Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Há que inovar!

Após 15 anos de casamento, eu e a minha jove decidimos experimentar uma posição nova na cama. Ela passou para o lado direito e eu para o lado esquerdo. Não foi mau...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Está o quê?

Quando um fio eléctrico tem o metal à mostra, porque é que se diz que está descarnado? Não se deveria dizer que está despevecizado?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tira-me isso da boca, pá!

Quem me conhece sabe que neste blog mora um espécime do mais valente que há, com características por demais suficientes para o elevarem à categoria de herói da pátria e arredores.

Mas, tal como todos os heróis, tenho um ou mesmo muitos pontos fracos. Hoje vou falar-vos do pior, a ida ao dentista. Esta fobia começou ainda eu era um cachorrinho, à conta de um charlatão que devia ter tirado o curso na mesma escola onde o Fábio Coentrão arranjou a carta. O terror começava na porcaria da sala de espera, que deixava ouvir aqueles zumbidos das brocas e os gritos alucinantes dos pacientes que nos precediam, tornando o aproximar da hora da consulta uma autêntica caminhada para o cadafalso. Já lá dentro, o pavor e o estrebuchar era tanto que o meu pai tinha de se sentar na cadeira do dentista, colocando-me então no seu colo e envolvendo-me com os seus braços. A coisa até funcionou bem, até ao dia em que o “dentista” resolveu dar-me uma injecção num abcesso. Bom, os meus braços estavam amarrados, mas as pernas não. Levou com um tal pontapé na barriga que ainda hoje deve exibir a marca aos amigos, se é que aquele animal tem algum. Cabrão…

Durante muito tempo andei afastado dessa gente, até que cheguei a uma encruzilhada da vida: ou ganhava coragem para voltar a ter uma consulta ou arriscava-me a passar por primo do emplastro. Em boa hora optei pela primeira opção, pois calhou-me um autêntico cavalheiro dental, com tanto de dentista como de psicólogo. Depois de ouvir as minhas anteriores experiências, tranquilizou-me, dizendo que agora a profissão estava mais evoluída, e mais não sei o quê. Sei que com tanta conversa, quando dei por ela já tinha a broca cá dentro e, diga-se em abono da verdade, não custou muito.

Como não há jeitosa sem celulite, este meu novo dentista tem um problema: é que o tipo gosta mesmo de conversar! Tanto que, mesmo tendo os dois braços enterrados até aos cotovelos na minha boca, por vezes faz pausas para que eu lhe responda! Lá me sai um MENHUFEME-BELHOCATXE, que aparentemente o satisfaz, pois abana a cabeça e lá retoma o trabalho. Em todo o caso, à cautela, estou a pensar seriamente em aprender linguagem gestual só para poder manter uma conversa inteligível com o senhor, não vá um dia ele compreender mal os meus grunhidos e lá vem a broca sem anestesia!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Até voavam!

Se há coisa que me chateia profundamente é estar num qualquer espaço e começarem a pedir, através da instalação sonora, que o proprietário de determinada viatura se dirija para junto da mesma. Quer dizer, não é propriamente a chamada que me chateia, mas o borrifanço de quem é chamado, denunciado pela repetição exaustiva do pedido, deixando perceber que mesmo que o seu carro esteja a bloquear a saída ou em cima de uma grávida, não será tão importante como cuscar as novidades na sua loja preferida.

Já eu, mesmo quando anunciam um carro diferente do meu, só descanso quando ouço a matrícula, não vá o speaker de serviço ser tão nabo como eu a reconhecer marcas de carros. Nunca fui chamado e, confesso, sinto uma certa desilusão por isso. Sempre me imaginei a ouvir a matrícula do meu carro, sair disparado enquanto gritava “é o meu, é o meu”, podendo depois receber os elogios de quem me tinha chamado, quer pela velocidade de resposta quer pelo estilo do mergulho com que chegaria ao carro.

Mas lá está, cidadãos fofinhos e cumpridores como eu há poucos, pelo que a situação normal é mesmo a repetição ad eternum dos pedidos. Adianto então alguns formatos de anúncio que, na minha modesta opinião, contribuiriam para apressar os visados:
- Atenção, pede-se ao proprietário da viatura com a matrícula 69-69-FD que se desloque até ao pé da mesma. E deixe que lhe diga que o carro nunca fez tanta justiça à matrícula
- Atenção, pede-se ao proprietário da viatura com a matrícula 38-PU-43 que se dirija à mesma. Ah, traga um extintor…
- Atenção, pede-se ao proprietário da viatura com a matrícula 71-TU-qualquer coisa que já não se lê bem que se desloque até ao pé da mesma. Tem o seguro em dia, espero.
- Atenção, pede-se ao proprietário da viatura com a matrícula 28-EU-19 que se desloque até ao pé da mesma. Despache-se, pois a criança que está lá dentro a bater furiosamente nos vidros parece estar a ficar sem ar…
- Atenção, pede-se ao proprietário da viatura com a matrícula 14-RE-18 e um autocolante “Viatura Oficial da Troika” no vidro traseiro que se desloque até ao pé da mesma, devido ao grande ajuntamento de pessoas que está a provocar.

Garanto que seria fácil identificar os donos das viaturas e que chegariam rapidamente ao seu destino!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não se ter transformado numa fracção foi uma sorte!

Um tipo estava tão, mas tão bêbedo, que quando lhe pediram para fazer o quatro deu um tal trambolhão que ficou feito num oito.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado