Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Um Natal Descovidado para todos!


Rafeiro: Pai Natal, estás aí?

Pai Natal: Vade retro, rafeiro covideiro, não viste os avisos para te manteres à légua?

Rafeiro: Por acaso vi, mas como uso o sistema métrico borrifei-me no assunto…

Pai Natal: Mantém esses vírus longe de mim, ou lanço-te um elfo à cabeça!

Rafeiro: Calma, Pai Natal, só vim ver como estavas, sabendo que se aproxima uma data muito atarefada para ti.

Pai Natal: Qual época atarefada, achas que vou meter a barriga fora de casa, com essa pandemia que anda por aí?

Rafeiro: E vais desiludir as criancinhas deste mundo, por causa de tão pouca coisa?

Pai Natal: Pouca coisa os tomates, que eu estou no grupo de maior risco!

Rafeiro: Está bem, mas sendo tu dessa idade, já deves ter levado umas quantas doses de vacina, certo?

Pai Natal: Nem uma picadinha que fosse, não quero cá RNA, ou chips, ou o catano!

Rafeiro: Tu és um negacionista, Pai Natal?!? Tinha-te em conta de muita coisa, mas tolinho não.

Pai Natal: Não é questão de ser negacionista, é uma questão de não querer submeter o meu corpo a experiências capitalistas!

Rafeiro: Não sei como te dizer isto, mas tu próprio és fruto de uma estratégia de marketing capitalista…

Pai Natal: Não quero saber, neste bracinho não entram cenas!

Rafeiro: E essa tatuagem a dizer “Amor de Rudolfo”, foi feita a laser?

Pai Natal: Não tens nada a ver com as minhas tatuagens, e agora pira-te daqui para fora!

Rafeiro: Não vais mesmo visitar as crianças?

Pai Natal: Esses pirralhos? Ainda por cima estão na categoria de maiores transmissores do vírus, não me chego perto deles nem que me pagassem! E há outro motivo para não querer sair de casa…

Rafeiro: Medo do aquecimento global, ou também não acreditas nisso?

Pai Natal: Claro que também é mentira, mas não, não é por isso. Não me sinto confortável a conduzir o trenó, tem havido demasiados casos a envolver motoristas!

Rafeiro: Bem, isso seria fácil de ultrapassar, basta dizeres que quem conduz o trenó são as renas e que tu és um mero passageiro. Parece que é uma técnica infalível para evitar sarilhos…

Pai Natal: Por acaso até é um bom conselho… Bem, se calhar vou visitar algumas crianças, mas só as que tiverem o Certificado Digital da vacina em dia!

Rafeiro: Já é um princípio, Pai Natal. Olha, Boas Festas para ti. Dá cá um abraço!

Pai Natal: Mas qual abraço, levas as Boas Festas mas à distância de dois metros, que eu não me fio em falsas sensações de segurança proporcionadas pelas máscaras!

Até sempre e um Feliz Natal,

Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Rap de Revolta!



Tu que andas na rua
Mas que merda de ideia é a tua
Festas, borgas, transgressão 
Achas-te um rebelde mas és um cabrão

Devias estar a confinar
Não a fingir que o cão andas a passear
Achas-te especial, imortal
Quando no fundo és um anormal

Acabar com a COVID depende de ti
Esta vida ninguém merece
Neste momento o mundo não sorri
E o nosso futuro desvanece 

Eu também quero abraçar, viajar, sonhar
Mas vejo tudo tão distante
Pára, pensa, enquanto há volta a dar
Não desdenhes com esse sorriso irritante

Achas que o vírus não te vai apanhar
Até ao momento em que um dos teus morrer
Aí vai ser tarde, só poderás lamentar 
A acção é hoje, quando ainda tens poder

Ainda estás a tempo de mudar
E de fazer o que é urgente
Para que um dia possas afirmar
Quando o mundo me chamou eu disse presente!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

IT'S FU**ING CHRISTMAS!


Por respeito a todas as pessoas que sofrem com o flagelo do momento, este ano não haverá crónica natalícia. E se não fosse pelo excesso de consumo, seguramente que a COVID 19 já teria limpo o sebo ao badocha do Pai Natal.

No entanto, não quero deixar de desejar a todos os rafeirosos um Bom Natal e um 2021 sem tretas (já nem peço que seja excelente).


Até sempre,

Rafeiro Perfumado

sábado, 21 de dezembro de 2019

So this is Christmas...

Rafeiro: Olá Pai Natal.
Pai Natal: Tu outra vez?!? Nem mais um passo ou atiço-te as renas!
Rafeiro: Calma, Pai Natal, vim em paz, acredita.
Pai Natal: Mas qual paz? Achas que nestes anos todos não aprendi nada? Já me raptaste, insultaste, humilhaste, o que é que te falta fazer? E espero bem que não estivesses a olhar para o meu traseiro!
Rafeiro: Pai Natal, acredita, estou cansado desta história e vim até aqui só para te dizer que este ano não quero nada, só mesmo fumar o cachimbo da paz contigo...
Pai Natal: Estás a falar a sério? É que não tenho mesmo o plasma para te dar e não é com falinhas mansas que me vais fazer mudar de ideias!
Rafeiro: Estou a falar a sério, sim. Já interiorizei que se quiser um plasma, QLED ou que raio de tecnologia existe agora, terei de o comprar e não esperar pela tua prenda.
Pai Natal: Mesmo assim desculpa lá mas não consigo baixar totalmente a guarda contigo...
Rafeiro: Olha, trouxe comigo o cachimbo da paz e até puuufff-puuuuuffff dou a primeira baforada, para teres a certeza que não há nada errado.
Pai Natal: Bom, sendo assim passa cá isso, o cheiro é convidativo. (puuuuf-puuuuuuf) Elá, o que é que esta cena tem, já estou a ver as renas a piscarem e tudo!
Rafeiro: Uma mistura de várias cenas, mas tudo destinado a fazer-te sorrir. Mas não exageres nas passas, ainda tens um longo caminho a percorrer para entregares as prendas!
Pai Natal: (puuuuuf-puuuuuuf) Porra, que esta cena é mesmo boa, quase que fiquei com vontade de te dar a porra do plasma.
Rafeiro: Não te preocupes com isso, já te disse que é passado.
Pai Natal:  (puuuuuuuuuuuuuuuuf-puf) Jazus, até estou a ouvir sirenes...
Rafeiro:  Ah, isso, se calhar são aqueles senhores que estão a bater à porta por causa de uma denúncia anónima sobre tráfico e consumo de estupefacientes. E aposto que vão ver logo aquele pacote suspeito em cima da bancada.
Pai Natal: (puuuuf-puuuuf) Queeeemmmmmmm? Ooooooondeeeeeee?
Rafeiro: Bom Natal, Pai Natal, consta que na penitenciária têm plasmas dos bons...

Até sempre e Bom Natal a todos os rafeirosos!
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 25 de março de 2019

Solomoon ou Somente parvos?

Parece que anda por aí uma nova moda, que consiste nos membros de um casal irem de lua de mel separados. Ora bem, quando as palavras “casal” e “separados” aparecem na mesma frase, o que me vem à cabeça é divórcio, não casamento.

Claro que em todas as relações tem de haver espaço para cada indivíduo, mas na lua de mel?!? E não sei se notaste, mas estas últimas palavras não foram tecladas, foram marteladas, tal é a fúria que isto me provoca! Epá, se um “casal” não consegue chegar a acordo numa coisa tão básica como o lugar onde vão consumar o casamento (antes disso seria pecado e não acredito que haja quem o faça), como é que farão com os dilemas a sério que cada casal enfrenta ao longo da vida? E aqueles casais que se separam, começam a ir de férias juntos?!?

Uma coisa são modas com as quais posso simpatizar mais ou menos, outras são tendências que no meu entender apenas degradam o que deve ser a união entre duas pessoas. Que eu no fim de semana queira ir ver o Benfica e ela queira ficar em casa a tricotar, tudo bem, cada um faz aquilo que o faz feliz, mas acabarmos de casar e eu ir para as Seychelles e ela para o Seixal, não me parece de todo normal.

Faz-me lembrar aquele indivíduo que se lembrou de colocar um fio num telemóvel, para poder ter sempre rede e bateria. É o mesmo que esta malta que acha brilhante irem de férias separados: o conceito já existe e chama-se vida de solteiro!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Vozes de burro não chegam ao céu!

Estava eu a pensar na morte da bezerra quando deparei com a notícia sobre a tentativa de banir expressões populares que sejam consideradas nocivas para a dignidade dos animais.

Bem gostaria de dizer que os cães ladram e a caravana passa, mas pelo que vou conhecendo do nosso mundo, isto é capaz de ter patas para andar. A minha memória de elefante lembra-se de iniciativas semelhantes, em que iluminados com macaquinhos no sótão nos tentam vender banha da cobra e gato por lebre.

O que não falta por aí são baratas tontas que não fazem um boi, as quais em vez de se focarem no essencial procuram discutir o acessório, como se fosse a utilização de certas expressões que causasse problemas como o abandono sistemático dos animais, os maus tratos, a caça, as touradas e aberrações do mesmo género. Ter esta linha de pensamento é armar-se em avestruz e enfiar a cabeça na areia. Era bater-lhes com um gato morto até que ele miasse!

Que eu não seja visto como uma ovelha negra ou mesmo ranhosa, mas sinceramente temas como este é de quem se tenta armar em carapau de corrida. Se querem mesmo pegar o touro pelos cornos, façam legislação a sério sobre as verdadeiras bestas que não têm respeito pela vida, seja ela animal ou vegetal (e façam-na cumprir!). De outra forma, fazem figura de urso e só conseguem que a malta chore lágrimas de crocodilo.

Da minha parte, podem tirar o cavalinho da chuva porque continuarei a utilizar o que me der na plebeia gana. Garanto que não é por na infância ter cantado “atirei o pau ao gato” que alguma vez fiz mal a um animal, da mesma forma que anos a matar zombies no PC não me levam a pontapear as pessoas com cérebro de galinha com quem me cruzo na vida!

Já agora, se isto fosse para diante, será que teria de mudar o meu nome para Canídio com Odor Não Contraído à Custa de Experiências Laboratoriais? Vão mas é dar banho ao cão, pá! É que nem que a vaca tussa, esse é um sapo que não engolirei. E não se fiem que cão que ladra não morde!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado