Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Protege-te, elefante cor de rosa!

Pronto, tira lá esse ar incrédulo, vou finalmente escrever sobre esse acontecimento traumático que atingiu Portugal recentemente e que se destacou como um dos eventos que marcaram 2016: o encerramento do Elefante Branco.
Para as sete pessoas que não conhecem este estabelecimento, posso dizer-vos que era uma instituição histórica, onde imperava o relacionamento humano e a troca de experiências, muitas vezes com uma elevada componente internacional, num contexto de fluxo monetário unidireccional. Isso, uma casa de prostitutas.

Com o encerramento deste estabelecimento, abre-se um buraco na noite lisboeta, um entre muitos que ficam sem preenchimento à vista.

Tratando-se de um estabelecimento histórico e que seguramente tinha o seu papel na economia e tradição, não se percebe o silêncio e inacção do Governo. Por que raio não foram tomadas medidas para dinamizar o negócio, quando se percebeu que algo ia mal? Se existe o cheque-dentista para fomentar a higiene dentária dos portugueses, porque não criar o cheque-queca, para permitir aos machos lusos o desanuviar hormonal e assim prevenir a violência doméstica? Até se podia criar uma rubrica no IRS onde se pudesse descontar as despesas neste estabelecimento, tudo em nome de defender uma instituição secular!

A própria religião ficou a perder, pois desde que o Elefante Branco fechou, a quantidade de “ai meu Deus” que deixou de ser proferida é impressionante! E nem me vou referir à questão ecológica, pois é sabido que o elefante é um animal em vias de extinção. Os albinos, então, contam-se pelos dedos de um pé!

De um ponto de vista meramente teórico e retórico, fica aqui lavrada a minha indignação!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Hooo! Hoooo! Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!


Perto do Natal, eis o diálogo que aconteceu numa Repartição Pública longe de ti:

Funcionário Público: Senha 2!
Pai Natal: Sou eu, sou eu! Bolas, quatro horas de espera, já me devem ter rebocado o trenó.
FP: Então o que é que o senhor deseja?
PN: Olhe, tenho uma série de assuntos para tratar.
FP: Ui, não sei se é este o guichet certo…
PN: Mas eu ainda nem disse os assuntos!
FP: Pois, mas disse “série”, vamos lá a ver se consigo tratar disso antes do almoço.
PN: Bem, queria renovar a minha carta de condução e pagar o Imposto de Circulação do trenó.
FP: Pois, logo vi, não é aqui.
PN: Então é onde? Eu tirei a senha do “diversos”!
FP: Sim, mas o senhor não tem assuntos diversos, tem assuntos concretos. E por acaso traz a documentação toda?
PN: Documentação? Mas qual documentação?
FP: Olhe, assim de repente, no que toca ao trenó, vai precisar do Registo de Propriedade, do Boletim de Veterinária actualizado, do certificado da Inspecção Obrigatória e de prova do pagamento do seguro.
PN: Mas eu nunca tive essas coisas!
FP: Então temos o caso mal parado, vai pagar coimas pelos anos em atraso.
PN: Então esqueça o trenó por enquanto. E a minha carta de condução?
FP: Vamos ver. Tem a sua identificação?
PN: Mas o senhor não sabe quem eu sou?!?
FP: Aqui todos os cidadãos são iguais perante a administração pública.
PN: Porque é que sorriu ao dizer isso?!?
FP: Por (hi hi hi) nada, por (hi hi hi) nada! Ouça, como estamos no Natal vou tentar ajudá-lo. Primeiro vamos preencher a papelada. Nome completo, por favor.
PN: Pai Patranha das Grandes Natal.
FP: E a filiação?
PN: A minha filiação? Mas eu sou o Pai Natal!
FP: Está bem, mas até esse teve de ter um pai e uma mãe, certo? Isso de geração espontânea já não acontece há mais de 2000 anos!
PN: Bem, há quem diga que a minha mãe foi a Coca-Cola…
FP: A Coca-Cola?!? Então e o pai, não me diga que é o Dr. Pepper!
PN: Eu sei lá quem é o pai! Olhe, meta incógnito!
FP: Muito bem. Residência?
PN: Eu sou um cidadão do mundo!
FP: Olhe que o último que disse isso não lhe correu muito bem a coisa. Mas não tem uma morada?
PN: Pronto, na Lapónia.
FP: E isso fica em que distrito?
PN: Na Finlândia, claro!
FP: Pois, mas nós aqui só tratamos de cartas nacionais, para internacionais tem de ir ao guichet… ups, hora de almoço! Adeusinho!
PN: Adeusinho o catano, eu exijo ser atendido!
FP: Pois, eu também exigi uma PS4 no último Natal e tive de me contentar com umas meias de xadrez. Fui.

Até sempre e um feliz Natal, amigos rafeirosos!
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Só me apetece uivar…

Trump foi eleito presidente dos EUA.

Hoje é só isto, pois para texto cómico / trágico / ficção científica / fantástico / terror / suspense / histórico é mais que suficiente.

Até sempre (que é capaz de ser breve),
Rafeiro Perfumado


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Deves ser coisa…

Quem é que nunca utilizou a expressão “deves ser bruxa”, quando se depara com uma situação em que aparentemente alguém adivinhou o desenrolar de um acontecimento?

Antes que digas “eu, eu, eu!” todo feliz, deixa-me dizer-te que esta expressão é parva. Que eu saiba ser bruxa tem conotações com feitiços, verrugas no nariz, gatos pretos e vassouras, não com dons premonitórios. Em todos os filmes e bandas desenhadas que vi (e se foram muitos), as bruxas limitam-se a ver o que está a acontecer num qualquer local, graças a uma bola de cristal ou um caldeirão seboso, mas não o que vai acontecer. Aliás, se as bruxas fossem capazes de prever o futuro, todas andariam revestidas a amianto, pois ficariam a saber que o seu destino era uma fogueira.

Essa malta que aparentemente adivinha o que vai acontecer denomina-se de oráculo, adivinho, cartomante e outras denominações trafulhas, mas não bruxas, entendido?

Dito isto, mais uma vez, vamos lá a actualizar esse reportório de expressões populares, sob pena de quando disseres a alguém “deves ser bruxa” receberes como resposta “e tu deves ser parvo, por não te instruíres no blog do rafeiro”. Até parece que já estou a ver isso acontecer e tudo…
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esfrega-me com jeitinho!

Apesar de me considerar um tipo com bastante experiência de vida, há algumas facetas desta que ainda me escapam, umas por falta de tempo, outras por falta de dinheiro, outras ainda por falta de vontade.

Dentro destas existe uma sobre a qual sempre ouvi dizer maravilhas, desde que bem executada. Antes que a vossa imaginação doentia vos leve para sítios menos próprios, estou a referir-me às massagens. Com efeito, nunca fui massajado à séria, isto se não contabilizarmos as horas de ponta no metro.

Já por diversas vezes estive tentado a experimentar essa cena, mas confesso que me causa alguma impressão deixar alguém estranho esfregar-me o corpo nu, especialmente se não tiver estado com essa pessoa diante de um padre. Ok, a imagem não é a melhor, mas acho que dá para perceber.

Mas aprofundemos mais esta parte. Por um lado, a massagem ser dada por um homem. Bem sei que é um serviço profissional, mas mesmo assim… e se aquilo lá em baixo mexe? Terá sido pelo prazer da massagem ou o início do ruir de toda uma vida dedicada à heterossexualidade?

Imaginemos agora a massagem ser dada por uma mulher. Como fazer para aquilo lá em baixo não mexer e causar o efeito “tenda de campismo”? Isto significa que, independentemente do sexo do autor da massagem, eu me encontraria num tal nível de stress que a mesma poderia ser contraproducente!

Por outro lado, as ofertas existentes. Há massagens para todos os gostos e feitios, tanto em termos de localização como de tempo. É aí que surge a minha outra dúvida. Imaginemos que a massagem é por área, digamos as pernas. Vão-me dizer que cobram a mesma coisa a um jogador de basquet e ao Tyrion, da Guerra dos Tronos? E quando contratamos 30 minutos de massagem, existe um alarme que acaba com a actividade, mesmo que nessa altura é que estivesse a começar a ficar interessante? Seria mais justo as casas de massagens terem nos seus quadros engenheiros, que conseguissem calcular a área do corpo e assim fazer uma estimativa real do custo da massagem a cada zona, de outra forma acho que corremos o risco de ser enganados!
 
É por causa deste mar de dúvidas que continuo ignorante relativamente a este tema, ainda mais porque a minha jove não me deixa experimentar umas casas de massagens tailandesas que vi anunciadas no jornal. É uma xenófoba, é o que é…
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E a peidola, não querem?

Não há almoços grátis, costuma dizer-se. Por acaso em casa dos meus pais tenho conseguido alguns, mas apenas porque consigo correr mais do que eles. Introduções parvas à parte, cedo se soube que a não aplicação de multas /sanções a Portugal não seria inocente, sendo que teriam de ser tomadas medidas adicionais para diminuir o fosso entre as receitas e despesas do Estado.

Como mexer na despesa é chato, pois transtornaria poderes instituídos, era mais do que óbvio que novas e engenhosas formas de gerar receita estariam para breve. Mesmo tendo em conta a imaginação prodigiosa que esta malta já provou ter, confesso que ligar o IMI a cobrar a factores como a vista e a exposição solar conseguiu surpreender-me. Ou isto significa que a malta tem toda de viver em caves ou então é das medidas de roubo mais descaradas que já vi. Consigo imaginar no futuro diálogos como este:
Fiscal: À conta da vista fabulosa que tem o seu IMI vai subir e subir!
Morador: Mas porquê? Eu moro no rés-do-chão, só tenho boa vista quando a vizinha da frente se esquece de correr as cortinas!
Fiscal: Desculpe mas eu subi ao telhado do prédio e de lá consigo ver o Palácio da Pena!
Morador: Mas isso fica a quilómetros daqui e só se vê quando não está enevoado!
Fiscal: É a sua sorte, ou então com a exposição solar ainda pagava mais!

Mas se a moda agora é taxar as pessoas por motivos parvos, deixo aqui mais algumas sugestões:
Imposto de consumo de oxigénio para os baixinhos. É sabido que o oxigénio, aumentando a altitude, fica mais rarefeito, sendo apenas justo que quem anda mais rente ao chão pague mais.

Obrigatoriedade de passar protector solar nas casas todos os verões. Casas que sejam apanhadas com escaldões poderão ser retiradas aos donos, por sofrerem de maus tratos.

Aumento da taxa de IRS sobre pessoas do signo caranguejo, balança e leão. Porque sim.

Substituição do termo “chaço velho” por “antiguidade”, com o correspondente aumento de Imposto Automóvel.

Taxa sobre os animais domésticos, onde se incluem cães, gatos, peixinhos, baratas, formigas, ácaros e demais organismos pluricelulares.

Imposto sobre os não fumadores, pelo facto de estarem a sonegar receitas ao Sistema Nacional de Saúde.

Taxa sobre os peidos enviados para a atmosfera, por estarem a contribuir para o aquecimento global e a consumirem os créditos de Portugal de emissão de CO2. Para esse efeito será instalado um contador aerofágico em cada peidola dos contribuintes portugueses.

Taxa por ver televisão. Espera, esta é estúpida mas já existe…

Taxa de Imortalidade, a cobrar quando alguém excede o tempo médio de vida, uma vez que está descaradamente a roubar a Segurança Social. A única forma de evitar esta taxa será apresentar-se num centro da Segurança Social para ser sumariamente abatido.

10º Taxa de veraneio, com especial incidência no pessoal que vai para a praia. Se as casas pagam mais IMI pela vista e exposição solar, o mesmo deverá suceder às pessoas quando vão de férias para locais idílicos e soalheiros.
 
11º Imposto sobre a chuva que apanhamos. Uma vez que a água é um bem precioso, os contribuintes deverão pagar por cada pingo, uma vez que os poderão beber ou usá-los para se lavarem.

Fico-me por aqui, não vá alguma destas imbecilidades ser aproveitada, o que sinceramente não me admiraria.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
 
PS: Os invisuais e o pessoal com miopia têm uma redução no IMI? Afinal de contas não se conseguem aproveitar tanto da vista…

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Nem o dilúvio safa esta...

AVISO
A leitura deste texto pode provocar desidratação severa

Era uma casa tão rica, mas tão rica que os insectos não se chamavam baratas, mas dispendiosas.

Até sempre (duvido),
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A evolução dos tempos. Ou talvez não…

38628 AC, pela tardinha

Um grupo de caçadores afia as suas lanças, preparando-se para a caça ao mamute. Os anciões da tribo olham para eles, apreensivos, pois sabem que do sucesso da caçada poderá depender a sobrevivência de todos.

Já no terreno de caça, recorrem aos ensinamentos ancestrais, aprimorados ao longo de gerações. Descobrem o rasto do animal, procurando conduzi-lo para um local onde o possam encurralar e assim mais facilmente abater. Têm de agir como uma matilha, não apenas para aumentarem as hipóteses de sucesso como por uma questão de sobrevivência. Num ambiente tão hostil o caçador rapidamente se transforma em caça. Que o diga o Neandertas da Silva, que na semana anterior tinha sido abocanhado por um tigre dentes de sabre, apenas por se ter afastado do grupo para poder… bem, não interessa porquê.

Quando finalmente encurralam o mamute, crivam-no de lanças, enquanto urram de prazer, numa demonstração pura de adrenalina e selvajaria. Chegados ao acampamento exibem com orgulho o produto da caçada, sabendo que os que mostraram mais coragem seguramente serão recompensados pelas fêmeas do grupo, num recanto mais escuro da caverna.

2016 DC, 18:07

Um grupo de nerds verifica a bateria dos seus smartphones, preparando-se para a caça ao Pokémon. Os idosos que se entretêm a jogar à bisca olham-nos com receio, sabendo que será do trabalho daquela malta que terá de vir o dinheiro para as suas reformas.

Já no terreno de caça recorrem às dicas sacadas do Google e em fóruns dedicados ao jogo. De repente a excitação apodera-se de todos: há um pikachu verde escarlate a apenas 752 metros dali! Com os olhos colados ao visor do smartphone, precipitam-se na direcção correcta, nem se apercebendo que dois deles tinham caído por uma tampa de esgoto. Ah, a emoção da caçada! Estão agora a 237 metros do prémio! Aceleram, todos querendo ser o primeiro a capturar a presa. Vem um autocarro que ceifa mais uns quantos, mas o que importa isso? Um pikachu verde escarlate vale bem o risco!

Depois de invadirem a casa de uma velhota, que rachou a cabeça a mais dois deles e se prepara para violar um terceiro, ei-los na presença do Pokémon: toca a mandar-lhe bolas virtuais, têm de o capturar a todo o custo!

Ah, que sensação tremenda de consagração, de realização! Mal podem esperar para colocar o feito no Facebook, para que todos possam saber o quão audaz foram! Sexo é que não deverão ter, que isto é malta que apenas deve ligar ao virtual…
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A televisão já não é o que era

A estratégia de comunicação das operadoras de televisão deixa-me, no mínimo, perplexo. Como se não bastasse a MEO dizer que tem o melhor do mundo (update alert, o Messi é que detém actualmente esse título), ainda mete o rapazola a dizer que neste europeu temos de ser os melhores do mundo.

Certamente contagiada por esta linha de pensamento, temos outra operadora que nem no nome consegue acertar, a NOS. Não me venham cá dizer que aquilo se diz NÓS, ou metem um acento ou então é NUS, mesmo.

Como se isso não bastasse, agora lançaram uma nova plataforma de televisão, a UMA. Mas o que se passa, decidiram poupar dinheiro com a malta que pensa nos nomes? Isto é nome que se arranje, pá?!? Já estou mesmo a ver certos diálogos:
Tipo 1 - Ouve lá, que televisão é que tens?
Tipo 2 - UMA.
Tipo 1 - Pronto, és pobrezinho, eu sei, mas eu perguntei é que operadora tens.
Tipo 2 - NÓS.
Tipo 1 - Eu perguntei-te a ti, pá, respondo que depois digo-te o meu.
Tipo 2 - Ai tu és da MEO?

Por fim, o anúncio que esta nova plataforma, a UMA, responde à voz do dono, que o ouve e reconhece as suas preferências. Já estou mesmo a ver a televisão do meu vizinho gritar, logo que ele entre em casa:
-Então, já chegaste? Jantas primeiro ou meto já no canal das gaijas boas?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado