Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Agarra que é polícia!


Tomei conhecimento de que a participação de uma incidência à PSP ou GNR pode agora custar 60 euros, em virtude do aumento do preço da folha de quatro cêntimos para dez euros. Numa época de contenção orçamental e em que se pedem sacrifícios, é uma medida inteligente e coerente, sem dúvida. E também é uma forma de não entupir os tribunais, pois a malta vai pensar muito bem antes de chamar a polícia. Pensem comigo: são assaltados e resolvem chamar a polícia para reportar o sucedido. Ou o ladrão foi simpático e vos deixou dez euros ou quem vai preso são vocês, por dívidas. E um choque em cadeia com 69 carros envolvidos? Possivelmente a participação, a dez euros a folha, ficava mais cara do que o arranjo, além do processo por conteúdos sexuais.

Isto, no fundo, são só vantagens, apesar de estarem bem escondidas. Vai obrigar, por exemplo, a que os portugueses dominem a arte da simplicidade, de serem sucintos naquilo que querem dizer, sob pena disto ocorrer:

Polícia: E foi então que o seu marido lhe levantou a saia vermelha, com botões de madre pérola, comprada na Zara da Rua do Carmo (e que fica a matar com a carteira comprada na Parfois) e lhe deu duas nalgadas, no sentido longitudinal da esquerda para a direita.
Vítima: Exactamente, Sr. Polícia. Em quanto é que vai a queixa?
Polícia: Ora bem, noves fora nada, isto vai em 130 euros.
Vítima: Ui, não tenho assim tanto dinheiro. Então e se cortarmos a parte em que ele me chamou nomes?
Polícia: Nesse caso... Passa para 80 euros.
Vítima: Ainda é muito. Olhe, meta só a identificação dele e o senhor já sabe o que ele me fez.
Polícia: Isso é que não pode ser, minha senhora, pois sem registo estou de mãos atadas.
Vítima: Eu atava-te é uma corda à volta dos tomates e prendia a outra ponta ao autocarro que vai para a Buraca...
Polícia: Como disse?
Vítima: Nada, meta só que ele me chamou nomes e me espancou, alguma coisa há-de dar...

Quanto a mim, vou continuar a tentar trilhar o caminho da honestidade, para não ver o meu orçamento ser ainda mais chupado. Mas caso me aconteça algo em que tenha de chamar a polícia, o diálogo deverá ser qualquer coisa do género:
Polícia: Ora bem, então o outro carro bateu-lhe e fugiu, correcto?
Rafeiro: Exacto, e a matrícula é essa que lhe indiquei. Vão atrás dele?
Polícia: Calma, primeiro as coisas importantes. São 60 euros pela participação, faz favor.
Rafeiro: Sessenta euros?!? Mas isso é um roubo!
Polícia: Também acho. Quer participar? São é mais dez euros.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ditados Rafeirosos 4

Um célebre pensador disse em tempos: Há duas coisas que não podem ser recuperadas:
-A pedra, depois de atirada
-A palavra, depois de proferida

Totalmente em desacordo. Quanto à pedra, há pelo menos duas formas de a recuperar, ou com o ricochete ou proveniente de quem levou com ela. Já no que diz respeito à palavra, existe o eco e existem gravadores. DUH!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: o tal pensador referiu mais duas coisas, mas para o efeito deste texto não davam jeito.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Não puxes demasiado pela cabeça, que ainda se solta

Tarados. Eu bem vi o olhar com que clicaram no link que vos trouxe a este blog. Estou envergonhado, por pensar que vocês pensaram que eu era capaz de pensar numa coisa dessas. Francamente. Não, seus pretendentes a arder eternamente no fogo do inferno, ao que eu me quero referir com este título é à expressão utilizada quando as pessoas são convidadas a fazerem um esforço cerebral mais exigente, vulgarmente conhecido por “puxar pela cabeça”.

Quer dizer, eu espero que seja este o sentido da expressão, ou então tenho vivido estes anos todos num tremendo logro! Mas sinceramente, não entendo a expressão. Fiz a experiência e a única coisa que consegui foram duas mão-cheias de cabelos arrancados e o pescoço vincado e avermelhado. E não é contraproducente impedir o fluxo de oxigénio ao cérebro quando se quer pensar, ou mesmo destacar a dita do corpo? A não ser que... Ná, não vou descer ao vosso nível. Tarados.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os comandos humanos

Se pensasses mais e parvasses menos, o mundo seria melhor.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ditados Rafeirosos 3

Quem num hotel de Nova Iorque os tomates perder
Em Portugal o nome numa rua poderá receber

Não me lixem, pá!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gaijas will be gaijas


Haja paciência para vos aturar, gaijas.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vendo bem as coisas, nove anos nem é assim tanto tempo

Uma das notícias mais bizarras que li nos últimos tempos foi a descoberta na Rinchoa, dentro de um apartamento, de uma idosa morta há mais de nove anos. A descoberta ocorreu porque o andar onde a velhota vivia foi comprado num leilão, em virtude da execução de uma penhora. Consta que quando a compradora entrou na cozinha e viu o cadáver no chão terá exclamado:
- Ai desculpe, mas se o andar vem com gente morta vai ter de me fazer uma atençãozinha no preço!

Até então, ninguém se tinha preocupado verdadeiramente com o sumiço da senhora, nem família, nem os vizinhos (com excepção de uma alma caridosa), nem a polícia, nem mesmo a administração do condomínio. Quanto aos vizinhos, eu até compreendo, pois se a minha vizinha batesse a bota eu testemunharia diariamente que a tinha ouvido, só para não correr o risco de perder esse bem maravilhoso que é o silêncio.

Relativamente à polícia, rege-se pelas leis que temos, que permitem arrombar uma porta para fazer uma execução fiscal mas não para investigar a participação de um desaparecimento, pois aparentemente só com mau cheiro é que há indícios de morte. Belo incentivo para a malta andar lavadinha, sim senhor. Se é assim, ponham já agentes nos transportes públicos, que aquilo deve ir cheio de cadáveres! Porra, pá, até eu que passo todos os dias de comboio na Rinchoa noto os maus cheiros, é uma questão de ter as narinas abertas!

Já no que toca à família, fico verdadeiramente chocado. Intriga-me quando pessoas não estranham o desaparecimento de alguém por nove dias, espanta-me quando não investigam o sumiço durante nove anos. Até estou mesmo a ver a última reunião familiar:
- E a Augusta, nunca mais a vi.
- Pois é, anda sumida. Olha, damos-lhe mais uma década, se não tivermos notícias vamos lá tocar à porta.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ditados Rafeirosos 2

Se tens telhados de vidro não atires pedras ao vizinho, a não ser que tenhas pontaria e o deixes inconsciente!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ai que me borrei todo!


Estamos a sofrer desde há uns tempos os efeitos de uma frente fria caracterizada por um clima de nervosismo / histerismo / parvalheira em relação à possibilidade de Portugal ter de pedir ajuda internacional para equilibrar as suas finanças. A paranóia é tal que não me admira que em breve, quando alguém quiser pregar um cagaço a outra pessoa, em vez de gritar BUUUUUUU grite FMIIIIIIIIII!
Até sempre,

Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entrevistas imaginárias - Canta, a ver se me encantas

Bem-vindos a mais um "Madrugadas do Etelvino", o programa preferido da minha mãe e da minha vizinha do R/C esquerdo, à conta de eu lhe despejar o lixo. E sem mais delongas passemos à nossa entrevista!

Etelvino: Ora então boa madrugada, estamos aqui em directo do Grupo Recreativo de Ranholas, onde um grupo de populares se dedica a cantar não as Janeiras mas...
Presidente do GRR: ... as Fevereiras! Ah, pois é, que isso de cantar as Janeiras já está muito visto! E temos planos para o ano de iniciarmos um grupo a cantar as Marceiras, logo que a Dona Engrácia fique melhor da sua gota, pois ela é danada para estas coisas!
Etelvino: Mas não acha que isso é deturpar um bocadinho a tradição? Afinal as Janeiras são cantadas no início do ano para desejar boa sorte...
Presidente do GRR: Pois, mas o que na prática acontece é que a malta enfarda tanto nessa época que só em Fevereiro é que se começa realmente a mexer e a conseguir dizer duas palavras seguidas. Já para não falar que vivendo no país em que vivemos, convém desejar sorte todos os meses, não só no início!
Etelvino: E sei que não gostam de receber Bolo-Rei...
Presidente do GRR: Pois claro que não, que eu saiba vivemos numa República. E a única coisa que aquilo tem de real é o brinde, a fazer lembrar a chumbada que o último rei levou! AHAHAHAHAHA! RONC!
Etelvino: Então cantem lá um bocadinho, já que aqui estamos...
Presidente do GRR: Rapaziada, e um, e dois, e três!
Vamos cantar as fevereiras
Vamos cantar as fevereiras
Por esses condomínios adentro vamos
Galar as raparigas solteiras

Vamos comer rabanadas
Vamos sorver bebidas destiladas
Por esses condomínios adentro vamos
Chatear as raparigas casadas
(e se os maridos virem, fugir das chumbadas)

Etelvino: Sim senhor, mas que grande malha. Quem é que foi o animal que me arranjou esta reportagem? Hoje vai almoçar a casa...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ditados Rafeirosos - 1


Vou iniciar uma rubrica com uma periodicidade "olha, apeteceu-me" subordinada aos ditados e ditos populares. Sim, eu sei que já faço uma coisa do género, mas agora apetece-me chamar-lhe outro nome, ok? Raios partam, sempre a reclamarem!

E no que consta esta rubrica? Ou chamar a atenção para a imbecilidade da expressão, procurar modernizá-la, dar-lhe um sentido mais lógico ou simplesmente coiso. E dito isto, deixo-vos com a primeira:

"Enquanto o pau vai e vem, aproveita para fugir"

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como é que é, pá?

Esta crise política no Egipto está a ser especialmente tramada para o Acordo Ortográfico e seus defensores. De acordo com os textos elaborados ao abrigo do AO, fiquei a saber que existe um novo país chamado Egito que tem como habitantes (ou será abitantes?) os egípcios. Desculpem lá, ó senhores defensores do AO, mas se o país se chama Egito, então os habitantes terão de ser egícios, ou egitianos, ou o raio que vos parta mais o catano (gosto especialmente desta última possibilidade).

Esclareçam lá este tema, pois de outra forma ainda vou ficar com a sensação de que quem elaborou este acordo não tinha a mínima ideia do que estava a fazer...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: estou a ser irónico, não quero explicações nenhumas, pois a minha opinião sobre o AO e os seus mentores está muito bem formada. E não, não é uma opinião simpática, nem para eles nem para as suas progenitoras.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ó pra mim de volta ao Facebook!




Não sei por quanto tempo mas consegui voltar a ter Facebook. Do que é que estás à espera para me pedir amizade, pá? Estou carente!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: o link para o perfil está ali do lado direito. Não, do outro lado direito...