Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

És mesmo um macho insensível, Rafeiro!

Um destes dias encontrei a minha jove lá em casa, toda chorosa. Apelando a toda a minha sensibilidade, lá lhe perguntei:
-Então, pá, o que é que tu tens?

A muito custo, entre fungadelas, suspiros e assoadelas, lá me mostrou o motivo da sua tristeza: tinha partido a moldura onde estava uma fotografia nossa, tirada numas férias bem passadas.

Como vi que ela estava mesmo desgostosa, tentei animá-la, dizendo que a fotografia era apenas uma das muitas lembranças felizes dessas férias, e que mesmo essa poderia ser recuperada, pois ainda tínhamos o ficheiro logo poderíamos fazer uma nova cópia. E eis que ela me respondeu:
- Pois, mas esta moldura combinava com os cortinados!

Fiquei a olhar para ela, em silêncio, cada vez mais certo de que tentar compreender as gaijas é uma tarefa impossível. Ainda bem que já parei de tentar há muitos anos...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cadê o bife?!?

Imaginem que compram o direito a uma jantarada num restaurante super concorrido, onde pelo preço que pagaram têm direito a deleitar-se com três tipos de entradas diferentes, seguidas por um bife suculento e culminando o repasto com uma sobremesa magistral. Caso entendam, poderão servir-se igualmente da mesa de queijos e do buffet de salada, que também estão incluídos no preço.

Chegados ao restaurante à hora indicada, sentam-se e esperam. E esperam. E desesperam, pois não só não vos servem como não dizem que raio se passa. Vão dando umas voltinhas pelo restaurante, debicando aqui e ali na mesa dos queijos e das saladas, mas sem grande vontade, pois a vossa atenção está mesmo virada para a refeição prometida.

Até que, após muitas horas de espera, vos dizem finalmente que existe um problema com o fogão, pelo que as entradas nem vê-las e apenas vos vão servir um hambúrguer raquítico, seguido de uma sobremesa feita à pressão. Agora digam-me lá, não acham que o restaurante vos deveria pedir desculpa e devolver o dinheiro? É que eu paguei para comer uma refeição completa e não uma amostra da mesma, ainda mais após seis horas de espera!

Pois foi isto que me aconteceu no Optimus Alive, no dia do concerto do 30 Seconds to Mars. Inicialmente os meus pedidos de esclarecimento junto da entidade organizadora tiveram o mesmo tratamento do que no dia do espectáculo, isto é, um silêncio ensurdecedor, como se ignorando o problema ele caísse no esquecimento. Posteriormente lá veio a resposta típica de desenrascanço português, onde são debitadas normas que supostamente os ilibam de qualquer responsabilidade.


Caros vigaristas da EIN, continuaremos a falar, pois se há coisa que me tira do sério é quando alguém faz asneira e opta por assobiar para o ar, como se nada fosse com ele. É que se estão à espera que eu fique satisfeito com a porra do hambúrguer, estão muito bem enganados...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Olha e rápido!


 
Já viram o perigo de ensinarem aos putos a canção “Olha a bola, Manel, olha a bola”? É que aquilo tem um ritmo tão, mas tão lento, que se em vez de uma bola vem lá um comboio, adeus Manel!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Toca a compensar, Natureza!

Faz-me muita confusão ver a dificuldade com que algumas grávidas se movimentam, especialmente aquelas que no final do tempo de gestação parecem levar na barriga a selecção nacional de rugby. Sempre tive a natureza em conta de extremamente sábia, onde cada elemento compensa outro, mantendo um fabuloso equilíbrio no mundo.

Mas lá está, no caso das grávidas houve ali uma falha qualquer, havendo algumas que têm de se inclinar para trás para não sofrerem tanto os efeitos da gravidade, o que ainda é mais evidente quando são possuidoras de uma saúde pulmonar pujante.

Se a Natureza fosse perfeita, à medida que a barriga ia crescendo, também surgiria nas grávidas uma marreca, com um crescimento proporcional, permitindo que a mulher pudesse continuar a caminhar graciosamente, desde que não passasse em sítios baixinhos, claro. Quando saísse o puto, também se abriria a marreca, de onde se extrairia o primeiro pacote de fraldas, o biberão, a bolsa para pagar os estudos universitários, etc. Também poderia vir lá dentro o livro de instruções, mas aí já seria entrar no domínio da fantasia.

Haverá alguma mãe que desdenharia esta solução? Até o Darwin sorriria, sem dúvida!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ditados rafeirosos 18



“Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha”

Mas que grande urso, bastava esperar por uma avalanche.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um jornal para toda a vida

Tenho assistido nos últimos tempos a um grande esforço por parte de algumas empresas em reduzirem a quantidade de papel que é enviado para os seus clientes. Claro que este esforço é amplamente compensado por outras empresas que cada vez enviam mais, como é o caso das grandes superfícies. Eu qualquer dia tenho de substituir a minha caixa de correio por um caixote de correio, tal o volume de publicidade diária que recebo. Bom, o que importa é que ainda vai havendo quem tente diminuir o papel, pelo que talvez o mundo se aguente por mais uns meses. E nem quero pensar que por detrás das motivações destas empresas não estão outros critérios que não os ambientais, tenho a certeza que empresas tão puras e conscientes se estão a borrifar para os euros que poupam ao substituir as cartas por e-mails… COF-COF-COF!!!

Mas pronto, que é uma iniciativa louvável, lá isso é, acho que ninguém tem dúvidas. E que tal ir um bocadinho mais longe? Com a vinda dos jornais gratuitos, não há quase ninguém que não seja visto pela manhã com um exemplar de cada um, não vão as notícias serem diferentes entre eles (garanto-vos, se o Benfica perder, em nenhum deles consegue ao menos um empate, eu já fiz a experiência). Tudo isto implica um volume gigante de papel, que ainda por cima raramente termina nos recipientes adequados. Assim, porque não criar um jornal que servisse para todos os dias? Podia ser em plástico, por forma a não se deformar nos dias de chuva, ou em material almofadado, para meter por baixo da peidola quando não houvessem lugares no comboio. O que importa é que todos os dias pegávamos nele e ficávamos com uma boa ideia de como ia o mundo. Aqui fica uma lista das notícias que podiam constar neste jornal e que se manteriam sempre actuais:

- Papa apela ao boicote do preservativo, ao mesmo tempo que apela à Paz no mundo
- Processo Casa Pia entra numa nova fase, prevendo-se a audição de mais testemunhas
- Bush cometeu nova patacoada, demonstrativa do seu QI decrescente
- Rating de Portugal sofre novo corte
- Listas de espera nos hospitais ainda sem fim à vista, Governo promete intervir
- Novo aumento nas taxas de juro do Crédito à Habitação, agravando as prestações
- Estalam confrontos entre exército israelita e palestinianos
- Lili Caneças fotografada numa festa horas depois de ter feito nova cirurgia
- Benfica volta a vencer para o Campeonato (esta na secção do Fantástico)
- Novo aumento do preço da gasolina

Estão a ver como seria fácil poupar tanta árvore? Até já me estou a ver com uma overdose de ar puro!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sai um dia mundial, faz favor!

Tenho sérias suspeitas que se nos déssemos ao trabalho de contar os dias mundiais de qualquer coisa que existem, iríamos chegar à conclusão que ultrapassam em muito os 365 dias. Se não acreditam, reparem: Dia internacional da mulher, da criança, da avó, sem carros, sem tabaco, sem sexo (este fui eu a inventar), enfim, parece que tudo e mais alguma coisa tem direito a ter um dia mundial.

Acham mesmo que o mundo está preparado para andar sempre em festa? Tenham dó dos comerciantes, pá. Vocês imaginam o que custa estar sempre a mudar as montras, para trocar todo o merchandising associado a cada uma das datas existentes? Antes era fácil, Natal, Carnaval, Páscoa e quanto muito o São Valentim. Agora? Jazus…

Mas se este é o caminho, quem sou eu para discordar. Até me ofereço para sugerir mais dois ou quatro dias mundiais. O que vos parecem estes?
- Dia Mundial da Prima em terceiro grau, do lado do pai
- Dia da Unhaca esquerda encravada
- Dia do Autarca Corrupto

Quanto a este último, até parece que já estou a ver as lojas cheias de saquinhos azuis, com a inscrição “O Corrupto mais fofinho do mundo”, ou “O meu autarca é mais corrupto que o teu, incha!“, para oferecer nesta altura tão especial e representativa do nosso folclore. E as agências de viagens poderiam também associar-se a este evento, fazendo promoções nas viagens para o Brasil, ou as instituições bancárias, oferecendo condições especiais para a abertura de contas na Suíça.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado