
Já por diversas vezes avisei quem tem o azar de cair neste blog sobre alguns conteúdos menos próprios de alguns postes. Alguém me deu ouvidos? Claro que não, isto está cheio de malta céptica, pelo que desta vez nem vou perder tempo a dizer que o que se segue é material potencialmente danoso para o bem-estar de quem lê. Mas eu que ouça uma queixa que seja, um e-mail mais enojado e nem sabem como elas vos mordem...
O Homem é um animal. Algumas vezes com repentes de racional, mas isso não lhe tira os instintos primitivos, os quais se revelam em múltiplas situações, como a jogar à bola, numa loja em saldos ou com um volante nas mãos. Ora se isto é verdade para o Homem, ainda mais o é para o homem.
E este paleio todo para quê? Para dizer que o homem, esse animal, tem sido aos poucos domesticado por outro animal, a mulher. Servindo-se do facto de serem giras, com vozes suaves e sensuais e poderem fazer greve de sexo, as mulheres têm conseguido ao longo dos tempos modificar o comportamento dos homens, por vezes atentando contra a sua própria natureza. E como? Além de utilizarem os recursos já descritos, fazendo cara feia, comentários depreciativos, tais como “que nojo, pá”, “não achas que já era tempo de cresceres”, “muito gostaria de saber quando é que te decides a deixar de fazer isso” e outros similares.
Tenho sérias suspeitas que, se não fosse pelas gaijas, ainda hoje andaríamos de gatas, mas alguma peluda deve ter dito “isso lá é maneira de andar? Sujas as mãos todas e depois quem limpa a caverna sou eu, não é?”, lá o homem teve de começar a adoptar uma posição mais erecta. Isso e para continuar a conseguir espreitar para os decotes das gaijas, que entretanto já andavam apenas em duas patas.
Esta perseguição feminina não dá tréguas, continuando ainda hoje a catalogar como “falta de educação” hábitos perfeitamente normais e até saudáveis do homem. Pois é a defesa desses hábitos que me proponho fazer, pois é altura da minha classe dar um murro na mesa. Devagarinho, eu sei, porque pode doer-vos a cabeça ou os vizinhos podem ouvir...
Tirar a ranhoca: claro que dito assim até parece uma coisa má. Mas se formos a ver bem, do que realmente se trata é “a eliminação manual dos excessos mucosos das vias nasais”. Dito assim, quem tem a coragem de fazer cara feia? E depois há a hipocrisia à volta deste gesto. Se a malta mete um lenço pelo nariz adentro até desaparecer o cotovelo, tudo bem, mas basta haver o menor contacto dum dedo desnudado com o nariz e Jesus! É quase o inverso da visão da Igreja Católica sobre fazer sexo com ou sem preservativo, uma vez que não está em causa o acto em si mas os utensílios envolvidos! Por último, lembro que a respiração é mais saudável quando efectuada pelo nariz, pois os pelinhos aí existentes retêm muita porcaria. Assim, tentem encarar a libertação dos macacos (quem pertença a uma organização de defesa dos animais até poderá encontrar nisto um simbolismo qualquer) como se fosse uma manutenção aos filtros do ar condicionado, operação essencial para o bom funcionamento da maquinaria.
Limpar o salão: também conhecida por “eliminação do cerume”. Não sei porque é que as mulheres implicam com isto. Estão sempre a reclamar que não as ouvimos, que não lhes prestamos atenção. Pois então encarem a limpeza dos ouvidos como uma tentativa da nossa parte em prevenir essas falhas, tornando o nosso sentido auditivo totalmente preparado e receptivo aos vossos gritos melodiosos e relatos sobre que roupa a colega de emprego levou na semana passada.
Unhaca gigante do dedo mindinho: em tempos também achei este hábito totalmente ultrapassado, mas agora está totalmente in! Uma unhaca proeminente e afiada é cada vez mais necessária, seja como garantia de conseguirmos agarrar o varão nos transportes públicos, seja para executar os dois hábitos relatados anteriormente. E claro, não esquecer factos actuais, como o aumento da criminalidade, que leva as pessoas a andarem com armas, e o advento dos jornais gratuitos, pois ter uma unha destas é a única maneira de conseguirmos sacar um exemplar com facilidade, sem meter 328 pessoas atrás de nós a bufarem, pela nossa falta de jeito.
Arrotos e peidos: ouçam, nem me vou alongar neste ponto. Se é o corpo que os despacha, só pode significar que estavam cá a mais. Boca e cu devem ser comparados a válvulas de segurança, que impedem o corpo de explodir pela acumulação excessiva de gases.
Coçar o escroto: aqui a atitude das mulheres é motivada pela pura inveja, pois lá no fundo também gostavam de ter umas bolinhas peludas para coçar (bolinhas delas mesmo). É sabido que o corpo humano é um autêntico milagre da criação, uma máquina perfeita, em que tudo tem uma explicação. Atendendo a isto, vocês já repararam bem no comprimento dos nossos braços e mãos quando o nosso corpo está erecto e em descanso? Pois é, as mãos chegam exactamente ali, onde elas estão, possuindo inclusive uma curvatura convidativa. Ora sendo o corpo uma obra de arte, seja da natureza ou divina, a única explicação lógica para que as mãos alcancem os tomates é que estes devem ser periodicamente coçados, e negar isto é negar a própria existência. De outra forma os nossos braços alcançariam apenas o umbigo, por exemplo, para remover o cotão acumulado!
Cuspidelas e afins: os machos que me desculpem, mas aqui não consigo inventar nenhuma desculpa, por muito cretina que seja, para justificar este comportamento. Com esta confissão, gaijas, se quiserem eu até seguro nos tipos que fazem isto enquanto vocês lhes arreiam forte e feio...
Roer as unhas e peles: vivemos numa época de escassez de alimentos. Se um tipo, a meio da tarde, optar por fazer um lanchinho de si mesmo, qual é o problema? Não estamos num país livre? E se por acaso o tipo em questão depois de arrancar um pedaço de si o cuspir, vejam isso como um acto de partilha, e não por ser um suíno digno de ocupar a primeira posição num matadouro ilegal!
Espero sinceramente que a leitura deste poste sirva para mudar muitas mentalidades, pois lá no fundo, os homens estão a limitar-se a serem homens.
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
PS: que fique bem claro que isto não é uma lista exaustiva, tenho a certeza que o bicho homem é muito mais badalhoco e consegue ter muitos outros comportamentos não presentes nesta pequena amostra