Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Eu dava-te o bom comportamento...


Dentro da aberração que é a nossa Justiça, há um aspecto que me faz particularmente cócegas. Mas cócegas daquelas incomodativas, não daquelas provocadas pelo roçar do buço da nossa amada pelo pescoço acima!

Este aspecto cocegueiro materializa-se na diminuição das penas por “bom comportamento”, diminuição essa que representa normalmente metade da pena total. Vamos lá a ver... se alguém é julgado e condenado por um crime, é suposto pagar pelo mesmo, certo? E quando se diz pagar entende-se que a sentença considera apropriado ao crime um determinado período de tempo longe da malta cumpridora da lei. Ora o dito “bom comportamento”, na prática, subverte tudo isto. Se quisesse ser bem comportado que o fosse enquanto cá estava fora, catano!

No que é que consiste o bom comportamento lá dentro? Dizer bom dia? Esfregar bem a retrete quando arreia o calhau? Não rosnar à passagem dos guardas? É que se são cenas destas, no máximo levava uma palmadinha nas costas e um chupa, se bem que nestes exemplos, e pelo que consta do nosso sistema prisional, até pode ver-se envolvido neles sem se portar bem. Não concebo a ideia de alguém matar um ser humano, apanhar com 20 anos de prisão (no caso improvável das coisas correrem normalmente) e após 10 anos, só porque fez a cama todos os dias, já poder sair cá para fora. É que, acreditem, metade do mal que ele fez não desapareceu entretanto, ou arriscávamo-nos a ver muitas metades de pessoas a andarem por aí.

Eu porto-me bem no emprego e não é por isso que a empresa me permite reformar em metade do tempo que é suposto! Eu porto-me bem com a minha jove e não é por isso que só tenho de aspirar metade da casa e lavar metade da loiça! Eu porto-me bem com o Estado e não é por isso que me perdoam metade dos impostos! Posto isto, e se querem continuar com esta aberração, ao menos actualizem as penas. Matou alguém? Apanha 358 anos, assim caso se porte bem, não me chocará muito que saia ao fim de 179 anos...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 24 de abril de 2012

Nunca colocar a carroça à frente dos rafeiros, especialmente se houver bois envolvidos



Após esta imagem deveria seguir-se uma história a roçar o engraçado, com um enredo que culminaria no anúncio do lançamento do terceiro livro do Rafeiro Perfumado, Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

No entanto, a única surpresa foi tida pelos funcionários e clientes da FNAC onde vi pela primeira vez o livro à venda, que não deviam estar à espera dos meus gritos / insultos contra pessoas incertas.

Mas, como não vale a pena chorar sobre o livro publicado, fica o essencial: o novo rafeirinho já nasceu, e está desejoso de encontrar quem o adopte, leia com carinho e lhe aconchegue o lençol à noite.

O lançamento "oficial" será no dia 6 de Maio, pelas 16:32 e até perto das 20:04, na Feira do Livro de Lisboa, no stand da Bizâncio. No Porto também será feita uma apresentação, igualmente na Feira do Livro, que comunicarei em detalhe mal saiba a data e horário.

Escusado será dizer que terei o maior prazer em vos encontrar nesse dia, para que possamos trocar umas palavras, abraços ou mesmo alguns fluídos, no caso daquelas pessoas que dão beijinhos mais melosos.

Mais uma vez vos quero agradecer, pois foram vocês, os leitores deste blog, que tornaram esta aventura possível.

Até sempre (de preferência dia 6 de Maio),
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não me pressiones!


Uma das perguntas mais usadas nas entrevistas de emprego é como é que reagimos sob pressão. Quanto a vocês não sei, mas eu a partir dos 56 quilos começo a gemer um bocadinho...
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mas que bem conservada que estás, mulher!


Nunca percebi muito bem porquê mas a idade é um tema muito sensível para as mulheres. E não percebo porque, estatisticamente, até duram mais do que os homens, logo quem deveria stressar mais com o tempo que decorreu desde o nascimento éramos nós, mas enfim, mais um mistério a juntar ao desconhecimento que eu tenho dessa raça.
É que basta uma pessoa enganar-se e sugerir que uma mulher tem 43 anos quando na realidade tem 42,9 e bem podemos fugir, ficam tão enxofradas como se tivéssemos acabado de dizer que os cortinados da sua sala não condizem com o verniz das unhas, ou mesmo pior. E, na prática, o nosso palpite é mesmo isso, um palpite. É que na maior parte das vezes, debaixo de tanta camada de maquilhagem, só utilizando uma sonda é que se poderia avançar com uma ideia mais aproximada, tudo o resto é puramente especulativo.
Claro que há certos pormenores que podem trair uma mulher no que toca à sua real idade, como o ângulo que as suas glândulas mamárias têm em relação à terra, sendo que entre os 60 e os 80 está o ideal, entre os 80 e os 90 está o sonho, acima de 90 está a farsa e abaixo dos 60 está o perigo. Outra parte do corpo que dificilmente disfarça a idade são as mãos. Lembro-me de uma vez ter tido uma reunião com uma loura cujo rosto parecia o de uma boneca de porcelana. No entanto, olhando para baixo (para aí não, ainda mais para baixo) reparei nas raízes que tinha no lugar das mãos, que faziam as da minha avó parecerem nádegas de bebé. Ok, a comparação não é feliz, mas perceberam, não perceberam?
Quando acabou a reunião as minhas colegas tentaram meter-se comigo, dizendo que eu tinha tido uma reunião com uma tipa toda jeitosa. Tive de lhes dizer que não valia de nada ter uma cara perfeita quando as mãos denunciavam a anciã que estava perante mim. Coincidência ou não, nesse dia o stock de cremes hidratantes esgotou em todas as farmácias da redondeza...
Mas vamos voltar ao tema do melindre pela idade. O que é que todas as mulheres adoram? Elogios, um dos quais dizerem-lhes que parecem muito mais novas do que na realidade são. Então eu aconselho o seguinte: uma vez que geneticamente é-vos impossível não mentir sobre a idade, continuem a mentir mas para cima. À vossa idade real somem, no mínimo, 17 anos. Verão (ou mesmo Primavera) como os elogios irão surgir em catadupa, em diálogos como este:
Macho: Então e que idade é que a senhora tem?
Fêmea que está a testar esta teoria: Eu? Quaren..., perdão, cinquenta e sete!
Macho: A sério?!? Bem, que bem conservada que está, não lhe dava mais do que cinquenta e três, os meus parabéns!
Quem é amiguinho, quem é?
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abram a pestana, pá!


Numa época de crise, não percebo porque é que as pessoas apenas procuram emprego nas páginas dos classificados. Pesquisar a secção da necrologia é uma excelente alternativa, pois muitas das vezes representam vagas que abriram nas empresas!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Estás a armar-te em carapau de corrida?

Quem é que nunca ouviu esta frase? Eu confesso que de tempos em tempos estava a levar com ela, especialmente disparada pelos meus pais. Durante muito tempo aceitei essa “boca”, pois associava-a à indicação de que estava a começar a pisar o risco. No entanto, num belo dia em que a minha mente estava particularmente inquisitiva, tentei visualizar-me na pele de um carapau de corrida. E não gostei nada do que vi. Para já só o facto de imaginar um carapau erecto, vestido com uns calções de licra e com um dorsal ostentando o número de corredor é coisa para nos fazer ter pesadelos até nos reformarmos, ou seja, para sempre!

E depois as outras variações desta expressão: teso que nem um carapau ou mesmo ter cara de pau. Pegando na primeira, custa-me retirar a carga sexual que certamente tem escondida, mas olhando para um carapau no seu habitat natural, nem é muito teso. Aliás, se fosse só conseguiria nadar a direito, o que não auguraria grande futuro à sua espécie. Por outro lado, ligar a cara a um pau, ok, leva-me para imagens que prefiro não partilhar. E isso leva-nos à expressão cara de pau, supostamente alguém que tem uma lata de todo o tamanho (outra expressão gira, que não me apetece desenvolver), que consegue praticar um acto supostamente malicioso com o maior dos desplantes. Agora expliquem-me: no que é que dizer que a pessoa tem cara de peixe a pode ofender? Até temos chernes que chegam a presidentes da Comissão Europeia!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Internas-me o tanas!


Sempre que há alguém que cai numa situação abusiva e prejudicial para o seu bem-estar, uma das possibilidades que tem para voltar à normalidade é ingressar numa clínica de reabilitação. Eu sei estas cenas porque estou constantemente a ouvir casos de pessoas famosas que são internadas nestas instituições, para poderem curar os seus vícios, normalmente a dependência de droga ou álcool.
Mas, volta e três quartos, há pessoas que são internadas em Clínicas para curar uma outra obsessão: o sexo. E é aqui que a minha alma fica parva e outros adjectivos pejorativos, por dois motivos:
1º Como é que alguém pode achar que tem um problema por gostar de sexo e desejar tê-lo na maior quantidade possível (consensual, claro)? Quando um homem diz uma barbaridade destas acho que é sinal que algo começa a vacilar lá no seu íntimo. E não, não estou a falar de apêndices corporais!
2º Como é que a coisa se processa? Os médicos e enfermeiros são todos homens? Obrigam a pessoa a ver os debates das legislativas? Dão choques eléctricos no zezinho quando este sobe mais do que três graus? E como é que se sabe quando é que se deve parar, para evitar que a pessoa saia da clínica e perca todo o apetite sexual? E será que passa a ter um limite de utilização semanal, do género «Ai desculpa, querida, adoro essa tua lingerie, mas o meu contador mostra que atingi a quota mensal. Podemos adiar isto para a semana?»? Caso levem isto a sério, o último procedimento clínico poderá ser instalar um contador no bicho, sendo que atingindo um determinado valor começa a piscar e a fazer um barulho de sirene, para demonstrar que acabou de sair do serviço!
E tratando-se de um vício, é sabido que o largar tem de ser gradual. Será que quando entra na clínica corre aquilo tudo, desde o administrador até à senhora da limpeza? E na segunda semana já só come a ala sul?
E como é que é depois o seguimento? Será que aderem a grupos de Fornicadores Anónimos, onde quando chega alguém novo tem de se apresentar, dizendo:
- Olá, o meu nome é Zé Pintas, e sou um fornicador. No entanto, tenho orgulho em dizer que estou a seco há cinco meses. Perdoem-me por não me sentar, mas custa-me fechar as pernas...
 Até sempre,
Rafeiro Perfumado