

Então se recuarmos aos tempos da Inquisição, aposto que esta frase servia que nem uma luva a quem conduzia os interrogatórios, para justificarem as suas acções:
- Ó Irmão Bonifácio, não acha que meter esse ferro em brasa nos pés do jove é um bocado exagerado? É que nem se consegue ouvir a resposta no meio de tanta gritaria...
- Esteja calado, Irmão Pafúncio, afinal estamos só a fazer umas perguntitas, o tipo não nos pode levar a mal.
- Sim, mas se calhar é caso para o magoar, não acha?
- Talvez, mas o que me importa é que ele não saia daqui ofendido! E então, és ou não és um demónio sarraceno? Vá, responde!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E tu, és racista?

Há cada vez mais portugueses que são racistas monetários. É que estou farto de ver pessoas a desprezarem as moedas pretas, dizendo com desdém “não quero isso, não servem para nada”.
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Busca, Internet, busca!


A forma como alguns desgraçados fazem pesquisas na Internet, mais precisamente os critérios de busca que inserem, tem sido tema para numerosos textos, tal o sumo que este tema tem. Eu, apesar de ser mais bonito, inteligente e modesto, não fico indiferente a este maná informativo, pelo que durante algum tempo andei a compilar as pesquisas que conduziam as pessoas até à minha casota virtual. Era minha intenção exibir as mais sumarentas, mesmo correndo o risco de voltar a atrair as aves raras que as digitaram. Infelizmente, e após umas arrumações ficheirais no meu computador, o arquivo foi-se, levando a que o trabalho de meses e meses tenha desaparecido para parte incerta. Mas sabem o que mais me preocupa? Bastou uma semanita e tinha novamente uma lista enorme, o que me veio demonstrar que diariamente existem milhares de broncos a fazerem pesquisas na Internet, sendo que uma ínfima parte vai desaguar a um blog escrito por um rafeiro.
Tudo bem, eu sei que a minha avó se farta de dizer que tem um neto brilhante, mas daí a confiarem na minha opinião sem me conhecerem de lado nenhum, vai um grande passo! Repararam no itálico que ornamentou a palavra opinião? É que a blogosfera, tal como muitas outras aplicações na Internet, é um espaço de opiniões, onde cada um escreve o que lhe dá na plebeia gana, não devendo portanto ser encarada como um conhecimento irrefutável. Estou mesmo a ver alguém cortar um dedo e fazer uma pesquisa com «estancar sangue do dedo indicador direito» e ir parar ao blog www.gosto-bue-de-cortar-dedos-a-torto-e-a-direito.blogspot.com! Atenção, é que nem todos os blogs são como o meu, no qual todas as opiniões são fundamentadas e alvo de pesquisas quase frenéticas, sempre com fontes para lá de credíveis (isto se a minha imaginação for considerada credível, claro).
Debrucemo-nos então sobre a ave rara que está do outro lado do computador. Quase gostaria de ser um neurónio errante para poder passar uma temporada no cérebro desta gente, apesar de eu não apreciar propriamente ambientes áridos e pouco habitados. Mas talvez fosse a única forma de conseguir perceber a motivação que está por detrás das pessoas que fazem da Internet o seu guia espiritual, a resposta para todas as suas dúvidas, desde o achar a frase ideal para uma dada situação ou a melhor receita para cozinhar o gato que atropelaram na estrada secundária de Alguidares de Baixo.
Intriga-me a forma como as pesquisas são feitas, utilizando frases completas e, em alguns casos, colocando um ponto de interrogação no fim, para transmitirem claramente ao motor de busca que estão a fazer uma pergunta, e não uma afirmação. Desconfio que algumas pessoas até acrescentarão um «se faz favor», mas infelizmente nunca tive o privilégio de apanhar um desses educadinhos. Outras pessoas, de tanto confiarem na Internet, aposto que antes de fazerem uma pesquisa até acendem uma velinha ou sacrificam algum boi, para que o resultado seja do seu agrado.
Vou falar-te, e isto é só para as pessoas que fazem da Internet a sua lanterna na escuridão da ignorância, de uma palavra que te pode parecer estranha, mas que em certas culturas é tida como uma fonte importante de conhecimento: refiro-me ao «livro», L-I-V-R-O. Trata-se de um objecto constituído por várias folhas, normalmente escritas dos dois lados, que dissertam sobre os mais variados assuntos. Podem ser encontrados numa infinidade de locais, mas são mais numerosos em bibliotecas, onde podes dirigir-te a uma senhora com óculos e pouco simpática para solicitar quais os livros que pretendes sobre determinado assunto. É giro, um dia hás-de experimentar. E espero que neste momento não estejas a fazer uma pesquisa na Internet «mas que raio é uma biblioteca?»...
Será que quem faz estas pesquisas tem consciência que está a introduzir palavras chave num programa informático ou pensará que a mesma é entregue a um grupo de velhinhos, com longas barbas e óculos na ponta do nariz, que folheiam livros (cá está a palavra estranha outra vez) e pergaminhos poeirentos para depois escreverem o resultado? Se calhar até era uma forma gira de ocupar a terceira idade, se bem que o resultado de algumas pesquisas poderiam ser decepcionantes:
Pesquisa: como saber se o namorado quer fazer sexo
Resposta: isso só depois de casar, sua galdéria!
Pesquisa: como fazer cábulas para o teste de matemática do 8º ano
Resposta: vai estudar, malandro, que tens de suar para conseguires ser alguém na vida. Quando eu tinha a tua idade...
Pesquisa: o que posso fazer com a herança do meu avô Januário
Resposta: Etelvino Manuel, és tu? Vou-te já riscar do testamento, neto desnaturado!
Por outro lado, quando o resultado da pesquisa fosse «não encontrado», isso não se referiria à pesquisa em si, mas aos velhinhos, que estariam a trocar de fralda ou à procura dos óculos, pelo que convinha voltar a tentar mais tarde!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Meter os pés pelas mãos


Se o futebol é um desporto jogado com os pés, porque se diz “eliminatória a duas mãos”?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado