Que atire a primeira pedra quem nunca espreitou a indumentária/físico de outra pessoa. Bem me parecia, cambada de voyeurs. Só vos perdoo porque não só eu pertenço ao grupo dos espreitadores como ainda tenho bem presentes as palavras do padre que me deu um curso pré-matrimonial (que foi só conversa, nada de exercícios práticos):
- Não há nada de errado em olhar para outras pessoas. Deus fez criaturas tão lindas, porque não admirá-las? Também fez outras que coitadas, mas pronto...
Tudo assenta na forma e na intenção com que se espreita. A própria palavra espreitar tem uma conotação pouco positiva, mas representa bem o que se faz. Claro que há os discretos, que se aproveitam das sombras, dos reflexos, dos seres que se cruzam com o seu raio de visão e depois há aqueles que até torcem o pescoço ao melhor estilo do exorcista, podendo mesmo acompanhar o miranço com uivos e baba descontrolada.
Na minha opinião, olhar para um decote mais atrevido ou para uma racha mais ousada não pode nem deve ser censurado. É como quando passamos por uma casa e a janela está aberta, o facto de olharmos lá para dentro não quer dizer que nos queiramos afiambrar ao plasma ou gamar os candeeiros. Quanto muito olhamos para admirar o bom gosto do morador, gozar com os cortinados ou tirar alguma ideia que gostaríamos de ver na nossa própria decoração!
Claro que no outro lado temos aquelas pessoas que mesmo que se vistam de verde alface e usem um cinto como saia não toleram que se olhe para elas, gritando “para onde é que estás a olhar?!?”. Em muitos casos nem é uma questão de estar a espreitar, é uma questão de física, pois determinadas indumentárias sugam a visão tal como um buraco negro suga a luz. Ok, má analogia, mas deu para perceber, certo? E o que é que essas pessoas preferiam, que a malta tapasse os olhos e avançasse às apalpadelas? Cheira-me que o caso em tribunal poderia ser bem mais sério...
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
- Não há nada de errado em olhar para outras pessoas. Deus fez criaturas tão lindas, porque não admirá-las? Também fez outras que coitadas, mas pronto...
Tudo assenta na forma e na intenção com que se espreita. A própria palavra espreitar tem uma conotação pouco positiva, mas representa bem o que se faz. Claro que há os discretos, que se aproveitam das sombras, dos reflexos, dos seres que se cruzam com o seu raio de visão e depois há aqueles que até torcem o pescoço ao melhor estilo do exorcista, podendo mesmo acompanhar o miranço com uivos e baba descontrolada.
Na minha opinião, olhar para um decote mais atrevido ou para uma racha mais ousada não pode nem deve ser censurado. É como quando passamos por uma casa e a janela está aberta, o facto de olharmos lá para dentro não quer dizer que nos queiramos afiambrar ao plasma ou gamar os candeeiros. Quanto muito olhamos para admirar o bom gosto do morador, gozar com os cortinados ou tirar alguma ideia que gostaríamos de ver na nossa própria decoração!
Claro que no outro lado temos aquelas pessoas que mesmo que se vistam de verde alface e usem um cinto como saia não toleram que se olhe para elas, gritando “para onde é que estás a olhar?!?”. Em muitos casos nem é uma questão de estar a espreitar, é uma questão de física, pois determinadas indumentárias sugam a visão tal como um buraco negro suga a luz. Ok, má analogia, mas deu para perceber, certo? E o que é que essas pessoas preferiam, que a malta tapasse os olhos e avançasse às apalpadelas? Cheira-me que o caso em tribunal poderia ser bem mais sério...
Até sempre,
Rafeiro Perfumado








