Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

O milagre da multiplicação geométrica ou mesmo exponencial

Apesar de não ser tão viajado como gostaria, tento compensar essa lacuna prestando uma atenção redobrada aos sítios que visito.

No decorrer das minhas deambulações, tenho visitado muitas igrejas. São edifícios, na sua maioria, fabulosos, capazes de nos transmitirem muitas informações sobre o que simbolizam e sobre as pessoas que as construíram.

No entanto, no meio de tanta oferta, é normal que cada uma tente arranjar forma de se distinguir e assim cativar a visita dos fiéis. Como ainda não chegámos à fase do cartão-cliente, onde após 10 visitas temos direito a uma hóstia suplementar, as igrejas vão-se socorrendo dos instrumentos habituais da fé, as chamadas relíquias, que vão desde objectos que algum santo manuseou (ou foi manuseado com) até aos restos mortais de santos, passando por artigos ligados à vida de Jesus. E é aqui que a coisa fica estranha.

É que dei-me ao trabalho de fazer as contas relativamente aos espinhos da coroa de Jesus e aos pedaços da cruz na qual ele foi crucificado que se encontram espalhados pelo mundo e cheguei a conclusões aterradoras: a coroa de espinhos foi obtida a partir de alguma espécie mutante com 137 espinhos por centímetro quadrado e Jesus foi crucificado numa sequóia gigante! É que de outra forma não estou a ver como é que centenas de igrejas afirmam ter este tipo de objectos, pá! Ainda por cima sabe-se que na religião católica é pecado mentir, certo?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

A língua portuguesa é uma badalhoca

Sempre que proferem a palavra reputação o que me vem à mente é alguém que voltou a andar na prostituição...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Poupar ou morrer!

Os tempos correm lixados. A troika assume-se como uma praga que teima em não ser debelada, especialmente quando os curandeiros insistem nos remédios à base de vírus.

Poupar, para mim, tornou-se uma obsessão, pelo que recorro a todos os expedientes que consigo para esticar o dinheiro disponível, alguns a roçarem a barreira da legalidade. Como não gosto de guardar estas cenas para mim, divulgo aqui uma lista de algumas das formas de poupar, mesmo sabendo que tal divulgação poderá implicar o fim das mesmas. Se isto não é altruísmo, não sei o que será…

1º Roupa. Reciclar a roupa velha, nossa e/ou dos antepassados. Parece mal usar coisas antigas? Dizemos que é a nova moda, apesar de poder ser difícil justificar o uso de chapéus com penas ou bordados ao pescoço.

2º Higiene. É mesmo necessário tomar banho todos os dias? E lavar a roupa após uma única utilização? Alternativas é ter um animal de estimação (que coma pouco ou se comer muito que possa ser servido no jantar de Natal) e ver quando é que ele começa a recuar quando nos aproximamos, essa é a indicação para a banhoca mensal. Quanto à roupa, é atirá-la à parede após ser utilizada, quando lá ficar pegada mais do que quatro minutos também pode ser trocada e lavada.

3º Comer. Os nossos pais não estão sempre a reclamar que raramente nos vêem? Pois é brindá-los com a nossa presença sempre que possível, de preferência à hora das refeições. Forrem os bolsos com plásticos para guardarem o que não conseguirem enfardar.

4º Carregamento de equipamentos. Aproveitem a visita a casa de amigos para carregarem os vossos equipamentos eléctricos, especialmente o carro, se o tiverem. Claro que os amigos poderão estranhar que os visitemos acompanhados de vários telemóveis, do aspirador eléctrico e afins, mas a poupança compensará quaisquer olhares desaprovadores ou bocas ameaçadoras. Ah, convém ter muitos amigos, para irem rodando.

5º Evacuação. Apenas o fazer no emprego, poupa-se uma fortuna em descargas de autoclismo e papel higiénico. Claro que será complicado aguentar durante o fim-de-semana, mas farão um brilharete à segunda-feira, tal será a velocidade com que entrarão pela empresa adentro!

6º Espectáculos. Escolham espectáculos ao ar livre e escolham um local perto, de preferência onde o vento sopre a partir do recinto. Precisam mesmo de ver os tipos? Ouve-se quase na mesma e sempre se evitam as filas no fim.

Quem é amiguinho, quem é?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 24 de Março de 2014

Quando a compra deixa de fazer sentido

Um colega meu disse-me que os seus óculos lhe custaram os olhos da cara. Infelizmente não percebeu porque é que eu lhe disse que tinha sido a compra mais estúpida da vida dele...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 10 de Março de 2014

E daquelas verduscas!

Existem pessoas com uma incapacidade quase total para decorar nomes. Outras são simplesmente parvas ou não se querem dar ao trabalho de saberem o nome das pessoas, preferindo ser apresentadas uma e outra vez.

Uma amiga de um amigo meu pertencia a este último grupo. Após lhe ter sido apresentado três vezes, o meu nome continuava a escapar-lhe qual jaquinzinho pelas malhas de uma rede de pesca legal.

Isto sucedeu até ao dia em que lhe disse: ouve lá, o meu nome é Rafeiro. Se da próxima vez não o souberes, mando-te uma escarreta na testa, garanto que não te voltas a esquecer de mim.

Ainda hoje sabe o meu nome, apesar de me cumprimentar sempre à distância...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 3 de Março de 2014

segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Ir ao supermercado não é uma opção?


"Quem não tem cão caça com gato". O animal que inventou este ditado seguramente não conhecia a raça felina. Acham mesmo que um gato ia connosco à caça? E caso apanhasse algo, acham que nos trazia a presa alegremente, abanando a cauda? Mais facilmente nos esgadanhava a cara toda se lhe tentássemos tirar a caça!

Acreditem em mim, a única forma de ter uma refeição envolvendo um gato é cozinhando-o!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

Conta como viciante?

Gaijo 1: Epá, ando completamente agarrado a um livro!
Gaijo 2: Então, é assim tão bom?
Gaijo 1: Nem por isso, mas entornei super-cola em cima dele e agora não há forma de largar aquela treta...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Queres isto ou isto?

Imaginem que entram num restaurante, sentam-se e um empregado sorridente vem ter convosco, trazendo na mão o menu. Antes que possam olhar para as opções, ele diz-vos, ainda com o mesmo sorriso:
- Temos um prato de carne e um de peixe, qual é que vai querer?

Perante uma escolha tão limitada, digamos que vocês escolhiam carne. Ao ouvir a resposta, o empregado perde o sorriso e retira-se. Passados uns minutos, volta com o mesmo sorriso e volta a formular a mesma pergunta. E esta acção repete-se até vocês escolherem a porra do peixe.

O que é que, na vossa opinião, seria mais correcto o cliente fazer:
1. Levantar-se e abandonar o restaurante
2. Dar uma joelhada na fruta do empregado e obrigá-lo a comer a ementa
3. Exigir que, uma vez terem-nos sido dadas duas opções, que a nossa escolha seja respeitada
4. Dar-mos nós próprios uma alternativa, tipo salada

Esta cena nunca ocorreu comigo, felizmente, mas também só a utilizei para figurar uma outra situação, essa bem real. Falo-vos da figura dos referendos, supostamente uma das formas de auscultação democrática que existe em Portugal. E digo supostamente porque para mim é dos maiores atentados que podem ser feitos, quer à nossa liberdade quer à nossa inteligência.

Se repararem bem no curto historial de referendos feitos no nosso país, estes são utilizados para submeter ao escrutínio popular uma determinada ideia, que pelo seu interesse ou grau de divisão que provoca na sociedade, entende-se dever ser esta a decidir da sua aplicação ou rejeição. Mas o que constatamos é que, quando a ideia proposta é rejeitada, passados uns tempos volta à carga, até que a mesma seja aprovada. Passou-se, por exemplo, com a Lei do Aborto. E, espanto dos espantos, uma vez aprovada a ideia pretendida, deixa de ser passível de retrocesso. A isto eu chamo manipulação, ou pelo menos algo que não tem nada a ver com um Estado de Direito democrático. E já nem falo da manipulação ao nível da construção da pergunta...

É por isso que nunca votei num referendo e continuarei a não votar, pois entendo não pactuar com palhaçadas. E a única coisa que me chateia é aqui não poder aplicar a opção 2. Ah, relativamente ao referendo que aí vem, sou a favor da co-adopção por parte de famílias com o mesmo sexo, só não sou a favor que me venham com palhaçadas de referendos.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado