Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Veste lá qualquer coisinha

As mulheres estão a matar a imaginação sexual dos homens. É verdade, escusam de estar para aí a olhar de lado e a gritar histericamente frases como «O quê?!? Mas tu bebes?», «Este gaijo deve chutar para a veia!» ou «Comia-te todo, meu rafeirão!» porque lá no fundo vocês sabem que eu estou coberto de razão!

Quer dizer, antes o simples vislumbre de uma alça de soutien, de uma prega da saia ligeiramente acima do joelho ou de um ombro mais destapado era o suficiente para nos alimentar a imaginação por muitos meses, valendo aos mais impressionáveis inúmeras contagens de azulejos. Quando uma mulher surgia vestida dos pés à cabeça, apenas se podia tentar imaginar como seria a gaija por debaixo daquela montanha de roupa. Os próprios preliminares eram muito mais longos, pois despir uma mulher é das coisas mais excitantes que se pode fazer. E isso, minhas caras amigas, faz parte do vosso encanto, o deixarem-nos com água na boca, o deglutir a antecipação, a surpresa. Mas o que vemos agora? Tudo, ou quase tudo. É que nem dá para franzir os olhos para ver tudo desfocado, está tudo ali à vista. Um simples sopro e está a roupa toda tirada, depois admiram-se que a malta queira partir logo para a acção!

Então quando chega o Verão, bem, digamos que é uma altura lixada para a fidelidade visual. Não digo que não seja agradável ver certos pitéus na rua, mas é quase como comparar um investimento a curto ou longo prazo. Uma mulher semi-despida dá um certo prazer no imediato, mas uma mulher que sabe incendiar-nos a imaginação é algo que dá muito prazer e durante muito tempo. Ainda por cima grande parte do material que anda por aí, valha-nos São Rafeiro, aniquila qualquer desejo que possa existir. Elas são as cinturas do avesso, como se tivessem engolido uma bóia de salvação, elas são as axilas peludas a fazer lembrar a Rosa Mota, enfim, um autêntico massacre ao libido masculino. Ao menos com roupa em cima ainda se consegue adiar o choque, ou pelo menos limitar os estragos que fazem nos poucos heterossexuais que ainda resistem por aí. Está bem que com roupa levamos grandes barretes, mas a expectativa da descoberta (ou não fossemos nós portugueses) já ninguém a tirava. E em muitos casos até se pode dar o caso de, uma vez que se teve tanto trabalho a desembrulhar, olha, marcha.

Quase me dá vontade de ir na rua, com um casaco debaixo do braço, aproximar-me de uma jove e dizer:
- Olha, não te importas de vestir isto, só para ver se és gira?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: para as mulheres que hipoteticamente me queiram bater por considerarem este texto sexista, garanto-vos que a minha jove já me castigou o suficiente

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Uma experiência traumática pode curar outra!

Segundo esta notícia, uma jove despertou do coma em que se encontrava após começar a dar na rádio uma música da Adele. Fontes não oficiais afirmam que as suas primeiras palavras foram "Epá, mudem-me de estação de rádio, que já não posso ouvir essa #$&% de mal-amada!".

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Larga o vício, pá!

A colocação no Youtube das escutas envolvendo o Pinto da Costa no âmbito do processo Apito Dourado pode equiparar-se à colocação nos maços de cigarros das mensagens sobre os efeitos nocivos que o tabaco tem para a saúde.

É que se formos a ver, tanto os portistas como os fumadores continuam a consumir e a defender algo mesmo sendo conhecedores dos aspectos negativos, e ainda por cima conseguem retirar prazer disso!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 11 de junho de 2012

E se for um maneta?

“Não tenho dinheiro para mandar cantar um cego”.

Alguém me sabe dizer onde está afixada a tabela de preços? E estão a referir-se aos cegos em geral ou ao Andrea Bocelli? É que este é capaz de ser efectivamente caro...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Obrigado, Rafeirosos do Norte!

A toda a malta que desafiou a fúria de São Pedro para poder ir no dia 9 de Junho à Feira do Livro do Porto, os meus mais sinceros parabéns! Parabéns esses que são ainda maiores se hoje continuarem de boa saúde, coisa de que não me posso orgulhar.

No entanto, nariz ranhoso à parte, foi um prazer rever caras conhecidas e conhecer algumas novas, sempre em amena cavaqueira, provando que nem só da virtualidade vive a malta blogueira. Muito obrigado pela vossa presença e até sempre!

Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Acho que é daí que elas surgem...

Rafeiro: No outro dia comi uma salsicha vegetariana.
Amigo: Isso existe?!? É feito de quê?
Rafeiro: Deve ser de um vegetal porco...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
 
PS: Amanhã, entre as 15:31 e as 17:28 (mais doze minutos menos oito minutos) estarei na Feira do Livro do Porto, no stand da Bizâncio, aparece por lá!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O cavalheirismo tem limites!

Sempre me intrigou o porquê de se chamar ao jogo de tabuleiro “Damas” e não “Cavalheiros”. Mas depois lembrei-me que um dos objectivos é colocar uma peça em cima da outra...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entrevistas Imaginárias – O Pastor de Couves

Bom dia! Cá estou eu outra vez, o vosso Etelvino, eleito o apresentador preferido das donas de casa que só lavam o sovaco esquerdo, para vos trazer mais uma pujante história de vida! E hoje viemos aqui, até à aldeia de Ranholas, onde reside o único pastor de couves de Portugal, o Sr. Pafuncio!

Pafuncio: Ora então bom dia!
Etelvino: Então diga-me lá, o que o levou a abraçar esta profissão?
Pafuncio: Nem sei bem o que lhe diga, se bem que não foi bem abraçar, foi mais dar as mãos. Mas foi assim como que uma inspiração divina. Estava um dia a dormir quando ouvi uma voz ao longe, que me dizia “levanta-me essa peida da cama e vai trabalhar, meu grande langão”. Vim mais tarde a saber que era a minha mãe.
Etelvino: E foi então que resolveu tornar-se Pastor de Couves?
Pafuncio: Não, mas é uma história chata e não vale a pena ir por aí.
Etelvino: Mas no que é que consiste exactamente a sua actividade?
Pafuncio: Isto são vegetais muito irrequietos, e cabe-me a mim garantir que não desatem a criar raízes por aí. Olhe que uma vez distraí-me um bocado e quando dei por ela a Jacinta, aquela ali mais verdinha com duas lagartas, já estava na montra de uma loja!
Etelvino: Mas elas não me parecem nada mexidas...
Pafuncio: É porque estão tímidas, por não o conhecerem. Mas se a malta se distrai... quieta, Lucineide! Viu, viu, toda alvoraçada a abanar as folhas?!?
Etelvino: Pois, pois... e faz isto sozinho ou tem ajuda?
Pafuncio: Tenho o meu pessegueiro de guarda, que me dá um jeitão para as acouvear. Primeiro experimentei com um limoeiro, mas não tinha grande jeito, além de largar muitas folhas, pelo que optei pelo pessegueiro.
Etelvino: Estou a ver... então e diga-me, já faz isto há muito tempo?
Pafuncio: Ui, sou o que está em actividade há mais tempo, faz hoje, deixa ver, três dias! Só agora é que a palavra começa a espalhar-se e já soube de um tipo em Paradança que pastoreia alfaces, mas claro, nem se compara com o grau de dificuldade das couves, que têm uma personalidade muito mais vincada, além de uma folha muito mais rija.
Etelvino: E quais são as principais características que um pastor de couves deve ter?
Pafuncio: Acima de tudo uma grande resistência física, que isto de estar aqui horas em pé é muito desgastante. Depois um grande vozeirão para meter as couves em sentido quando começam a querer fugir. Por último, mas não menos importante, ser parvo. É que de outra forma não me via a fazer uma coisa destas...
Etelvino: Muito obrigado e boa sorte com a sua profissão!
Pafuncio: De nada, de nada! Deixe-me só acompanhá-lo à porta, não vá alguma dar-lhe uma folhada!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estou fora!


O Acordo Ortográfico vai arruinar o turismo português. Haverá algum turista que no seu juízo perfeito queira fazer check-in na receção?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado