Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Noddy, vem cá ao Bob!

AVISO PRÉVIO: Este poste pode ser considerado como pertencente à categoria "badalhoca". Logo, lê apenas se tiveres estômago para isso, não quero cá queixinhas depois!
 
Sou um grande adepto dos jogos de computador, especialmente daqueles que dão para jogar on-line com malta conhecida. Poucas coisas se comparam com a alegria de tomar o café matinal enquanto se comenta as navalhadas e bazucadas que se trocaram na noite anterior.

Claro que para o jogo ter mesmo interesse, tem de envolver bastante sangue, esventramentos quanto baste e, se possível, a humilhação virtual do opositor. É que jogar on-line coisas como Dominó, Cartas ou Monopólio, por favor, telefonem a um grupo de amigos e juntem-se algures, está bem?

Neste mundo dos jogos virtuais, como em muitas outras coisas deste mundo, há uma tendência para se proteger os mais pequenos, criando as chamadas “versões para criança”, como se estas não soubessem de tudo o que se passa, às vezes melhor do que nós, adultos barbudos ou mamalhudos, consoante o género! Não é que eu seja contra isso, acho que fazem bem em criar uma sensação de segurança aos pais (por muito artificial que esta seja), só que acho uma discriminação haver jogos ou séries apenas destinados a crianças. Pois bem, acho que já é tempo de mudar isso, ou pelo menos termos uma compensação! Porque não criar um jogo on-line, versão adultos, utilizando personagens infantis? Quem nunca sonhou passar com um tanque por cima do Noddy? Ou implodir um prédio com o Bob o Construtor lá dentro? Ou perseguir Teletubbies numa floresta, armado com uma espingarda de sniper? Aí está, todos! E para facilitar a vida aos programadores, até sugiro quais as personagens que deveriam fazer parte do elenco do jogo, bem como a sua personalidade e funções especiais:
Sam o Stripper – cansado da monotonia como bombeiro, Sam torna-se stripper nas horas vagas. Não larga a sua mangueira por nada deste mundo, utilizando-a para imobilizar as suas vítimas e afastar os seus inimigos. Tem como teclas especiais o “D”, de desenrolar a mangueira, “M”, de molhar a malta e “P”, de se esfregar no poste para atrair os mais incautos
Bob o Sodomizador – depois de uma vida inteira na construção a assentar azulejos e a atirar piropos mal sucedidos, o anteriormente conhecido por Bob o Construtor assume-se como um pervertido sexual, aterrorizando as restantes personagens. As teclas especiais são o “E”, de enrabar, o “C”, de cimentar e o “P”, para mandar um piropo foleiro.
Teletubbies – sem personalidade definida, existem no jogo apenas pelo prazer de serem espancados de toda a forma e feitio. As suas únicas funções especiais são o “Z”, para ziguezaguearem no meio das balas, o “G”, de gritinho histérico e o “A”, de abracinho de grupo, pois dá bónus quando se matam os quatro ao mesmo tempo.
Noddy o ninfomaníaco – achavam que aquilo de andar num táxi era inocente? O gaijo anda no engate, pá! Só isso justifica nunca o vermos receber dinheiro pelos serviços prestados. Tem como funções especiais o “T”, para tilintar o sininho no chapéu e levar os adversários à loucura, o “S” para speedar no carro e o “M” para manter as calças em cima quando se cruza com o Bob o Sodomizador.

Quanto ao enredo do jogo, isso é o que menos importa, quer-se é ver os bonecos em acção! Até já estou a ver a malta a jogar isto on-line, enquanto ouve a banda sonora em altos berros:

Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
Com o Bob a dar a dar (ai ai ai)
Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
Sempre pronto a enrabar (ai ai ai)

Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
Vamos ver se ele grita
Preparar, estar pronto já
Hoje leva uma que até mia
O Bombeiro Sam está a chegar.

Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
Mais as do Teletubbie amarelo (ai ai ai)
Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
O dia vai ser tão belo (ai ai ai)

Abram as nádegas do Noddy (Noddy)
Vamos gritar um incha!
Vamos enrabar, suar,
O dia é de alegria
É o Noddy! Abram-lhe as nádegas!


Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não me regues!

A minha jove ficou muito ofendida comigo porque ontem entrei em casa e não reparei na nova planta que ela tinha comprado e colocado no hall de entrada. Ok, a planta tem a minha altura, mas é fininha! A fúria foi de tal ordem que insinuou que se meter um amante lá em casa sou bem capaz de não dar por ele.

Candidatos a amantes da minha jove, um conselho: se me ouvirem chegar, metam-se dentro de um vaso, pelos vistos não me atraem a atenção.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Qual eléctrico qual carapuça!

Serei o único a aperceber-me dos perigos que a massificação dos carros eléctricos traz consigo?

É que Portugal já é um dos campeões dos atropelamentos, e num contexto em que os condutores fazem questão de acelerar e produzir sonoros VRUUUUM VRUUUUM, permitindo assim a uma pequena percentagem de peões saltarem da passadeira a tempo, limitando os danos ao nível dos cabelos brancos e das contas da lavandaria.

Mas com os carros eléctricos, a malta nem os vai sentir a vir! Isto vai ser uma mortandade pior que as invasões bárbaras! «Mas tens de pensar na poupança energética e na redução da poluição sonora, rafeirinho». Primeiro, não gosto lá muito que me tratem por rafeirinho. Segundo, o ambiente já está tão lixado que não é isto que o vai mudar. Aliás, os gastos extras em energia com o aumento de pessoas atropeladas e ligadas a máquinas arrasam com esses argumentos da treta! Quanto à saúde das orelhas, do que é que adianta se tudo aquilo que as suporta estiver fecundado?

Para terminar, o aspecto psicológico da matéria. Uma coisa é ir parar ao hospital e dizer que foi atropelado por um UMM barulhento, outra é acontecer algo do género:
Médico: então, o que se passou?
Doente: Acho que levei uma tareia de uma abelha!
Médico: De uma abelha?!?
Doente: Exacto! Ia muito descansado na estrada quando começo a ouvir um bbbbzzzz BBBBBZZZZZ e quando dei por mim estava aqui.
Médico: O senhor é um mariquinhas! Por causa de fracos como o senhor é que temos as urgências entupidas! Enfermeira, retire a morfina a esta amostra de gente, faz favor!
Doente: Mas, mas...
Médico: Calado, e é se não me quer ver zangão, perdão, zangado!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Isto sim, é um macho à séria!

Sempre que estão estes dias frios em que temos de periodicamente contar os apêndices para garantir que não caiu nenhum, calha sempre passar por algum tipo com camisola de manga curta. Juro que a minha vontade é pará-lo, apertar-lhe a mão e dizer-lhe:
- Os meus mais sinceros parabéns, tu sim, és um macho à séria, qual agasalho qual quê. Estúpido, mas macho!

Só ainda não tive o prazer de fazer isto porque, infelizmente, ainda não encontrei um destes tipos que fosse pelo menos meio metro mais baixo do que eu...
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O sádico que há em mim

Calma, voltem lá a guardar as algemas, chicotes e máscaras de cabedal, que o “sádico” não é assim tão literal. Acontece desconfiar seriamente que cá dentro do meu corpo, bem lá no fundo, perto do petróleo e resíduos tóxicos, se esconde um pequeno ser sádico, cuja missão na vida passa por alegrar-se colocando-me em situações embaraçosas.

Nunca vos aconteceu irem a caminho de casa e começarem a ter uma vontade enorme de mijar, mas mesmo tão grande que começam a olhar para as jantes dos carros mais próximos? É uma vontade controlável ao princípio mas que à medida que me vou aproximando do objectivo vai piorando consideravelmente, como se o “sádico” fosse abrindo alguma válvula ou saltando em cima da bexiga. A vontade vai assumindo proporções dramáticas, especialmente quando tenho a casa à vista, levando-me por vezes a fazer coisas como ir abrindo a braguilha no elevador ou mesmo a baixar as calças, quando a vontade não se resume à simples mijoca. E claro, é a porta do elevador abrir-se e lá está a vizinha cusca do lado (certamente avisada pelo sádico), exibindo um olhar penetrante e guloso, e que nos faz gastar preciosos segundos na explicação do porquê estar a sair do elevador com o cinto desapertado e a braguilha aberta.

E porque razão as borbulhas mais comichosas têm a tendência de surgir onde não conseguimos chegar? Até parece que o sádico tem a medida dos nossos braços e um mapa do nosso corpo, sabendo exactamente onde fazer nascer a desgraçada!

Outra situação complicada é quando estou constipado. Encontro-me eu porreiro da vida, fazendo o meu trabalho, e eis que chega alguém. Pois automaticamente lá vem um pingo pelo nariz abaixo, como se o sádico estivesse à espreita do momento certo para lhe dar ordem de soltura. Com os espirros é a mesma coisa. Começo a sentir uma vontade de espirrar e começa a louca procura de um lenço. Se o encontro, a vontade passa misteriosamente, como se nunca tivesse existido, mas se não o encontro, bom, prefiro não entrar em detalhes, só adianto que envolve esfregonas.

Uma vez estava eu no Monumental a preparar-me para lanchar com uns amigos quando senti uma vontade imensa de espirrar. Por educação e por medo de magoar alguém (a violência dos meus espirros é famosa) atirei-me para o lado por forma a espirrar na direcção do chão. Ao abrir os olhos, vejo um par de sapatos. Ao subir a cabeça, ali estava a empregada, que tinha chegado naquele momento com o nosso pedido. Exibia um olhar horrorizado, só tendo faltado fugir aos gritos, enquanto os sacanas dos meus amigos tentavam, sem grande sucesso, parar de gargalhar. Jove, se por acaso leres isto, peço desculpa, na altura não consegui fazer mais nada além de limpar o nariz. Mas olha que isso com um paninho embebido em álcool sai tudo!

Só existe uma situação em que eu sou um sádico assumido, aos sábados de manhã, quando a minha jove se levanta para ir trabalhar. Aí sim, viro-me para ela e com o maior dos sorrisos digo “então bom trabalho, eu também só vou ficar aqui mais umas três horinhas e já me levanto”. E levanto-me mesmo passado aquele tempo, com uma dor nos queixos tremenda...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ui, que fico todo excitado

Sabem qual é a expressão portuguesa mais erótica, quase a roçar a pornografia? Isso é um pau de dois bicos.
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Respeitinho com o Sr. Arrumador!

Em tempos prometi que um dia iria falar sobre essa personagem urbana que é o arrumador de automóveis. Claro que se estou a falar sobre isso agora é meramente porque me apetece, pois promessas que começam com «um dia...» são sempre demagógicas e permitem um adiamento ad eternum. E escrevi isto porque andava há uma eternidade para meter o ad eternum algures...

Seria demasiado simples pegar na figura do arrumador e cascar de alto a baixo, com algumas joelhadas no baixo ventre à mistura. No entanto, não me perguntem porquê, dissertar sobre o arrumador fez-me recordar uma das cenas do filme Matrix que eu considero mais brilhantes. E não, desta vez não me estou a dispersar, isto tem mesmo ligação.

Nessa cena, o Agente Smith tortura o Morpheus enquanto lhe diz que existe na Terra apenas um ser vivo semelhante ao homem, que se instala num ambiente, consome todos os recursos até causar a destruição completa desse local e depois pura e simplesmente muda para outro lado, repetindo o processo. Esse ser vivo era o vírus.

Agora imaginem-me com um olhar sádico à volta de uma cadeira onde se encontra um arrumador amarrado, enquanto lhe vou dizendo:
- Ninguém percebe muito bem a tua utilidade, pois facultas-nos um serviço que ninguém te solicitou e que está disponível por si mesmo
- Cobras-nos por utilizar algo que legalmente é também meu
- Se não ceder perante as tuas exigências, é certo que serei punido
- Se não cumprires com as tuas obrigações dificilmente te poderei responsabilizar
- Dar-te um extra pode significar um tratamento especial
- Exerces a tua actividade numa área que poderá já ser taxada por parquímetros, havendo assim lugar a uma dupla tributação
- Ninguém conhece bem quais são as tuas habilitações para poderes desempenhar esse cargo
- Estás a estender a tua acção por cada vez mais lados, e com cada vez mais elementos
- És arrogante no trato com os teus clientes, sendo que reclamar tal facto é inútil
- Se não existisses, o mais certo era as coisas processarem-se exactamente na mesma
-Na nossa sociedade só existe outra figura como tu: chama-se Governo.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Conselho antropófago

Se um canibal te pedir ajuda, nunca lhe dês uma mãozinha, pois o agradecimento pode vir em forma de arroto.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado