As mulheres estão a matar a imaginação sexual dos homens. É verdade, escusam de estar para aí a olhar de lado e a gritar histericamente frases como «O quê?!? Mas tu bebes?», «Este gaijo deve chutar para a veia!» ou «Comia-te todo, meu rafeirão!» porque lá no fundo vocês sabem que eu estou coberto de razão!
Quer dizer, antes o simples vislumbre de uma alça de soutien, de uma prega da saia ligeiramente acima do joelho ou de um ombro mais destapado era o suficiente para nos alimentar a imaginação por muitos meses, valendo aos mais impressionáveis inúmeras contagens de azulejos. Quando uma mulher surgia vestida dos pés à cabeça, apenas se podia tentar imaginar como seria a gaija por debaixo daquela montanha de roupa. Os próprios preliminares eram muito mais longos, pois despir uma mulher é das coisas mais excitantes que se pode fazer. E isso, minhas caras amigas, faz parte do vosso encanto, o deixarem-nos com água na boca, o deglutir a antecipação, a surpresa. Mas o que vemos agora? Tudo, ou quase tudo. É que nem dá para franzir os olhos para ver tudo desfocado, está tudo ali à vista. Um simples sopro e está a roupa toda tirada, depois admiram-se que a malta queira partir logo para a acção!
Então quando chega o Verão, bem, digamos que é uma altura lixada para a fidelidade visual. Não digo que não seja agradável ver certos pitéus na rua, mas é quase como comparar um investimento a curto ou longo prazo. Uma mulher semi-despida dá um certo prazer no imediato, mas uma mulher que sabe incendiar-nos a imaginação é algo que dá muito prazer e durante muito tempo. Ainda por cima grande parte do material que anda por aí, valha-nos São Rafeiro, aniquila qualquer desejo que possa existir. Elas são as cinturas do avesso, como se tivessem engolido uma bóia de salvação, elas são as axilas peludas a fazer lembrar a Rosa Mota, enfim, um autêntico massacre ao libido masculino. Ao menos com roupa em cima ainda se consegue adiar o choque, ou pelo menos limitar os estragos que fazem nos poucos heterossexuais que ainda resistem por aí. Está bem que com roupa levamos grandes barretes, mas a expectativa da descoberta (ou não fossemos nós portugueses) já ninguém a tirava. E em muitos casos até se pode dar o caso de, uma vez que se teve tanto trabalho a desembrulhar, olha, marcha.
Quase me dá vontade de ir na rua, com um casaco debaixo do braço, aproximar-me de uma jove e dizer:
- Olha, não te importas de vestir isto, só para ver se és gira?
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
PS: para as mulheres que hipoteticamente me queiram bater por considerarem este texto sexista, garanto-vos que a minha jove já me castigou o suficiente
Quer dizer, antes o simples vislumbre de uma alça de soutien, de uma prega da saia ligeiramente acima do joelho ou de um ombro mais destapado era o suficiente para nos alimentar a imaginação por muitos meses, valendo aos mais impressionáveis inúmeras contagens de azulejos. Quando uma mulher surgia vestida dos pés à cabeça, apenas se podia tentar imaginar como seria a gaija por debaixo daquela montanha de roupa. Os próprios preliminares eram muito mais longos, pois despir uma mulher é das coisas mais excitantes que se pode fazer. E isso, minhas caras amigas, faz parte do vosso encanto, o deixarem-nos com água na boca, o deglutir a antecipação, a surpresa. Mas o que vemos agora? Tudo, ou quase tudo. É que nem dá para franzir os olhos para ver tudo desfocado, está tudo ali à vista. Um simples sopro e está a roupa toda tirada, depois admiram-se que a malta queira partir logo para a acção!
Então quando chega o Verão, bem, digamos que é uma altura lixada para a fidelidade visual. Não digo que não seja agradável ver certos pitéus na rua, mas é quase como comparar um investimento a curto ou longo prazo. Uma mulher semi-despida dá um certo prazer no imediato, mas uma mulher que sabe incendiar-nos a imaginação é algo que dá muito prazer e durante muito tempo. Ainda por cima grande parte do material que anda por aí, valha-nos São Rafeiro, aniquila qualquer desejo que possa existir. Elas são as cinturas do avesso, como se tivessem engolido uma bóia de salvação, elas são as axilas peludas a fazer lembrar a Rosa Mota, enfim, um autêntico massacre ao libido masculino. Ao menos com roupa em cima ainda se consegue adiar o choque, ou pelo menos limitar os estragos que fazem nos poucos heterossexuais que ainda resistem por aí. Está bem que com roupa levamos grandes barretes, mas a expectativa da descoberta (ou não fossemos nós portugueses) já ninguém a tirava. E em muitos casos até se pode dar o caso de, uma vez que se teve tanto trabalho a desembrulhar, olha, marcha.
Quase me dá vontade de ir na rua, com um casaco debaixo do braço, aproximar-me de uma jove e dizer:
- Olha, não te importas de vestir isto, só para ver se és gira?
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
PS: para as mulheres que hipoteticamente me queiram bater por considerarem este texto sexista, garanto-vos que a minha jove já me castigou o suficiente








