Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Jogos Rotímpicos

Sei perfeitamente que falar agora dos Jogos Olímpicos é como falar de crescimento económico, está desfasado no tempo, mas é uma das vantagens do blog, falo do que quero, quando quero. Perceberam ou tenho de aquecer o cachaço a alguém?

Dito isto, falemos dos Jogos Olímpicos. Gosto deles. Claro que a maior parte dos seus valores há muito que foram pervertidos, pois mais do que uma competição sã entre atletas, aquilo é uma luta desgraçada para ver quem é que consegue mais medalhas entre os países concorrentes, sendo que qualquer dia até o jogo do berlinde entra, bastando para isso o país anfitrião ter alguma vantagem nessa modalidade.

Antes a diferença entre a vitória e a derrota residia sobretudo nas características dos atletas, a sua força, velocidade, resistência, sendo que agora as vitórias podem ser decididas pelo tipo de equipamento que usam, pois este pode ser mais aerodinâmico, oferecer menos resistência à água ou aquecer os tomates como incentivo a lançar o dardo mais longe.

Para que houvesse justiça, penso que todos os atletas deveriam competir em igualdade de circunstâncias, pelo menos no que toca ao equipamento, pois nem todos têm dinheiro para as melhores substâncias dopantes. Mas o que é que isso implicaria? Voltar aos primórdios dos JO, em que os atletas competiam como vinham ao mundo, à excepção do cordão umbilical. Claro que até arrepia imaginar a luta greco-romana entre dois gaijos nus, da mesma maneira como a corrida de cem metros poderia levar a traumatismos cranianos, pelo embater do aparelho reprodutor na testa, tal a violência com que aquilo é balançado. Mas só de pensar a trabalheira que daria às redacções dos canais de televisão árabes, tapar aquela nudez toda, acho que valeria a pena.

E não me venham dizer que seria algo muito roto, pois os JO já têm algumas modalidades que são do mais rotos que há! Olhem o Voleibol, por exemplo, aquilo é uma rabetice pegada! Já tentei e já desisti várias vezes contar o número de palmadas no cu que aqueles gaijos dão durante um jogo. É ponto, palmada geral. Reconquistam a posse da bola, toca a massajar as nádegas da equipa toda. Ganham um set, ui, toca de vergastar a peidola. O tipo que serve tem uns ténis novos, tungas, palmadinhas no rabinho. Nem quero imaginar o que se passa no balneário quando ganham um jogo!

Sendo assim, não sejam puritanos e vamos lá a regressar à nudez competitiva, ok? Claro que eu só assistirei às competições femininas, mas isso é um pormenor insignificante...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Eras tu, Esteves?


Um destes dias fui almoçar com umas colegas a um restaurante aqui da zona. Estávamos nós na conversa quando reparo que a atenção delas estava longe da mesa, o que estando eu presente era por demais estranho.

Foi então que me confidenciaram que na mesa ao lado estava a Assunção Esteves, a nossa digníssima presidente da Assembleia da República. Olhei discretamente e, sinceramente, não me pareceu ela, nem que não fosse pela forma decidida e firme como atacava o bife, características que são raras em reformados, ainda mais políticos.

Mas as minhas colegas estavam seguras, chegaram a dizer que apostavam o que eu quisesse em como era ela. Por muito tentadora que fosse a proposta, achei melhor não arriscar, pois o meu jeito para decorar caras, ainda mais de carcaçonas institucionais, não é o melhor. Ainda sugeri que começássemos a cantar o “Grândola, Vila Morena”, pois se ela mandasse evacuar o restaurante teríamos a certeza da sua identidade, mas não me ligaram nenhuma.

O resto da refeição foi passado normalmente, pois o que nos puseram na mesa era mais interessante do que o que estava ao lado, se bem que a vontade de dizer “ouve lá, não devias estar na AR, a aprovar leis que nos lixam” foi grande.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: saímos praticamente ao mesmo tempo do restaurante, sendo que tive de esperar enquanto a jove pagava. Reparei que não pediu factura, mas no momento em que eu já estava a marcar o número da TVI eis que a sua companhia volta atrás e pede a dita. Mas sem número de contribuinte!

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Não sejam coisos, pá!

Acho impressionante, para não dizer estapafúrdio, que algumas pessoas falem de assuntos pessoais como se nós os conhecêssemos ao pormenor, chegando mesmo ao ponto de ficarem ofendidas caso nós perguntemos “mas afinal de que raio é que estás a falar, seu grande palhaço”.

Vamos lá a ver se nos entendemos. Tirando as raras pessoas que moram lá em casa, eu não conheço a vida de ninguém ao pormenor, não só pela ausência de observação como pelo marimbanço com que ouço os relatos que me fazem das vidas alheias. Querem a minha opinião sobre algo? Descrevam-no com algum pormenor, de preferência projectando slides e acompanhado com uma boa banda sonora, circunstância em que o marimbanço (adoro esta palavra inexistente) pode ser atenuado.

Depois ainda há aqueles que levam ao extremo o provérbio “para bom entendedor meia palavra basta”, numa versão aprimorada “para bom entendedor algumas sílabas são mais que suficientes” ou mesmo “para bom entendedor algumas palavras soltas são o que chega para se reconstruir a novela”.

Um conhecido meu teve, certo dia, o seguinte desabafo para com o meu pai “ele disse-me tal-tal-tal, fiquei coiso, depois disse-me mais não sei o quê mas fui a ver e não era nada daquilo”, terminando o relato com um ar de quem esperava simpatia e compreensão por parte do interlocutor (se o meu pai visse a SIC Radical, juraria que tinha visto o sketch do Ricardo Araújo Pereira e estava a gozar comigo).

Ainda hoje este relato é usado para animar noites chuvosas e friorentas e ainda hoje nos questionamos que raio é que ele queria dizer...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

Preferes boa educação ou interesse genuíno?

Das poucas coisas que retive das já longínquas aulas de inglês foi uma das formas de saudação, "how do you do", à qual era suposto responder com outro "how do you do". Recentemente reparei que alguns familiares meus têm uma forma similar de se cumprimentarem, um perguntando "passou bem" e o outro respondendo com outra questão "como estás".

É impressão minha ou quer no caso inglês quer no caso parental rafeiroso ficamos sem saber como é que a outra pessoa efectivamente está? Atenção, não estou a censurar este tipo de cumprimento, pois até tremo quando me dirijo a alguém com um inocente "então" e, para pavor meu, a pessoa começa a debitar o que a aflige!

O que acho é que quando se pergunta ao interlocutor como é que está, o lógico será ouvir uma resposta concreta, não uma réplica "educada". Também isso justifica o facto de eu cumprimentar a maioria das pessoas com um aceno de cabeça...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Como caçar pedófilos de forma simples e eficaz

Faltam-me as palavras para falar sobre a pedofilia. É o tipo de crime onde a prisão é uma pena demasiado branda, sendo que o justo deveria envolver uma fatiadora de fiambre e o instrumento do prevaricador, tendo como resultado fatias quase transparentes.

No entanto, sabendo como as coisas funcionam, cabe-nos a nós estar atentos, prontos a denunciar comportamentos suspeitos. Deixo-vos a minha sugestão para desmascarar essas amostras de gente. Convidem quem vocês suspeitem que possa ter essa "inclinação" e depois perguntem-lhes se lhes podem pagar alguma coisa, um café, um chá, um garoto ou uma francesinha. Se numa das duas últimas alternativas ele abrir muito os olhos, denunciem o sacana! Pensando bem, primeiro dêem uso à fatiadora de fiambre, depois denunciem o animal.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Dúvidas que me causam cócegas na nádega do meio

Alguém me sabe explicar o motivo de se chamar a uma determinada peça de vestuário cuecas e não raboecas ou mesmo peidolaecas?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Um dia ainda há uma desgraça!

A minha colega da frente, no trabalho, mudou o seu toque de telemóvel para o mesmo que eu uso como despertador. Já lhe pedi encarecidamente que mude aquilo, pois sempre que começa a tocar o meu instinto é tirar a roupa e enfiar-me debaixo do chuveiro.

Posso estar a ser convencido, mas desde que fiz o pedido o telemóvel dela não pára de tocar...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

E ficares calado, Rafeiro?

No outro dia a minha jove cometeu a imprudência de me perguntar pelo corte de cabelo que deveria fazer.
Jove: Achas que me ficava bem um corte mais curto?
Rafeiro: Sabes bem que gosto de te ver com o cabelo grande.
Jove: Mas não me faz parecer "costas de liceu, cara de museu"?
Rafeiro: Alguma vez tu tens cara de museu?!?
Jove: Ah bom.
Rafeiro: Quanto muito de exposição temporária...

Sim, tive de fugir, o que vale é que a pontaria nunca foi uma das suas qualidades.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, 25 de Março de 2013

Canta, pega, canta!

Um destes dias estava em casa da minha sogra, morfando o belo dum bitoque, quando tomei atenção à conversa que a sogra e respectiva filha estavam a ter, que andava à volta de um pássaro que se diverte a cantar ao pé da nossa casa, sendo que começa a cantoria ainda de madrugada.
Sogra: Então e tu já viste o pássaro?
Jove: Não, só o ouvi, àquela hora não me vou meter a espreitar pássaros.
Sogra: Se calhar é uma pega...
Jove: E eu sei lá como é que canta uma pega?

Foi então que dei por mim a gritar (um pouco mais alto do que aconselhado):
Rafeiro: Como é que canta a pega? Rapiiiiidiiiiiinha a cinco erós!!!

Obtive como resposta vários pares de olhos esbugalhados e incrédulos, não me restando outra alternativa que voltar a remeter-me ao silêncio e ao bitoque. Não querem respostas não perguntem, pá!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado