Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Não saia de casa sem ele!

Fico a saber que tenho uma amiga info-excluída quando se dá o seguinte diálogo:
Rafeiro: Tens e-mail?
Amiga: Em casa, amanhã trago-o.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 26 de março de 2012

Eu, macho nojento, me confesso

Já por diversas vezes avisei quem tem o azar de cair neste blog sobre alguns conteúdos menos próprios de alguns postes. Alguém me deu ouvidos? Claro que não, isto está cheio de malta céptica, pelo que desta vez nem vou perder tempo a dizer que o que se segue é material potencialmente danoso para o bem-estar de quem lê. Mas eu que ouça uma queixa que seja, um e-mail mais enojado e nem sabem como elas vos mordem...

O Homem é um animal. Algumas vezes com repentes de racional, mas isso não lhe tira os instintos primitivos, os quais se revelam em múltiplas situações, como a jogar à bola, numa loja em saldos ou com um volante nas mãos. Ora se isto é verdade para o Homem, ainda mais o é para o homem.

E este paleio todo para quê? Para dizer que o homem, esse animal, tem sido aos poucos domesticado por outro animal, a mulher. Servindo-se do facto de serem giras, com vozes suaves e sensuais e poderem fazer greve de sexo, as mulheres têm conseguido ao longo dos tempos modificar o comportamento dos homens, por vezes atentando contra a sua própria natureza. E como? Além de utilizarem os recursos já descritos, fazendo cara feia, comentários depreciativos, tais como “que nojo, pá”, “não achas que já era tempo de cresceres”, “muito gostaria de saber quando é que te decides a deixar de fazer isso” e outros similares.

Tenho sérias suspeitas que, se não fosse pelas gaijas, ainda hoje andaríamos de gatas, mas alguma peluda deve ter dito “isso lá é maneira de andar? Sujas as mãos todas e depois quem limpa a caverna sou eu, não é?”, lá o homem teve de começar a adoptar uma posição mais erecta. Isso e para continuar a conseguir espreitar para os decotes das gaijas, que entretanto já andavam apenas em duas patas.

Esta perseguição feminina não dá tréguas, continuando ainda hoje a catalogar como “falta de educação” hábitos perfeitamente normais e até saudáveis do homem. Pois é a defesa desses hábitos que me proponho fazer, pois é altura da minha classe dar um murro na mesa. Devagarinho, eu sei, porque pode doer-vos a cabeça ou os vizinhos podem ouvir...

Tirar a ranhoca: claro que dito assim até parece uma coisa má. Mas se formos a ver bem, do que realmente se trata é “a eliminação manual dos excessos mucosos das vias nasais”. Dito assim, quem tem a coragem de fazer cara feia? E depois há a hipocrisia à volta deste gesto. Se a malta mete um lenço pelo nariz adentro até desaparecer o cotovelo, tudo bem, mas basta haver o menor contacto dum dedo desnudado com o nariz e Jesus! É quase o inverso da visão da Igreja Católica sobre fazer sexo com ou sem preservativo, uma vez que não está em causa o acto em si mas os utensílios envolvidos! Por último, lembro que a respiração é mais saudável quando efectuada pelo nariz, pois os pelinhos aí existentes retêm muita porcaria. Assim, tentem encarar a libertação dos macacos (quem pertença a uma organização de defesa dos animais até poderá encontrar nisto um simbolismo qualquer) como se fosse uma manutenção aos filtros do ar condicionado, operação essencial para o bom funcionamento da maquinaria.

Limpar o salão: também conhecida por “eliminação do cerume”. Não sei porque é que as mulheres implicam com isto. Estão sempre a reclamar que não as ouvimos, que não lhes prestamos atenção. Pois então encarem a limpeza dos ouvidos como uma tentativa da nossa parte em prevenir essas falhas, tornando o nosso sentido auditivo totalmente preparado e receptivo aos vossos gritos melodiosos e relatos sobre que roupa a colega de emprego levou na semana passada.

Unhaca gigante do dedo mindinho: em tempos também achei este hábito totalmente ultrapassado, mas agora está totalmente in! Uma unhaca proeminente e afiada é cada vez mais necessária, seja como garantia de conseguirmos agarrar o varão nos transportes públicos, seja para executar os dois hábitos relatados anteriormente. E claro, não esquecer factos actuais, como o aumento da criminalidade, que leva as pessoas a andarem com armas, e o advento dos jornais gratuitos, pois ter uma unha destas é a única maneira de conseguirmos sacar um exemplar com facilidade, sem meter 328 pessoas atrás de nós a bufarem, pela nossa falta de jeito.

Arrotos e peidos: ouçam, nem me vou alongar neste ponto. Se é o corpo que os despacha, só pode significar que estavam cá a mais. Boca e cu devem ser comparados a válvulas de segurança, que impedem o corpo de explodir pela acumulação excessiva de gases.

Coçar o escroto: aqui a atitude das mulheres é motivada pela pura inveja, pois lá no fundo também gostavam de ter umas bolinhas peludas para coçar (bolinhas delas mesmo). É sabido que o corpo humano é um autêntico milagre da criação, uma máquina perfeita, em que tudo tem uma explicação. Atendendo a isto, vocês já repararam bem no comprimento dos nossos braços e mãos quando o nosso corpo está erecto e em descanso? Pois é, as mãos chegam exactamente ali, onde elas estão, possuindo inclusive uma curvatura convidativa. Ora sendo o corpo uma obra de arte, seja da natureza ou divina, a única explicação lógica para que as mãos alcancem os tomates é que estes devem ser periodicamente coçados, e negar isto é negar a própria existência. De outra forma os nossos braços alcançariam apenas o umbigo, por exemplo, para remover o cotão acumulado!

Cuspidelas e afins: os machos que me desculpem, mas aqui não consigo inventar nenhuma desculpa, por muito cretina que seja, para justificar este comportamento. Com esta confissão, gaijas, se quiserem eu até seguro nos tipos que fazem isto enquanto vocês lhes arreiam forte e feio...

Roer as unhas e peles: vivemos numa época de escassez de alimentos. Se um tipo, a meio da tarde, optar por fazer um lanchinho de si mesmo, qual é o problema? Não estamos num país livre? E se por acaso o tipo em questão depois de arrancar um pedaço de si o cuspir, vejam isso como um acto de partilha, e não por ser um suíno digno de ocupar a primeira posição num matadouro ilegal!

Espero sinceramente que a leitura deste poste sirva para mudar muitas mentalidades, pois lá no fundo, os homens estão a limitar-se a serem homens.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: que fique bem claro que isto não é uma lista exaustiva, tenho a certeza que o bicho homem é muito mais badalhoco e consegue ter muitos outros comportamentos não presentes nesta pequena amostra

quinta-feira, 22 de março de 2012

Posso ver o seu chip, por favor?

Com a crescente introdução das novas tecnologias no domínio da bilhética (o que eu gosto desta palavra), acho que está na altura de mudar o nome do pica para chipa.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 19 de março de 2012

Vai chamar mouro a outro, ó sarraceno!

Nunca percebi a pancada que afecta todos aqueles que apelidam os lisboetas de mouros, especialmente quando os autores da graçola são portugueses. Além de História sempre ter sido uma das minhas disciplinas favoritas, bastaria uma pequena análise ao mapa da ocupação muçulmana da Península Ibérica para constatar que só uma coisinha de nada nas Astúrias é que não se vergou em tempos na direcção de Meca.

O que é que isto quer dizer? Que não há em Portugal um único sítio que não tenha sido reconquistado, com uma diferença entre o início e o fim de uns meros séculos (eu diria quantos mas não gosto assim tanto de história ao ponto de me prender com detalhes). Era questão da malta acordar com genica, montar a cavalo, pegar na espada e toca de ir dar porrada no ocupante islâmico. Lisboa não foi diferente, até tivemos a honra de ser o próprio rei a encarregar-se de correr com os, esses sim, verdadeiros mouros.

Se por acaso chamassem mouros à malta do Algarve, aí eu até aceitaria, afinal durante muito tempo o nosso país foi apelidado de «Reino de Portugal e dos Algarves». Vendo bem, aquilo é malta que de tanto apanhar sol tem uma tez assim para o moreno, basta eles esticarem o pescoço e até conseguem ver os primos do outro lado do mar e, quando o vento está de feição, podem comunicar uns com os outros. Até a língua mais falada, em certos meses do ano, não é o português! Agora os lisboetas serem mouros? Por favor, isso é o mesmo do que chamar (pausa para pensar num exemplo que não me arranje sarilhos) trabalhadores aos deputados (que se lixem os sarilhos)!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 15 de março de 2012

A evolução do elogio

Curioso como os elogios às mulheres vão evoluindo à medida que estas envelhecem:
 
Aos 15 anos: estás cada vez mais gira!
Aos 35 anos: estás o máximo!
Aos 55 anos: estás sempre na mesma!
Aos 75 anos: estás viva!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de março de 2012

Queres ver a máquina que eu tive em 1969?

É sabido que a maioria dos homens tem um problema genético no que toca a decorar datas de acontecimentos, com a honrosa excepção dos anos em que o seu clube ganha o campeonato, claro. No entanto, há outra situação em que a memória machual é bastante apurada: a referente aos carros que já possuiu (aplicando este verbo poderia falar aqui de outro aspecto em que a memória é igualmente boa, mas vou-me manter na área automobilística, ok?), chegando mesmo ao pormenor de se lembrarem da cor, modelo, quilometragem, matrícula e outros pormenores parvos.

Até eu, que não ligo nenhuma a carros, me lembro perfeitamente do meu Fiat Punto, do meu VW Polo e de outro que assim de repente não me recordo da marca, mas sei que era giro. Aposto que as gaijas devem ter ciúmes do relacionamento que alguns homens têm com a sua viatura. Evitam passar por poças para não a sujar, dão-lhe banho todos os Domingos, polindo-a com carinho, não deixando escapar nem um pedacinho de fuselagem que seja, aspiram-na, protegem-na dos pássaros incontinentes, ameaçando terminar com a espécie se algum lhe acerta em cheio... Agora experimentem ir ao lado de um homem e um pássaro cagar-vos em cima. Todos nós sabemos qual é a nossa reacção, não é? Mas também é verdade que logo que nos passa o ataque de riso nos prontificamos a auxiliar na limpeza, ou pelo menos a sacrificar o nosso lenço!

Eu acredito convictamente que devem mesmo haver tipos que na sua carteira trazem fotografias do seu carro, para mostrarem aos parentes e amigos, enquanto produzem frases como estas:
- Vê esta, vê esta! Tinha acabado de o ir buscar ao stand, diz lá se já viste coisa mais linda!
- Esta foi tirada quando fez a primeira revisão. Portou-se tão bem, pá, nem imaginas o orgulho que senti!
- Ah, esta tirei num dia complicado, até se nota que está com mau ar, tadinho. Apareceu-lhe a primeira ferrugem, passei duas noites em claro...

Perto da casa da minha irmã morava um tipo que todo o santo Domingo descia à rua, tirava a capa ao carro, lavava-o e encerava-o até metade da vizinhança ficar cega com o brilho, voltando depois a aconchegar-lhe a capa, só faltando o beijinho. Este comportamento, já de si bastante parvo, assumia contornos macabros por causa de um pormenor: o carro não andava há já uns anos. Mas como este caso existem muitos por aí fora, só isso pode justificar o facto de tanta gente insistir em manter o seu carro velho à frente de casa. É o amor a ir demasiado longe, pois não suportam separar-se deles, optando por atulhar as estradas e ruas com monos inúteis. Pese o carácter ecológico da coisa, por causa do matagal que cresce por baixo destes carros, não deixa de ser uma situação grave, uma vez que vai tirando lugar aos carros que ainda estão vivos e de saúde.

Vá, sejam fortes, dêem um fim condigno ao vosso carro, entreguem-no a quem melhor pode tratar dele nesta fase da sua vida. Façam de conta que vão meter o avô no lar, e se quiserem até podem continuar a visitá-lo aos Domingos. Convém é não se esquecerem de qual cubo de metal corresponde ao vosso carro...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 8 de março de 2012

Já vos topei, gaijas...

Uma mulher a usar rabo-de-cavalo ( também conhecido em círculos mais eruditos como cauda de égua) é como se gritasse para o mundo:
NÃO TIVE TEMPO PARA ARRANJAR O CABELO, DESLARGUEM-ME E FAÇAM DE CONTA QUE É PELO ESTILO!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aí vem ele, aí vem ele!

Força! Mais uma vez! Inspira! Expira! FOOOOORÇAAAAA! E pronto, neste momento a população mundial já ultrapassou os sete biliões, oitenta e sete milhões e qualquer coisa de indivíduos. Só a simples menção deste número faz-me sentir apertado, e olhem que eu nem sofro de claustrofobia. O que daqui se deduz é que o espaço livre existente é cada vez mais partilhado e, em consequência, reduzido. Como se não bastasse dividir a terra pelos vivos, temos o costume de reservar parte do mundo para enterrar os mortos, com maior ou menor espalhafato. Isto, convenhamos, vem agravar o problema do espaço, pois à semelhança dos vivos, o número de mortos tem tendência a aumentar com o passar do tempo.

Se isto é assim em locais ainda com algum espaço disponível, mais confusão me faz nas ilhas. No Corvo, por exemplo, onde não conseguimos dar dois passos sem esbarrar quatro vezes com a mesma pessoa, haverá assim necessidade de ocupar espaço com quem já morreu e que, garantidamente, já não se importa com receber ou não visitas?

Ainda por cima estão rodeados pela solução mais simples, o oceano. É que só traria vantagens: não só se alimentava os peixinhos como se desocupava terreno que poderia ser usado para estruturas úteis para os vivos. E, se quisessem visitar os entes falecidos, seria simples:
- Joãozinho, despacha-te que a maré está a encher, vamos ver a bisavó Engrácia!
- E quando é que podemos ver a prima Girolina? Tenho tantas saudades dela...
- Seu tolinho, isso só em Agosto, com as marés vivas!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 1 de março de 2012

Depois chamem-lhe santa!

Estava muito sossegado a jantar com a jove, quando a conversa derivou para os Óscares, mais precisamente para o que foi atribuído ao Christopher Plummer. Assunto puxa assunto, e ela confessou-me que tinha ficado espantada por saber que um dos seus objectos de desejo na adolescência tinha assumido recentemente a sua homossexualidade.

Jove: Não percebo, parece que todos os homens perfeitos são gay!
Rafeiro: Eu não sou gay.

Acto contínuo, fui barbaramente sulfatado com sopa, ainda não percebi bem porquê. Para se tentar justificar eis que ela diz:

Jove: Tu não és perfeito, tens a penca grande!
Rafeiro: Queres então dizer que é o meu nariz que me prende à heterossexualidade?

Não é que fui novamente sulfatado, com direito a pedaços de agrião e tudo? Há efectivamente motivos para que a taxa de divórcios ande nos 50%, e os gastronómicos estão entre eles!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado e ensopado