(por motivos narrativos e por que me apetece, este texto foi escrito na terceira pessoa)
Natal. Ah, essa época maravilhosa, em que as
pessoas parecem felizes e o mundo um bom lugar para se viver. Rafeiro
gostava mesmo deste período do calendário, mesmo tendo em conta todo o
seu conturbado historial com o Pai Natal.
É um facto que o velhote continuava sem lhe dar a
televisão Híper LED que sempre suplicou, mas Rafeiro reconhecia que nem
sempre tinha sido simpático para com ele. Talvez em
determinadas ocasiões até tenha ido longe demais, como
quando o acusou de maus tratos às renas ou besuntou as rédeas do trenó
com super-cola. Já para não falar da vez que o denunciou à Inspecção do
Trabalho, por usar espécies protegidas no fabrico das prendas. Ou mesmo
quando forrou a chaminé com arame farpado…
Mas tudo isso iria ficar para trás. Afinal, Rafeiro
sentia-se agora mais adulto, mais responsável, e seguramente o Pai
Natal não iria deixar de notar isso.
Como tal, Rafeiro decidira esperar pacientemente
pelo gordalhufo para lhe poder dar um abraço e dizer que tudo estava
perdoado, que aquela época festiva marcasse não só o nascimento do
Menino Jesus mas como também de uma nova amizade.
Estava Rafeiro com um sorriso nos lábios e envolto
nestes pensamentos quando se apercebeu da entrada do Pai Natal. Antes
que pudesse dizer algo, este grita:
Pai Natal - Olha o palhacito do Rafeiro! Então, pronto para receber mais um par de meias?
Rafeiro – PUM!
Talvez para o ano…
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
PS: Feliz Natal, rafeirosos!
