Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vai uma aspiradela?

Neste blog costumo falar sobre assuntos no qual fui protagonista ou acontecimentos que me captaram a atenção, fosse por que motivo fosse. Esta introdução serve para deixar bem claro que o tema de hoje se enquadra na segunda categoria, ok?!?

Um tipo foi condenado na Arábia Saudita a 1000 vergastadas pelo facto de ter feito sexo com um aspirador. Dito isto, vou dar-vos uns segundos para dissiparem da cabeça todas as imagens que se formaram. Já está? Bem, isto levanta toda uma série de questões, condimentadas pelo pormenor de ter sido a mulher a denunciá-lo.

Esta parte para mim é confusa, pois uma vez que a maioria das sauditas são domésticas, o aspirador até poderia ser considerado uma extensão dela própria. Mas seguramente não perdoou o facto do marido ter preferido algo que nunca está com dor de cabeça, nunca finge e avisa quando está cheio.

Mas, partindo do princípio que o sexo foi consensual, qual é o problema destes falsos moralistas? Se fosse com o aspirador da vizinha, compreendo que seria problemático, mas com o próprio aspirador? Um tipo compra um aspirador e tem todo o direito a fazer com ele o que quiser, desde levá-lo a passear, dar-lhe uma trancada ou, em casos mais raros, aspirar!

E, se querem a minha opinião, isto é um rude golpe na luta pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita! Seguramente que uma das grandes ambições das locais é que os maridos também contribuam nas tarefas domésticas, certo? Dito isto, como é possível mandar prender e açoitar o primeiro homem que quando lhe pedem para ir aspirar a casa o faz com todo o prazer?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Queria cof-cof um cof-cof cigarro!

A Tabaqueira vai  mudar o nome dos cigarros SG Filtro para SG Ventil Regular Size Soft. Gostava de conhecer o génio do Marketing responsável por esta alteração. O nome é tão comprido que se o comprador tiver problemas respiratórios é capaz de ficar sem fôlego a meio do pedido.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mas que cambada

O ser humano gosta de ser complicado. Na sua busca pela sofisticação, tenta introduzir diversidade em temas que, sinceramente, deveriam era ser simplificados.

O nome que se dá aos agrupamentos de animais, por exemplo. Existem manadas, alcateias, bandos, cardumes, varas e mais não sei o quê. Então mas não era mais simples dizer “conjunto de bichos X”, ou em alternativa ser tudo terminado em “ada”, com o nome do bicho no início?

Teríamos as vacadas, as peixadas, as avestruzadas, as cagadas (não sejam maldosos, é um conjunto de cagarras) e por aí adiante! Se por acaso existisse um grupo de animais de espécies diferentes, nada mais simples, era uma molhada (não confundir com uma mistura de molhos). Digam lá se não se complica desnecessariamente?

Até sempre,
Rafeirada Perfumada

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Já foste

Noite de 24 de Dezembro. As famílias atafulham-se à mesa, engordando promessas de dieta a cumprir no ano seguinte. Lá fora, no entanto, a azáfama é grande, enquanto o Pai Natal desafia as teorias de Einstein e outros tipos com cabelo estranho, conseguindo em poucas horas distribuir prendas pelas casas de todas as pessoas que se portaram bem (duas ou três, portanto).

E eis que o roteiro do Pai Natal passa pela sempre serena e alegre Lusitânia...

Agente da GNR: Pssst, ó faxavor, encoste aqui o veículo.
Pai Natal: Encostar? Mas ó senhor guarda, sou eu, o Pai Natal.
Agente da GNR: Sei bem quem é o senhor, lembro-me das meias que recebi o ano passado. Ora documentos da viatura, faxavor.
Pai Natal: Da viatura? Mas isto é um simples trenó, não me diga que também tem documentos!
Agente da GNR: Para a sua segurança é melhor que tenha, ou terei de assumir que se trata de uma viatura roubada.
Pai Natal: Roubada?!? Mas eu ando com este trenó há centenas de anos!
Agente da GNR: Ainda pior, sabe que há zonas do país que estão vedadas a viaturas anteriores a 2000! Além de que o senhor não tirou ticket para circular nesta estrada!
Pai Natal: Mas esta não é uma SCUT, Sem Custos para o Utilizador?
Agente da GNR: Isso era antes, agora é uma Se Circulas Urge Taxar. Ou acha que as PPP se pagam sozinhas? E a guia de remessa dessa mercadoria toda, onde está?
Pai Natal: Nem brinque comigo, senhor guarda, isto é tudo para oferecer!
Agente da GNR: E então, se calhar não tem de estar legal e devidamente acondicionada? Uma travagem e esse saco vai parar à estrada, colocando em causa a segurança rodoviária. E já agora, o boletim de vacinação dessas renas, onde está?
Pai Natal: Vacinação? Mas isto são renas mágicas, que voam!
Agente da GNR: Devem voar, devem, mas é quando se bufam! Cá para mim são das principais causadoras do buraco de ozono. E pela pinta de alemãs que têm, devem ser dos modelos mais poluentes!
Pai Natal: Pela minha saúdinha, senhor guarda, são todos animais extremamente saudáveis.
Guarda da GNR: Mesmo aquela com nariz de bêbado? Por falar nisso, toca aqui a soprar no balão.
Pai Natal: Isso é mesmo necessário? É que eu confesso que vou bebendo um copinho aqui e ali, para não fazer uma desfeita...
Guarda da GNR: Que eu saiba as pessoas deixam leite e bolachas, não bebidas espirituosas! Ouça, isto não me parece bom para o seu lado, vamos ter de rebocar o seu trenó. A não ser...
Pai Natal: A não ser o quê? Vai querer um suborno, não é? São todos a mesma escumalha!
Guarda da GNR: Por acaso ia dizer a não ser que finalmente desse o plasma ao meu primo rafeiro, mas agora é que lixaste tudo! Vais dentro!
Pai Natal: Mas e as crianças?!? Não se importa com as crianças?!?
Guarda da GNR: Ouça, são crianças portuguesas. Todos os dias são bombardeadas com notícias de políticos honestos, banqueiros pobres e dirigentes desportivos sérios, acha mesmo que acreditam no Pai Natal? Vá, mãoozinhas para cá para o algemar!

Até sempre e Bom Natal,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Deixem lá um bocadinho...

Recentemente vivi na pele, ou melhor, no estômago, aquilo pelo que os membros mais novos de um bando de leões passam.

Como sabem, no reino dos leões quando há caça primeiro comem os leões com maior estatuto, depois as leoas e só no fim os leõzinhos, que muitas vezes só conseguem raspar os osso.

No meu caso foi ao contrário. Fez-se uma churrascada com um grupo de amigos e primeiro tratou-se de dar comida às crianças, enquanto alguns adultos os iam servindo e outros rondando a mesa, com ar esganado. Sim, eu.

Só quando os petizes se mostraram satisfeitos (e se estavam com fome, os cabrõezinhos) é que se levantaram e deram lugar aos adultos, sendo que alguns até já salivavam de fome. Sim, eu. O complicado é que a comida que sobrou se revelou insuficiente, pelo que passei o resto da tarde a olhar gulosamente para os putos mais anafados... E ainda têm a lata de dizer que nós é que somos a raça mais evoluída? Os leões é que a sabem toda!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Matemática sexy ou badalhoca?

Sabem quando é que a trigonometria consegue ser sexual? Quando as variáveis envolvidas são o cuseno e a hipotusa.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Abriguem-se, é um High Five!

Entre amigos, quando alguma coisa corre bem, é normal produzir-se uma demonstração de sucesso, desde o simples aperto de mão ou arquear de sobrancelhas até ao sexo tresloucado. Pronto, não tenho amigas que comemorem assim comigo, mas acho que perceberam a ideia.

Uma das demonstrações de cumplicidade mais comuns é o High Five, vulgo um amigo bater com a mão aberta na mão do outro amigo. O problema é quando o meu amigo highfiveano é a minha jove... é que, entre as muitas qualidades que ela tem, a coordenação motora não é uma delas. Sempre que fazemos algo que implica um High Five, tremo de medo. É que o máximo que até agora conseguimos foi um High Four, e estou a ser generoso. Nas restantes tentativas, já fui esbofeteado, arranhado e os meus óculos lançados ao chão, mais uma data de lesões que não quero aqui enumerar, tão dolorosas que são.

Resolvi ser honesto e dizer-lhe que, ou frequentava um PT de High Five ou não contava mais comigo para tal comemoração. Ela sugeriu que comecemos, em alternativa, a fazer o cumprimento com o punho fechado, à gang style. Temo pela minha vida...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Já não se pode brincar...

Há uns tempos atrás, num repasto de má memória, fiquei com um terço de frango preso na garganta. A custo lá o consegui tirar, graças a um sangue frio tremendo. A minha jove, por outro lado, entrou em pânico e desatou a correr à minha volta, como se fosse os outros dois terços do frango.

Desde então, ao mínimo sinal de dificuldade, ela relembra o sucedido e é mais forte do que ela, tenta fazer de tudo o que puder para me ajudar, mesmo que isso por vezes faça mais mal do que bem.

Sabendo disto,na semana passada, quando estávamos a comer uma sandocha na rua, virei-me para ela e disse:
- não quero que entres em pânico, mas preciso urgentemente de água.

Conhecem o Lucky Luke? Uma autêntica lesma se comparado com a velocidade com que ela despejou a mala e me entregou uma garrafa de água, enquanto gritava “mas estás bem, mas estás bem?!?”

Conhecem o Usain Bolt? Uma autêntica lesma, comparado comigo ao fugir dela, depois de lhe dizer “estou porreiro, tinha era uma sede do caraças”.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado