Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nascer em berço de ouro


Ora cá está outra expressão bem parvinha. Costuma dizer-se sobre alguém que nasceu no seio das melhores famílias, com todas e melhores condições, desde o rabinho polvilhado com o melhor pó talco (já não se usa, pois não?) até à primeira nadegada dada pelo médico que tivesse a mão mais fofinha. Dito desta forma, tenho de reconhecer que são predicados para que um bebé tenha uma base sólida para se lançar num trajecto de sucesso, tanto a nível pessoal como profissional, podendo mesmo almejar a ser ponta de lança do Benfica!
Agora a cena do berço ser em ouro parece-me exagerada. Senão vejamos: a própria lógica da frase, quer dizer, os putos não nascem no berço, são lá despejados depois de virem do hospital ou de onde quer que decidam vir ao mundo. Por outro lado, um berço em ouro, por muito valioso que seja, parece-me ser um material demasiado duro e frio, capaz de arrancar uns valentes gritos ao cachopo, mal os seus costados entrassem em contacto com o berço.
Mas se querem mesmo dar a entender que um bebé é tão mais rico quanto precioso for o seu berço, porque raio não existem expressões como nascido em berço de diamante, nascido em berço de tungsténio, nascido em berço de gasolina 98 octanas ou nascido em berço de toner para a impressora HP Photosmart C5280? É que o ouro não é o material mais precioso que por aí anda, sabiam?
Por último, há a questão do brilho. Apesar de nem tudo o que reluz ser ouro, neste caso havia a garantia de que era. Assim, à menor projecção de luz sobre o berço haveria lugar ao seguinte diálogo:
Mãe: Olha, tão querido, está outra vez a piscar-nos o olho!
Pai: Hum, acho que o puto está é outra vez encadeado, onde é que meteste os óculos escuros?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Procura-se!

Procura-se desesperadamente 50% de subsídio de Natal. A última vez que foi avistado ia a caminho da minha conta, na companhia do seu irmão gémeo, quando testemunhas oculares o viram ser raptado para destino incerto.

Deve estar muito assustado, pois está habituado apenas a conviver com o seu dono em actividades lúdicas, mas o que consta sobre os gangues que raptam subsídios é que os usam de forma vil, nomeadamente para taparem buracos orçamentais.

Oferece-se reconhecimento quase eterno a quem o devolver são, salvo e de preferência intacto. O seu dono não tem dormido bem desde o seu desaparecimento, pois apesar do seu tamanho diminuto tem-lhe um amor como se fosse da família.

Antecipadamente grato,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em certas coisas prefiro ter os pés assentes em terra

Levei nos últimos tempos umas pinceladas sobre o conceito nuvem, ou cloud, como preferem os entendidos. Em traços gerais, e se estive com atenção suficiente e copiei bem da wikipedia, trata-se de uma tecnologia que fornece serviços informáticos, desde utilização de software a alojamento de ficheiros, passando por outros termos que coincidiram com os meus bocejos, pelo que não os entendi bem. Isto traduzido para linguagem comum, a minha, significa que utilizamos ferramentas e fazemos troca de ficheiros não se sabe bem como e para onde. O normal, portanto, mas com termos mais giros.

Isto levanta uma série de questões que me apetece aprofundar. Será que em dias com céu limpo não temos acesso aos dados? E se os dados se perderem, quer dizer que por engano em vez de os termos enviado para a cloud os enviámos para o fog?

Por outro lado temos a rectificação de expressões populares como “andar nas nuvens” ou “ter a cabeça nas nuvens”. Se antes estas expressões significavam pessoas que andavam felizes ou simplesmente eram sonhadoras, agora vão indicar indivíduos que ou são defensores/utilizadores desta tecnologia ou alguém os tentou mandar para lá num anexo de e-mail, só que por erro seguiu apenas a cabeça.

Por último, os termos download e upload terão forçosamente de serem revistos, passando a serem conhecidos como chuva e evaporação, respectivamente. Digam lá que não fica no ouvido:
- Vou ali evaporar os dados financeiros da minha conta na Suíça.

Ficamos é sem saber se está a actualizar os ditos ou a prevenir-se contra uma investigação criminal.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Na volta nem pensas...


E pensar com a presilha, será possível?

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O campeonato dos milagres


Repórter: Boa noite a todos, sejam bem-vindos! Estamos aqui hoje reunidos para a realização do 1º Campeonato Regional de Milagres Religiosos da Zona de Sintra! Esta competição tem como finalidade ajudar os crentes e descrentes actuais a escolherem qual a equipa pela qual querem alinhar! O polidesportivo de Ranholas está ao rubro, as claques entoam cânticos religiosos e sente-se um forte aroma a incenso no ar! Que atmosfera, senhores e senhoras, que atmosfera! E eis que entra o primeiro concorrente, sob fortes aplausos, aaaaaaa Igreeeeeeeeeja Católicaaaaaaaaaa!!!
Igreja Católica: Ora bem, o nosso milagre foi a visualização da imagem de São Sebastião numa meia de leite! Aleluia!!!
Repórter: Errr... isso como milagre é um bocado fraquito. E tem provas dessa visão?
Igreja Católica: Quer dizer, provas provas não tenho, pois acabei por beber a meia de leite. Eu referi que o leite era magro? Olhe que é muito mais complicado ver São Sebastião em leite magro, por causa dos pormenores das setas e essas cenas, é que aquilo é praticamente água de lavar as cisternas!
Repórter: Pois, mas não deixa de ser fraquinho. Bom, passemos ao próximo concorrente, a Igreeeeeeeeeja Manááááááá! E então, o que nos traz hoje?
Igreja Maná: Veja bem este milagre! Está a ver esta solteirona feiosa? Conseguimos curar o seu apetite sexual, e agora ela só tem olhos para o caminho do Senhor! Saravá!
Repórter: Então, mas milagre a sério era pô-la bonita, arranjar-lhe um marido e satisfazer o seu desejo sexual, não acha?
Igreja Maná: Ouça, nós somos uma Igreja moderna, milagres ainda se vão fazendo, agora sacrifícios humanos não é connosco. Já viu bem a tromba da gaija? Fosca-se!
Repórter: Bom, passemos ao último concorrente, a Igreja Rafeiral Adventista dos Dias antes dos Últimos. Diga-nos o seu milagre!
Igreja Rafeirosa: Ora bem, eu consegui tratar do meu processo de isenção da contribuição autárquica num só dia!
Repórter: Mas isso é impossível! Ou melhor, é um milagre à séria!
Igreja Rafeirosa: E se eu lhe disser que foi à hora do almoço, em pleno Agosto?
Repórter (ajoelhando-se): Curvemo-nos perante o vencedor! Aleluia, irmãos!!!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 12 de novembro de 2011

Ditados rafeiros não faço ideia do número


Se não podes vencê-los, arranja quem o faça por ti, mariquinhas!

Até sempre,

Rafeiro Perfumado

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Reciclas o tanas!

Além de ser um tipo particularmente bonito, inteligente e modesto, tenho-me em conta de possuir uma enorme consciência ecológica. Prova disso é a minha luta diária em prol do ambiente, desde a reciclagem de papel e embalagens ao desligar das luzes desnecessárias, passando pelo espancamento da jove quando esta demora mais de três minutos no banho.

Mas, há que dizê-lo, a ecologia tem de ter limites, bem como a reciclagem. Atentem neste exemplo que eu fotografei num hipermercado cá do burgo, que até me arrepiou:

                                     

Nem quero desenvolver mais este assunto, pois temo que as conclusões fossem demasiado badalhocas. Só garanto o seguinte: peidola minha não será acariciada por papel higiénico reciclado!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A minha peidola não é igual à tua, ok?!?

Que título porreiro para fazer furor nas pesquisas da Internet... infelizmente, se vieste aqui parar à conta dele, desengana-te, pois apesar do tema girar à volta de peidolas, não vai haver nada no texto que possa mexer-te com a libido. A não ser que sejas mesmo tarado, nesse caso deixa-te ficar por aí mas caladinho, que não tenho paciência para aturar gente da tua laia.
O cu. Tanta coisa que haveria a dizer sobre o principal cano de esgoto do nosso corpo, mas hoje não, pois quero simplesmente falar sobre uma das coisas que mais vezes lhe acaricia o rego. E se pensaste em outra coisa que não no papel higiénico, então fica sabendo que também estás englobado no aviso feito aos tarados!
É sabido que em indústrias que fabricam um produto simples, como é o caso do papel higiénico, existe uma luta tremenda para tentar distinguir uma marca da outra, como que tentando fazer esquecer o fim último do papel, que é mesmo limpar o cu, não me lixem com os embelezamentos ou eufemismos. Eles bem tentam jogar com a textura, com o perfume, com o número de folhas, com o padrão, epá, vai tudo parar ao mesmo sítio, garanto que não é por um papel ter cheiro a pêssego que o vou passar com mais cuidado no cu ou verificar se depois da passagem ainda conserva o aroma original! Já no que diz respeito à textura, eu quero lá saber se tem desenhos em forma de diamante, com a cara do Gansolino ou o raio que o parta, aquilo é para limpar, não é propriamente para ter uma experiência sensorial ou para ver que tipo de sulcos faz!
O mais estranho é que, no meio de tanta inovação, esquecem-se da mais importante: o cu em si! Estão a cair no erro primário da indústria, que é fabricar produtos que acreditam ser o que os consumidores querem, sem se preocuparem com aquilo que os consumidores realmente necessitam. E, tratando-se de peidolas, basta uma pequena observação (por vezes bastante demorada) para constatar que não há dois cus iguais.
Querem inovar realmente? Larguem lá o cheirinho a limão ou lavanda, esqueçam a textura em trapezóides, desistam de engrossar cada vez mais as camadas e concentrem-se na largura do papel! Sim, na largura! Porque se há por aí cuzinhos que uma tira de papel seria suficiente para recolocar tudo no estado original, há outros que nem com um rolo A3 dão conta do serviço! E depois quem se lixa é o consumidor, não é, que leva com produtos de tamanho padrão que não o satisfazem minimamente! E continuo a falar de papel higiénico!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Irra, que é parvo!

Era um pintor tão estúpido, mas tão estúpido que quando lhe pediram um auto-retrato ele tirou uma fotografia ao carro.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado