Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

E eis que o Rafeiro Perfumado dá um prémio e faz um desafio, tudo ao mesmo tempo que é para ser mais giro!

Pois é, a culpa é vossa. Com tantos prémios e desafios a circularem pela blogosfera, também eu me senti na obrigação de criar um de cada, por forma a agradecer as inúmeras distinções e solicitações com que o Rafeiro Perfumado tem sido agraciado. Ainda não perdi a esperança de receber a Cruz de Cristo ou outra condecoração presidencial...

No que toca ao Prémio, a grande dificuldade foi encontrar um nome condigno, uma vez que as alternativas em aberto começam a escassear. A minha primeira ideia foi “Blog com tomates, grelos, schmooozado e abençoado por um amigo chamado Óscar”, mas como era um bocadinho grande, optei antes por “Blog onde não se maltratam cães nem gatos, mas onde ocasionalmente se esborracham umas moscas”.

O regulamento é o seguinte:
Os premiados, para além de se mostrarem extremamente agradecidos e radiantes por ficarem a saber que alguém os acha incapazes de maltratar canídeos e felinos, deverão copiar tanto o lindo selo como a origem do desafio. E nem pensem que por detrás disto está uma tentativa de promover o blog, hã? É que se por acaso tiveram essa ideia, para castigo têm de inserir mais quatro vezes o link deste blog e aumentar para o dobro o tamanho do selo.


Devem espalh… perdão, devem atribuir este prémio aos blogs que vocês achem que cumprem com o requisito do mesmo, isto é, que não maltratem cães e gatos, mas que esborrachem de vez em quando umas moscas (melgas também é uma espécie elegível). Todos os seleccionados deverão igualmente colocar o link do Rafeiro Perfumado. E se voltaste a pensar que isto é só para promover o blog, então a penitência já não vai lá com links e selos, é porrada mesmo.


Por forma a manter um bocado o elitismo deste prémio, a atribuição do mesmo por cada blogger fica limitada a 478 nomeações cada, não sendo considerados os familiares acima do primo em 7º grau.


Depois de nomeados, deverão enviar para o meu e-mail prova das nomeações e das linkagens e de 12 em 12 minutos deverão vir cá ao blog para ver se eu voltei a falar sobre o assunto.


Esta iniciativa será dada como concluída logo que o link do Rafeiro Perfumado conste em pelo menos 94% dos blogs a nível mundial, Burkina Faso incluído.

Da minha parte, e uma vez que tenho de me conter, estão apenas nomeados os links existentes na minha barra lateral, mais precisamente na secção “Outras Casotas, I e II”.
Relativamente ao desafio, pois bem, atrevam-se a levar-me a sério…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Não, não, eu é que sou o líder!


Tanta árvore abatida inutilmente, francamente...

Este texto, tão lindo que dá vontade de chorar, pode ser encontrado no livro
Rafeiro Perfumado - Are you ladraiting to me?!?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dakar? Para quê?


Antes de acontecer a trapalhada do ano passado, era convidado anualmente por alguns aficionados do Lisboa-Dakar para ir assistir à emoção desta corrida. Infelizmente a emoção, segundo os autores dos convites, implicava acordar às 4 da manhã, metermo-nos em caminhos esquecidos por Deus e pela Junta Autónoma da Estrada, comer uns quantos quilos de poeira para ver uns tipos a acelerar as suas carripanas mas apenas numa mísera recta ou numa simples curva! Dito isto, podem imaginar o quanto fiquei aborrecido com o cancelamento da última edição.

Para estes “entusiastas Dakarianos”, eu proponho o seguinte plano alternativo: peguem nuns banquinhos e assentem arraiais na Av. da Liberdade. Garanto-vos, a emoção é enorme, especialmente na altura dos semáforos abrirem, pois nunca se sabe quando um peão mais molenga não leva uma panada. O nível de poluição inalada não fica nada a dever à das estradas poeirentas do Dakar e a “perícia” dos condutores citadinos e respectivas manobras são pura adrenalina.

Amigo do Rafeiro: Então, hoje vieste cedo!
Rafeiro: Foi para arranjar o melhor lugar, daqui a nada está aí tudo caído! E tens perdido um espectáculo, pá! Há bocado passou a carreira 18, o pessoal lá dentro todo a gritar!
Amigo do Rafeiro: Ehhh, eu sabia! Mas o sacana do puto borrou a fralda, tive de acordar a mãe para lha mudar!
Rafeiro: Relaxa, o melhor ainda está para vir. O que eu quero mesmo é ver o tipo da carreira 29, o gaijo faz uns arranques brutais, até dá para cheirar o pneu queimado!

Dakar? Pffff, a emoção consegue-se aqui bem mais perto…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ó Xô Dôtor, aprende lá a escrever!


Fala-se tanto da média elevada que os alunos precisam para entrar em Medicina, dos longos e penosos seis anos que passam em marranços, esquartejamentos de cadáveres e práticas médicas, quando o que se constata é que essa malta sai da faculdade sem saber escrever.

Mas alguém (excluindo os peritos em hieróglifos) consegue ler os gatafunhos que os médicos rabiscam nas receitas? Desconfio que haverá malta que associa a qualidade do médico à incompreensibilidade da gatafunhice, do género “ai, ele deve ser um médico excelente, não se percebe nada do que ele escreve!”.

Por vezes fico na dúvida se aquela forma de escrever, adoptada pela quase generalidade da classe médica, serve para despachar mais depressa o paciente ou é para poderem argumentar mais tarde que o medicamento prescrito era outro totalmente diferente:
Médico: Ben-u-ron?!? Então não se vê perfeitamente que eu escrevi aqui Bisolvon? Acha que eu sou parvo, ou quê?
Paciente: Não fosse pelo seu Doutor estar a segurar na receita ao contrário e eu até diria que não...

Está bem que eu próprio utilizava um estratagema semelhante nos exames, quando não tinha a mínima ideia do que havia de escrever, como por exemplo:
Pergunta: defina qual a corrente filosófica que melhor se coaduna com a política económica subjacente à Grande Depressão dos anos 30 no Burkina Faso
Resposta: Sem qualquer margem para dúvidas, a corrente filosófica de que falamos é a msexunhofezeda!

Depois era só rezar para que o professor visualizasse no gatafunho uma palavra semelhante à resposta correcta. Claro que isto não era propriamente honesto, mas também a única vida em risco era a minha!

Muito sinceramente, acho que no fim da formatura os médicos ainda deveriam passar mais um semestre a terem aulas de caligrafia, com uma professora que lhes daria umas reguadas sempre que a letra se assemelhasse a um sismógrafo ou tivesse uma inclinação inferior a 87 graus ou superior a 94 graus!

Outra possível solução seria, num dos muitos congressos a que assistem para descobrirem as maravilhas do novo medicamento apresentado pela farmacêutica patrocinadora da viagem, roubarem umas horinhas para que alguém lhes pudesse apresentar o maravilhoso mundo do processador de texto, ou para os mais tradicionalistas, as fantásticas máquinas de escrever! É que nem sabem o bem-estar que provoca aquele “tec-tec-tec-tec-DLING!” melodioso! Claro que não me refiro aos vossos ouvidos, mas sim aos olhos dos farmacêuticos e à saúde dos vossos pacientes.

É que, sejamos honestos, se vou colocar a minha saúde dependente de adivinhar o que está escrito numa receita, prefiro tentar adivinhar o que tenho, pelo menos sempre poupo “alguns” cobres!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado