Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Pela democratização da Santidade!

Eis-nos novamente na época dos Santos Populares. Confesso que é um tema que me traz muitas dúvidas, mas tantas que se tornaria fastidioso enumerá-las. Vou tentar focar-me apenas nas que me causam urticária:

1º O sexismo da coisa. Porque razão são “os Santos Populares” e não “as Santas Populares”? Bem sei que a posição da Igreja relativamente às mulheres é bastante depreciativa, mas esta é uma festa de cariz popular, razão pela qual deveria haver mais democracia na atribuição do carácter popularucho. Ou vão dizer-me que Santa Bárbara, Santa Agostinha ou Santa Etelvina não têm um lugarzinho nas vossas preces? Para quem não saiba Santa Etelvina é a padroeira das unhacas encravadas…

2º Tradições associadas. Mas quem é que elegeu a sardinha como alimento oficial destas festas? Houve alguma votação da qual não me informaram? E o manjerico? Quem fez dele a estrela floral desta época? Será que é a planta com mais tolerância a rimas foleiras? E nem vou falar das “pancadinhas” que se dão na cabeça com martelos, alhos porros e afins, pois seguramente iria acabar por descobrir conotações sexuais.

3º O termo popular. Se Santo António, São Pedro e São João são considerados populares, por onde andarão os impopulares? Escondidos em becos escuros, onde apenas alguns fãs incondicionais mantêm viva a tradição? Até já estou a ver as marchas desses santos:

Santa Sífilis já me apanhou
São Escorbuto está-me a matar
São Tesão, São Tesão, São Tesão
Dá cá uma transfusão
Para eu arribaaaaaaaaar!

E dito isto vou-me juntar aos festejos dos Santos Impopulares, servir-me de um belo refogado de iscas com brócolos, acompanhado com um belo copo de óleo de fígado de bacalhau!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dúvidas que me causam caspa

É possível substituir os analgésicos por atacadores? E porque é que existem analgésicos que são tomados por via oral?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Estás kota, rafeiro...

O Rafeiro Perfumado faz hoje dez anos. Em tempo de cão, seguramente que entrou na fase da incontinência urinária, uma ou outra falha sexual e muita vontade de escrever cartas de reclamação.

Por outro lado, o tempo de abate ainda vem longe, pelo que continuará a uivar por aqui, com uma periodicidade quase errática. Quero agradecer a todos os indefectíveis que me continuam a visitar e também aos defectíveis, mesmo esta palavra representando bem o que penso deles.

A todos os que por aqui passam, ruidosa ou silenciosamente, saibam que serão sempre bem vindos. Para vocês o meu mais sonoro e caloroso RAUF!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Trolha's soul is alive!

Bem sei que agora as bocas dos trolhas podem ser alvo de processo criminal, mas frases como esta vão deixar saudades:

"Ó preciosa, queres ser a areia da minha ampulheta, para escorreres por mim abaixo e eu te dar a volta sempre que quiser?"

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de março de 2016

Eu bem tento...

Há uns tempos disseram-me que para ajuizar melhor as pessoas deveria colocar-me no lugar delas. Juro que tenho tentado, mas é raro elas não reclamarem quando as empurro.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Está parado ou a galopar?

Acho piada à expressão financeira “crédito mal-parado”. Eu imagino imediatamente financiamento para comprar carro estacionado em segunda fila. Mas claro, isto sou eu que tenho uma imaginação estranha, estou certo que quem criou esta expressão ponderou com cuidado o significado da mesma. E sim, estou a ser irónico.

Se querem com isto dizer que é um crédito que dificilmente vai ser recuperado, não seria melhor chamar-lhe “Crédito a fugir a toda a velocidade” ou “crédito a cheirar mal”?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vai uma aspiradela?

Neste blog costumo falar sobre assuntos no qual fui protagonista ou acontecimentos que me captaram a atenção, fosse por que motivo fosse. Esta introdução serve para deixar bem claro que o tema de hoje se enquadra na segunda categoria, ok?!?

Um tipo foi condenado na Arábia Saudita a 1000 vergastadas pelo facto de ter feito sexo com um aspirador. Dito isto, vou dar-vos uns segundos para dissiparem da cabeça todas as imagens que se formaram. Já está? Bem, isto levanta toda uma série de questões, condimentadas pelo pormenor de ter sido a mulher a denunciá-lo.

Esta parte para mim é confusa, pois uma vez que a maioria das sauditas são domésticas, o aspirador até poderia ser considerado uma extensão dela própria. Mas seguramente não perdoou o facto do marido ter preferido algo que nunca está com dor de cabeça, nunca finge e avisa quando está cheio.

Mas, partindo do princípio que o sexo foi consensual, qual é o problema destes falsos moralistas? Se fosse com o aspirador da vizinha, compreendo que seria problemático, mas com o próprio aspirador? Um tipo compra um aspirador e tem todo o direito a fazer com ele o que quiser, desde levá-lo a passear, dar-lhe uma trancada ou, em casos mais raros, aspirar!

E, se querem a minha opinião, isto é um rude golpe na luta pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita! Seguramente que uma das grandes ambições das locais é que os maridos também contribuam nas tarefas domésticas, certo? Dito isto, como é possível mandar prender e açoitar o primeiro homem que quando lhe pedem para ir aspirar a casa o faz com todo o prazer?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Queria cof-cof um cof-cof cigarro!

A Tabaqueira vai  mudar o nome dos cigarros SG Filtro para SG Ventil Regular Size Soft. Gostava de conhecer o génio do Marketing responsável por esta alteração. O nome é tão comprido que se o comprador tiver problemas respiratórios é capaz de ficar sem fôlego a meio do pedido.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mas que cambada

O ser humano gosta de ser complicado. Na sua busca pela sofisticação, tenta introduzir diversidade em temas que, sinceramente, deveriam era ser simplificados.

O nome que se dá aos agrupamentos de animais, por exemplo. Existem manadas, alcateias, bandos, cardumes, varas e mais não sei o quê. Então mas não era mais simples dizer “conjunto de bichos X”, ou em alternativa ser tudo terminado em “ada”, com o nome do bicho no início?

Teríamos as vacadas, as peixadas, as avestruzadas, as cagadas (não sejam maldosos, é um conjunto de cagarras) e por aí adiante! Se por acaso existisse um grupo de animais de espécies diferentes, nada mais simples, era uma molhada (não confundir com uma mistura de molhos). Digam lá se não se complica desnecessariamente?

Até sempre,
Rafeirada Perfumada