Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ai Camões, Camões...


Orçamento é mão que rouba sem se ver
É gatunagem que rói e não se sente
É uma pilhagem recorrente
É dor que desatina até poder

É um não querer mais que sorver
É autoridade de sacar a toda a gente
É nunca contentar-se de demente
É cuidar que ganha em nos perder

É ter de estar preso contra vontade
É servir a quem vence, o governador
É ter com quem nos mata lealdade

Mas como aguentar tanto favor
Mantendo nos corações humanos serenidade
Se tão contrário a nós é este pavor?

Até sempre,
Rafeiro Vaz Perfumado

57 comentários:

Pedro Pisco disse...

Bem.... Desconhecia esta veia poética! Fantástico. Parabéns.

MRPereira disse...

Rafeiro, andas a ver o dicionário das palavras difíceis... Andas andas... És como a outra, que tem um calendário com uma palavra difícil por dia?

Aquele abraço

Louise disse...

Gostei bastante, mas permite-me que discorde de "É gatunagem que rói e não se sente"... é que se sente e bem.

Tulipa Negra disse...

Muito bom, temos poeta canino!
Mas nem é preciso alterar os textos originais (ou como não mudou nada em 500 anos):

97
- "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

Os Lusíadas, Canto IV, 97

:) Um beijinho (é preciso começar já a poupar!)

Kapikua disse...

bem urdido, sim senhor!

grande abraço

Marta disse...

Vou cantarolar o dia inteiro....e de mão ao peito.

Bjs

Janita disse...

Olá Perfumado.
Estou que nem posso, com tanta admiração pelo teu talento "Camoniano". Temos Poeta!!

" Não cometera o moço miserando
O carro alto do pai, nem o ar vazio.
O grande arquitector co filho, dando,
Um, nome ao mar,e o outo, fama ao rio.
Nenhum cometimento alto e nefando
Por fogo,ferro,água, calma e frio,
Deixa intentado a humana geração.
Mísera sorte! Estranha condição!"

Canto IV
--------------
Beijos

Dragão Azul disse...

Depois deste poemas acredito que estas mesmo a precisar de férias... não é normal escrevesres desta maneira qualquer dia arriscar a ganhar o premio Nobel da Literatura...

Só não percebo é que se fosse hoje as eleições o Socrates era bem capas de ganhar e nimguem admite que vota nele... não te queres candidatar a 1º Ministro só para que o gajo perca....

Sandra. disse...

:))

CLAP CLAP CLAP AGAIN!!

Mas em todo o caso, deixa me adivinhar: FALHAS TE A MEDICAÇÃO???

besuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus

Louco disse...

Muito bom!
mas tenho que concordar com o Louise "Sente e bem!"

Textículos disse...

Brilhante!!

Falta a pala no olho! :)

Cat disse...

Muito bom!

E ainda nos arriscamos todos a acabar como Luis Vaz, esfomeados perante a soberba do rei.

beijos, Rafeiro

the big fox disse...

estou curioso de ver o cap. 9º...
o tal das musas e não sei mais o quê...estou mesmo desconfiado que deixará um tal de Sá Leão um pouquito corado...
brilhante amigo, brilhante
abraço e conta comigo para lhes dar

Belinha disse...

Temos poeta! :)
Está fabuloso o poema.

Ventania disse...

Genial, caro Rafeiro.

Vício disse...

se não tiveres um termómetro em casa fala com a tua jove que acredito que ela consiga um lá no trabalho dela, ok?

POESIA??????

BS of Life disse...

Rafeiro, o poema está óptimo, mas infelizmente não te sei responder à questão...

Vani disse...

UOOOOOOOOOOOOOH! LOOOOOOOOOOOOOOL djimais, amigo, djimais...


clap clap!

Rascunhos disse...

Rafeiro este tá demais mesmo. ÉS GRANDE !!!!!!!!!!!!!!!!!

Vou partilhar no meu Face.

Isto tem que chegar à AR eheheheheh

Caia disse...

UAUUUUUUU, temos poeta! :D

Maria disse...

Giro! :) Estou a ver que temos hábitos semelhantes. Outro dia depois de ouvir um político a falar dou por mim a cantar alto o fado Povo que Lavas no rio, desta forma:

Povo que levas no rego, que talhas com teu machado...e fui por ai fora... ehehhe

Peter of Pan disse...

Pá, isto poderia perfeitamente iniciar um XI canto d'Os Lusíadas. Parabéns rafeiros!

Manuela disse...

Rafeirinho, é um deleite ler a tua caixa de comentários. Que tu eras poeta, já eu sabia - vide o post anterior. Agora, já viste as veias poéticas que despoletaste?
Qulquer dia publicas um livro só dos comentários, aos teus posts ;)
Vou mandar o pau... vá... toca a correr até lá ao fundo, para o trazeres de volta.

Mirian Martin disse...

Ah! Mas este vai o texto e o link para os meus amigos pessoais! Muito bom! :)

Só sedas disse...

Oh rafeiro! Que bela veia poética que nos apresentaste! Lol beijinho

Luis Bento disse...

Brilhante! Quer dizer...brilhante o teu texto...já a situação...

TM disse...

Ao ler isto deu-me uma vontade súbita de deixar o Sócrates zarolho... porque será?

paulofski disse...

Temos poeta, é?!
Na escola costumávamos dizer que o Camões perdeu um olho por uns tostões, e a esta altura do campeonato nem eu sei como ainda tenho os meus três olhos. Enquanto alguns se piram de malas recheadas para os paraísos fiscais das offshores dos amores, o povo fica por cá a ser atormentado contra este Adamastor orçamental.

MM disse...

Muito bom! Desconhecia este teu lado sensível e dado à arte de escrever em verso.

Parabéns! Está excelente!

Beijocas!

Teté disse...

Muito bom! Inspirado no Camões, mas mesmo assim um belo poema. Actual e contemporâneo, ainda por cima! :)

Beijocas!

AEnima disse...

A crise e' tanta que ja te estas a expandir para outros ramos da literatura? Nao va o diabo tece-las... Bem pensado!

turbolenta disse...

Depois disto fico à espera do próximo livro: de poesia, claro!
Lindo!
Não te conhecia esta veia poética tão grande.
Mas lendo alguns dos comentários até acho que afinal há muitos Camões por este país fora.
lol lol
beijos

BlueVelvet disse...

Tadinho do Camões que deve estar às voltas no túmulo como eu estou na cadeira mas a rir que nem uma perdida.
Continuas o máximo:)
Festinhas

Quando e como eu quiser disse...

Muito bom este poema. Devia ser publicado no Diário da República.

Maria Santos disse...

Famoso e poeta... andas inspirado... ou a snifar muito incenso de ópio!!! Tu cuida-te, miudo... Começo a ficar preocupada contigo!

Speedy disse...

estou como os restantes comentadores... preocupado contigo. É sabido que os artistas normalmente não têm um final feliz...

Deixo-te o número do SOS Voz Amiga (21 354 45 45), just in case :D

cassamia zaratustra das metamorfoses disse...

ah poeta!!!!!!

mai nada ;)

Pepper disse...

Ai!Camões, Camões!
Caíste da janela e esfolaste os colhões!

Dono das galinhas disse...

Digas tu o que disseres suspeito que passaste "aos caixotes" e deste por ti completamente pedrado.
Sim, porque engendrares uma coisa destas antes das 9H da manhã não é normal.
Isto sem pôr em dúvida a tua capacidade intelectual, evidentemente!
Mas "prontes"!!
Gostei e sugiro que componhas uma música para o dito!
Pensa: juntar uns quantos gaijos, rafeiros e outros, para irem cantar à assembleia da república.
(eu sei tocar ferrinhos).

1 Abraço pah!

Dono das galinhas disse...

* ... passaste a noite "aos caixotes"...

Este meu teclado cada vez mais escreve o que lhe dá na bolha e não o que eu quero.

Se não fosse um novo custar €uros...

Bernardo Moura disse...

E que pavor!

Abraço

Sun Iou Miou disse...

Já estava todo escrito. Só era preciso fazer a actualização. Infelizmente, devo dizer, fantástico!

Abracinho!

Pedra Filosofal disse...

subscrevo, na íntegra, parte do comentário do Vício. Aquela que diz apenas: POESIA??????

Joaninha disse...

Poeta!

beijo

Custódia C.C. disse...

Eis a crise a soltar o que de melhor há em nós, até a veia poética.
Fez-me sorrir este post.
Obrigado:)

aespumadosdias disse...

Vamos lá ver se o "date" amanhã vai ou não correr mal.

CatJG disse...

Bem, parabéns...
ainda nao tinha visto o teu blog, mas hoje falei mais ou menos do mesmo...
realmente grande poema :-)

Felina disse...

Estás a ficar muito mole, em vez de lhes soltares os cães, cantas lhes poesia?

Táxi Pluvioso disse...

E, como dizia o Camões, vou além da Taprobana e já volto. bfds

Sérgio Pontes disse...

Adorei, tens mesmo jeito =)

Libélula Purpurina disse...

Boa! :)

Sandra disse...

ó meu lindo rafeirito
Que inspiração te deu
é o que eu tenho dito
algum bicho te mordeu

Quanto ao nosso Orçamento
Para sempre maldito seja
Com a aprovação do Parlamento
Vou já rezar para a Igreja

é só corte e mais corte
Aumentos só de despesas
A populaça tem de ser forte
Para aguentar esta tristeza

E a malta lá do parlamento
Que nos anda a enganar
Nas suas despesas só menos 4%
Isso é que é saber mamar

Pelo menos foram uns queridos
O vinho manteve-se igual
Vamos juntar os amigos
E apanhar uma carraspana monumental

bjs
sandrablogwithaview

Kássia Kiss disse...

Muito bom! Vou recomendar!

MZ disse...

O orçamento tem provocado emoções fortes. Mas poesia... confesso que foi uma grande surpresa :)

Esse Rafeiro Vaz P. é teu primo poeta?
:))))

★★ GIZA ★★ disse...

OLA
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AmSilva® disse...

Há poeta !!!!!
Com tanta verdade aí nesse poema ainda vais ser processado pelo Sócras!!!

Abraço

Ti Coelha disse...

Bonito. Gostei. ;)