Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os comandos humanos

Se pensasses mais e parvasses menos, o mundo seria melhor.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

53 comentários:

Anjo De Cor disse...

Eu não tenho filhos por opção, e ouço imensas "boquinhas" pela opção que tomei... chego a conclusão que muitos optarão ter filhos porque os amigos tb tinham ou porque os avos queriam, ou porque todo mundo tem mas quando estão metidos nela se pudessem alguns devolviam a criança... vê-se cada coisa mais triste desde o tratamento e educação que dão aos filhos até outro tipo de coisas mais pequenas...

Bjs*

ADLuxor disse...

Ahahahah é bom não ter filhos desses XD. Desde que sejam calmos e não chateiem muito mas isso é dificil. Já tenho de aturar os meus primos e de certo que passado 30 mins com alguns deles já estou a pensar: "era tão bom eu ter ido para aqui ou para acolá!"

Abraço!

PS: Acho que só escrevo o meu blog para ti Ahahahahahahhaahahh!!!

Rui Pascoal disse...

Essa do bom senso é gira… (onde é que eu arranjo um aparelho desses?)
faz-me lembrar a outra...
:)

Me,myself & I! disse...

Se eu te dissesse o quanto adoro o teu blog...
Quanto às crianças,quando tiveres filhos (não faças um como eu aos 17!) mete-lhe medo com esta frase:
-Queres que eu te devolva à fábrica dos bebés,queres?
Resulta tão,mas TÃO bem...

lisbon new-yorker disse...

e quando estás num restaurante e uma criancinha berra do inicio ao final da refeição?? venham os comandos!(muitos e com muitos botões!)

the big fox disse...

meu amigo, vai por mim que não te engano e tenho experiencia na materia, a mim só me preocupa quando eles estão quietos e/ou calados...
miudo que é muido tem de fazer barulho, mexer, correr...
nem que seja para chatear o tipo que está ao lado...
abraço

Janita disse...

Ufa!...Cheguei ao fim...

Rafeirito do meu coração: ganda pedalada para início de semana! Quisera eu sentir-me assim.

Como sou tua amiga, não vou aqui fazer um reparo....mas...
...será que andas a comer queijo a mais? Esqueces o que escreves em posts que ficam lá pra trás?))
Pois! Adiante...

Apesar de não ser apologista da educação via porrada, talvez por não ter sido educada assim nem ter educado, cá pra mim uma palmadita na nalguita na hora H, é o melhor remédio pra travar os ímpetos dos meninos hiperactivos...se calhar nas outras situações que referes...também!
Agora vou à vida.
Xis muitos

Mie disse...

A culpa e dos nomes que dao aos miudos, ja viste bem? Etelvino, jacinto? Nem eu lhes dava ouvidos ...ahahha
Agora a serio, um abrir de olhos na altura certa faz milagres, nem tenho que elevar a voz.
Beijinho.

tronxa disse...

e a mae nao ter dito "menos, menos" e a enfiar-lhe ritalina pelo bucho, ja foi uma sorte, rafeiro!

imagina eu, com 3 filhos, na rua a ter de os andar a chamar por andarem tresmalhados...

posso assegurar-te que educar dá uma trabalheira dos diabos, mas nunca na vida me arrependi de os ter tido e sempre me orgulhei do trabalho que tive com eles e nos putos que se tornaram!

a verdade é que há muita gente que quer ter filhos e depois acha que eles se educam sozinhos... que so é preciso dar comida, dar roupa, dar brinquedos, enfim... DAR!

é bem mais facil te-los desta maneira (se nao nos importarmos de andar com uns selvagens a chatearem toda a gente), pois nao tens de te irritar, nem de zangar, nem de explicar coisissima nenhuma...

eu nao sei ser assim, nem com os filhos nem com a vida. pode dar mais trabalho, mas prefiro viver tudo em pleno!

bjnhssssss raf de boa semana!

Bxana disse...

Há uma criancinha, e sua respectiva mamã, que vão no mesmo autocarro que eu, todas as manhãs.
A criança canta o percurso todo - e são ainda uns 40 minutos.
E, sendo uma criança, não "canta", grita.

Todos nós temos medo do miúdo. Há pessoas a mudar de lugar quando se aparecebem que o puto e a mamã se vão sentar nos bancos em frente. Eu inclusive.

Pelo que concluo que um dia tenho ganhar coragem de gritar ao ouvido da mamã, dado que também "grito mal", e aposto que ela não vai gostar. Porque o desgraçado do puto, evidentemente, não tem culpa, aposto que até é encorajado: "Canta lá aquela do sapo e do porco, filho!"
Urgh...

Tulipa Negra disse...

Esta história lembrou-me uma situação que se passou comigo há uns anos, no Natal. O filho de um primo devia ter uns 4 anos e estava, naturalmente, a ser insuportável (os putos cansam-se das festas ao fim de um tempo, parece que é normal). Até que me fartei de ouvir o pai, meu primo, dizer-lhe "isso não se faz" com uma voz que nem a mim convencia, quanto mais ao puto. Resumindo, abri-lhe os olhos e fiz cara de má (é, tenho jeito para isso), dei-lhe um encosto na mão a que nem se pode chamar palmada de tão leve que foi, e o puto calou-se. A partir daí, foi um anjinho.
Mas como não tenho filhos (e isto passou-se há quase 20 anos), não tenho direito a ter opinião sobre o assunto. Se bem que os padres também não podem casar e podem mandar bitaites sobre o casamento... Bolas, agora fiquei confusa! :)
Beijinhos

Vicio disse...

velhos tempos em que não havia comandos à distancia e era preciso a mão directamente, por vezes com força, para regular certas coisas...

não ter filhos não te impediu de "conduzir" a filha de alguém por isso não percas a esperança de te montares num Ferrari :D

MRPereira disse...

Eu também não tenho filhos, apesar de planear tê-los em breve, assim encontre uma jove que me dê essa alegria. E acho muito útil ler estas críticas, porque também eu não serei um pai perfeito!

Hoje os pais parecem pouco preocupados com os seus rebentos. Não quero com isto dizer que são maus pais. Longe de mim. Mas tenho ideia de que se interessam menos por eles que os nossos pais por nós! Não sei... Se calhar sou eu que tou a ser camelo...

Aquele abraço

Dragão Azul disse...

Comandos e manual de instruções para saber onde desliga a ficha ou onde se tira as pilhas... a minha quando ta muito quieta e parada é sinan que esta doente ou não falta muito para ficar doente.

Abraço!

Felina disse...

Tens a certeza que era uma criança humana? como agora já há animais de estimação robotizados...

Espaço do João disse...

Filho és pai serás. Será que isto vai mudar? Como já sou "kota", espero não ter que aturar os filhos dos outros,quando passar com o meu Ferrari, atropelo-os e, já está.

Marcia disse...

Para mim, ter filhos deve ser bom...para os outros!Mas também sei que da proxima vez que alguem me disser que está gravida, devo evitar a cara de horror e pena!
Em termos de educação...juro que os pais de hoje em dia é que me fazem nao querer ter filhos, porque por cada birra que apanho dos filhos dos outros, só me apetece é laquear as trompas!Tenho dito.

Besta Artista disse...

Sou sincero, também não concordo com a do "ou paras ou levas uma galheta" mas é certo que às vezes é a única solução... Já vi putos que só falta é baterem nos pais... Uma vergonha...

Inês disse...

Ora bem...à pouco estava a ver as capas dos jornas e passei pela do Correio da Manhã,cujo tema de capa era o de um miudo de 13 anos que deu umas facaditas na mãe, por ela lhe ter tirado a playstation,julgo eu por estar a tirar más notas.Nos entretantos estavam a falar desta capa e vá do teu post no companhia das manhãs, e eu fiquei a pensar...A culpa é de quem???
Da mãe que foi demasiado permissiva?
Da mãe que tirou a playstation?
Do miúdo que deu as facadinhas à mãe??
Eu não tenho filhos,não sei se vou ter,se vou adoptar,enfim...mas vejo que a educação que muitos miúdos tem os tornaram nuns diabos arrogantes,mimados e afins...e eu de vez em quando vejo miúdos com 9/10 anos com atitudes que me deixam a pensar em que adultos se transformarão estas crianças...

Frida disse...

Eu vejo cada filho mal educado, que tenho vontade de dar umas palmadas nos pais.Crinças fazendo birra, gritando em restaurantes, supermecados, em todos os lugares, e os pais acham lindo.Falar o que de pais assim. Beijos de cá do Brasil

Brown Eyes disse...

Mais uma vez gostei imenso da tua dissertação e reitero que crianças mal educadas é uma coisa que me causa alguma "alergia".
Sou mãe de primeira viagem de uma bébé com 7 meses, aliás, sou mãe e pai, umas vez que o progenitor dela decidiu arranjar uma bovina num pasto qualquer estava eu grávida de 8 meses e sei que vai ser difícil controlá-la na impetuosidade dos seus 2/3 anos...mas confio no meu bom senso e na forma como espero exercer não só a autoridade, mas também os mimos para criar uma menina que não seja de todo insopurtável.

BE

manu disse...

O pediatra do meu filho era ainda da velha guarda e defendia que uma palmadita nas nádegas não faziam mal...mas isso eram outros tempos, hoje há muita gente por aí que se vir este tipo de comportamento, aqui d`el rei que é violência. O certo é que se era oportuno nunca me inibi de o fazer na altura própria, felizmente não foi preciso muitas vezes precisei e tenho aqui um jovem de quem me orgulho.
Agora esses jacintos manuéis que se cruzam no nosso caminho, vaticino para eles e para a suas mamãs permissivas um futuro nada promissor e daqui a uns anos penso que veremos por aí muitos papás a queixarem-se que os filhos lhes deram no trombil.
A minha palavra para estas aberrações é mais, mais, mais...bom senso!
Tudo isto para dizer que o teu ladrar soou como música para os meus ouvidos:)))

carol disse...

Tive duas filhas e tenho três netos mas assino por baixo o teu texto. Muitas, muitíssimas vezes são mais insuportáveis os paizinhos do que os fedelhos! E não sou contra a dita "galheta" quando necessário...

Dona Sra. Urtigão disse...

Não sei se é fácil falar do que não experimentamos...Eu não tenho senso de humor (e frequento aqui numa tentativa de aprender ou ao menos ver como é.) Por não achar graça em que riam dos diferentes, acabo não entendendo humor e portanto não posso avaliar ou criticar. Quanto a filhos...Ah ! destes tenho muitos e de diversos tipos; naturais, adotivos, alguns de uma década outros e outra, ste ao todo e tenho a certeza de que não são como tábula rasa assimilando tudo que lhes impomos. Trazem condições unicas e específicas,reagem de forma diferente aos ensinamentos iguais, percebem, reagem, compreendem de uma maneira quase única. Daí dizer " menos " a alguns, pode funcionar, outros respondem bem a explicações e justificativas, há ainda aquels que nem a uma palmadita reagem como deveriam - ou melhor dizendo, como gostaríamos.Revoltam-se em vez de dobrarem-se( tá, reconheço que este método nunca usei e não posso avaliar resultados mas usaram em mim e sei no que deu)
Abraços.

Kok disse...

Será que o puto era hiperactivo?
Nesse caso seria uma instrução psicológica!?

Não sendo esse o caso...
Comigo aconteceu "apanhar" uma galheta sem aviso prévio; surpreendido pelo facto perguntei:
-porque é que me bateste?
-para estares quieto...
Digamos que é o mesmo tipo de educação que referes e não defendes, mas de perspectivas diferentes;
Ou paras quieto ou levas uma galheta: prevenção!
No meu caso foi "por antecipação"!

Mas quando se pretende impor um comportamento que não é tido em conta anteriormente (em casa e desde cedo), não se podem esperar "milagres".
Só quando as crianças vierem com manual de instruções e botões de comando activados!

1 abraço pah!

mãe pimpolha disse...

Nunca experimentei essa no meu puto. Será que se eu disser mais, mais, mais, ele me come mais do que 3 colheres de sopa.
Vai ser já hoje.
Beijocas

Teté disse...

Por acaso muitas vezes desejei ter esse comando à distância e poder carregar no + e no - da energia do filhote. Ou só tirar o som. Ou para ele adormecer quando chegava a altura, carregando no off. Mas enfim, a pessoa lá tem de se chatear, ralhar, ameaçar, eventualmente dar uma palmada para os controlar minimamente. Mas a sério, não haja ilusões - depende dos putos, alguns são tão hiperactivos, teimosos ou rebeldes, ou tudo junto, que não há maneira de o fazer. O que mais me irrita é os putos estarem a fazer uma série de asneiradas e os paizinhos impassíveis, a fazer de conta que não é nada com eles. Até podem não os conseguir controlar, mas cum caraças, pelo menos há que tentar! ;)

Beijocas!

TM disse...

Livra.... se alguém dia alguém divulgasse que o meu nome era Jacinto Manuel eu também ia ficar quieto... completamente deprimido mesmo.... :S

Pitanga Doce disse...

Eu sou adepta à psicologia moderna. Aquela silenciosa, sem escândalos. Quando vejo um figurinha irritado e irritante, sem limites nem dos pais e nem de ninguém, lanço o meu "olhar 43" a todos os presentes que apioam a cena. Os pais tossem, os acompanhantes voltam a ler o jornal e o mal criado faz xixi nas calças. É tiro e queda. hehehehe

ROSINHA disse...

Porra faz textos mais pequenos...

paulofski disse...

Porque será que o meu filho não tem irmão ou irmã!?

Agora mais a sério, já vi crianças sonsas e outras muito más, autênticos diabos à solta, mas o que me prende mais a atenção são as mães, as boas!

Paloma disse...

Estou com você, em tudo.Não tenho a
menor paciência com crianças irri-
tantes. Penso que, na maioria dos
casos, a culpa é dos responsáveis
pelos ¨anjinhos¨, que não os educam
nem reprimem os seres insuportáveis
que se tornam.

Susana disse...

Felizmente comigo um simples olhar chega para a minha piolha se encolher evita essa triquitrice do menoooos.
Olha lá e nome era mesmo Jacinto Manel?! Se for o caso podes ter a certeza que são de Cascais.
Beijo

* Oh pra mim armada em queixinhas : a pipi fez das dela contigo eheheh

Maria Santos disse...

Bendita a minha querida mãezinha que não ameaçava. Descalçava a chinela e dava-me no rabo! E dizia no fim: "tu é que fazes as asneiras, é a ti que tem de doer"! E a média diaria era 3 vezes... a média... dia que fosse 1 vez era dia em que eu estava doente!
Belos tempos os nossos, da decada de 70, em que a hiperactividade se combatia com porrada e respeito pelos mais velhos! E hoje somos (falo por mim!) pessoas equilibradas, com valores... Benditas tareias que papei...

Diabba disse...

Pfff menos, Kanito, muito menos.

hihihihihi

enxofre

nuvemdoce disse...

Estás inspirado, deve ter sido das bolachinhas novas que lançaram no mercado, aquelas dos corações, ou será que andas a apalpar terreno para fazeres uns Rafeiritos??..

Olha, eu diria que bastaria o meio termo, nem mais..mais..mais..., nem menos, menos, menos..., essas medidas são pouco exactas e confundem a cabeçinha das crianças. Admito que algumas são mesmo mal-educadas e indisciplinadas, mas atribuo esse comportamento à falta de interesse dos pais. Também não quero descurar as hiperactivas mesmo, sobre essas existem várias vertentes a considerar, no entanto acredito que nesses casos, as posturas são diferentes e saltam á vista.
Penso que o problema passa mesmo pelos pais e por todos aqueles que vivem nos extremos, entre o oito e o oitenta, em qualquer situação, não só na educação dos filhos, basta para isso ver que a tolerância está cada vez mais apagada. Os miúdos são grandes imitadores, logo, assimilar e reagir em conformidade é uma anedota para eles.

Mas, na tua linha de pensamento e na expectativa de que o teu comando funcione com esses métodos, qual o botão que pressionavas se te convidasse para ....

espera...ainda nem acabei, olha que estragas o comando, e depois um dia resolves dar a mão à palmatória e nicles batatoides, o comando foi á viola, ...pronto ok...ainda não foi desta!!...

p.s. Percebeste agora o que quis dizer com o meio termo, podias ter optado por essa tecla, mas lá está, foste logo ao extremo, assim não há calmante que me acalme as pulgas...LOLLL..

Beijokas

Parisiense disse...

Como mãe de 2 rapazes de 1,83m e 1,80m, devo dizer que eles cresceram não por lhes ter puxado as orelhas....mas oh carago ( e note-se não sou do Porto, mas vivo perto...hihihi)bastava um olhar meu para que qualquer um dos dois, ou até dos amigos parasse na primeira tentativa....e não foi preciso....mais, mais, MAIS.
E posso dizer-te que tenho hoje e sempre a casa cheia de todos esses rapazolas de vintes e....tais e todos me adoram.
E farras, jantaradas... é cá em casa.Tenho sempre casa cheia.


Boa educação ensinasse no berço meu grande.

Gostei do rafeirito a mijar para o candeeiro ...hihiihi
Beijokitas lindo.

turbolenta disse...

Só há algum tempo se diz que a criança é hiperactiva. Quando eu era miúda, chamavam aos que andam sempre aos saltos, crianças mexidas ou reguilas. Eu também tinha a minha dose destes predicados. Mas bastava a minha mãe chamar-me pelo nome, num tom baixo mas mais brusco (quando eu estava a fazer alguma asneirola ou a tentar levar a minha avante)que o caso mudava de figura. Aliás, havia 2 chamamentos distintos: quando tudo corria bem eu era a Lita, quando o caso estava fusco chamava-me pelo nome próprio.
Raramente me chegava a roupa ao pêlo. Mas quando o fazia era cá com uma perfeição....que durante largos meses eu era uma santinha.
Depois...em casos de grande teimosia e insistência da minha parte havia os malfadados castigos: ao Domingo não tinha direito a lambuzar-me na leitaria ao fundo da rua com a célebre bola de Berlim.
Mas para mim o pior...o pior mesmo era quando ela(mãe)se lembrava de me mandar sentar na cadeira, pendurar os braços para baixo e atá-los à cadeira com uma linha.
Pensarão: que coisa frágil, a linha parte-se com facilidade!
Era Ó partias!
Então sim, se isso acontecesse ai do meu lindo rabiosque.
Pois ficava sentada, parecia que em hipnose, durante o tempo que ela se lembrasse e quisesse.
E quando eu perguntava se já chegava ,isso dava direito a mais um tempinho.
Consta que nunca fiz birras na rua ,nem esperneava deitada no chão quando queria algo que não me podiam ou queriam dar.
Mas lembro-me que uma vez, andava talvez na 2ª classe,entendi por bem ficar a brincar na rua , junto a uma obra que ficava ao pé da escola. Havia lá uns barrotes. Para nós funcionavam como baloiço.
Tanto baloiçei que me esqueci de ir para casa. Mas a minha madame não se esqueceu de me ir buscar. Pelo caminho já me leu o responso todo.Dizia que ía levar umas palmadas como nunca havia levado
Ao chegar a casa ela foi-se descalçar e eu fui a correr para o quarto e vesti uma saia por baixo da que trazia.Ela deu pela marosca e eu levei a dobrar!
Nunca mais! saindo da escola parecia uma flecha em direcção a casa.
Não havia psicólogos para aconselhamento dos pais ( e das crianças difíceis). Cada pai tinha de se valer da sua intuição para tentar educar os filhos. Mas foi uma geração em que os filhos eram mais ou menos obedientes aos pais. Ai de algum que levantasse a mão aos pais. Não é como hoje que são só desgraças , maus tratos, assassínios, etc...etc...
E já agora:o Ferrari não é dos carros que eu gostava de ter algum dia, mesmo sendo muito rica. Lá entrar nele ainda entrava, mas para sair é que era pior.
Ai as minhas artroses nos joelhos(coisas de cota)

Natália Augusto disse...

Ó Rafeiro Perfumado, desta vez superaste-te! Excelente análise da educação que hoje se dá aos "piquenos". Os pais têm dificuldades em se impor. Mais tarde, dizem que o problema está na escola e nos profs que não se sabem impor.

Bj

Nuvem disse...

Ohhh meu deus... ainda nem me lembrei de usar essa expressão com a minha pipoca...
Mas será que ela já percebe o menos?
Hummmm...
É complicado educar um filho, e eu de vez em quando penso se terei essa capacidade (especialmente quando me dizem que eu estou mais a deseducar a minha que a educar), mas quando for para disciplinar espero ser clara (como sou de vez em quando)... e que um NÃO chegue...
senão há sempre a opção usada pela minha mãe que bastou ser usada uma vez (ai estás a chorar (birra)? Então espera que já choras com razão - zás-.... uma galheta!). Resultou!!! Nunca mais fiz birras :)

beijocas (e um dia que pratiques vais ver se é bem assim) :)

Janita disse...

Claro que tenho, Rafeirito! E tu sabe-lo...ou pelo menos sabias.
Já te esqueces-te daquele teu "Já vou! Já vou" a seguir às férias, em Setembro do ano passado?
E vieste mesmo...comentar o meu "Miura", que eu até me fartei de rir e por sinal o meu João também, quando eu lhe mostrei.

Bem, se por acaso o perdeste, começa por um F e acaba com outro F, talvez não associes é o nome à pessoa. Agora...porque dantes...sim!
Sabes, eu sou "una chica muy dulce" mas... tinhosa!..

Se não chegares lá, diz! E se o teu ainda for o mesmo tomo eu a iniciativa. Mas, é pra responderes. Tenho mandado umas coisitas mui giras e tu...nekadepitibiriba....

Xis enormes.

refemdabd disse...

As crianças são o melhor do mundo, as nossas, claro. Já as dos outros são, por regra, uns terroristas que precisavam de ser amarradas a um poste e de serem amordaçadas, e os pais delas também com a agravante destes ainda terem direito a serem fustigados por terem trazido ao mundo tamanho pirata.

Embora sempre tenha tido "jeito para as crianças", nunca esse jeito durava mais do que uns 15 minutos seguidos (por semana, ou com sorte, por mês). Fui pai aos 37 anos e andei aterrorizado com a ideia durante toda a gravidez da minha mais que tudo e, verdade seja dita, passados 4 anos ainda hoje estou aterrorizado, mas já sei disfarçar como um verdadeiro artista. Praticamente tudo mudou na minha vida, as prioridades principalmente, e não querendo cair num lugar-comum a verdade é que não trocaria a paternidade por nada no mundo. Mentira...há vezes que trocava, mas só por uma semana ou duas! Não se indignem os mais "corujas", que são uns grandes mentirosos se disserem que não se imaginaram sozinhos numa praia qualquer apenas com a toalha e um livro que conseguirão ler até ao fim sem serem interrompidos (em vez de uma logística imensa com toda a parafernália "necessária" para ir com um puto à praia!). Não festejem os que optaram por não ter filhos, pois não há nada mais gratificante do que chegar a casa e ouvir uma vozinha trapalhona enquanto corre desenfreadamente pelo corredor a gritar "Pai, Pai" e dar-nos o chi-coração que nos faz logo esquecer o dia FdP que ocasionalmente temos; ou o orgulho que tem (vá se lá saber porquê!) em dizer aos amigos na creche "Este é o meu Pai". Claro que ainda não chegou à adolescência!

Depois de ser Pai assisto a cenas como aquela que descreves e fico incomodado com algumas. Será que eu também faço figuras dessas? É mais que certo. Não utilizo a técnica do "controlo remoto" (menos, menos); a minha técnica é mais o "olhar fulminante", e funciona. Aprendi com as melhores agências de "informação" do mundo da guerra fria: não é o que fazes, mas o que antecipas que poderás fazer e transferir isso tudo para um "olhar fulminante" que terá várias intensidades de gravidade. Claro que a minha cara nesses momentos para os "não pais" deverá ser de um ridículo que eu já não consigo perceber. Outra variante, a da minha esposa, é contar até cinco. Funciona logo ao número três. Também vá se lá saber porque é que funciona! Nunca necessitou de chegar ao cinco, quanto mais dele passar para o petiz saber que castigo teria. Na mente dele será terrível, sem dúvida. Por vezes é eficaz durante 8 segundos...e que belos 8 segundos...

É exactamente como imaginar guiar um Ferrari, ou um Aston Martin (no meu caso)...até ao dia que guias um e, para mal dos teus pecados, nunca mais quererás conduzir outra coisa. Nunca mais o Audi A4 ou a BMW 320 te saberão ao que até aí te sabiam.

Nanny disse...

Curiosamente conhecia alguém que usava essa expressão com o filho... estou farta de pensar e não me consigo lembrar, mas era hábito ouvi-la para acalmar ou por na ordem um puto...

Anónimo disse...

Por acaso também uso no meu filhote o menos.

Simplesmente porque é uma palavra que eu consigo sussurrar com ar ameaçador.

Quanto às palmadas, posso dar à vontade pois ele não as sente. Só quando o pai se passa e dá daquelas que dá direito a chamar a polícia é que ele pára... aí por 5 minutos... ou então começa a gritar desalmadamente que parece que vai rebentar a qualquer momento...

Por estas e por outras é que:

- Se estiver só a dar cambalhotas sem magoar ningém, deixo.

- Cantar sem ser muito alto, deixo.

- Conversar com um qualquer desconhecido(a), dentro do meu raio de visão, deixo.

- Se começa a dizer disparates, tem 3 anos mas sabe muitos, começo eu com o MENOS sussurrado com cara de ameaço.

- quando começa com pré-birra, agarro pelo braço, às vezes com direito a negra (venham prender-me), levo-o para outro local e falo muito, mas muito baixo com ele, berrar não dá resultado pois ele começa a gritar mais alto.

Hiperactivo não é, pois eu sou/fui hiperactiva diagnosticada já em adulta, e vejo bem as diferenças.

Agora que tem um feitiozinho filho da puta igual ao da mãe dele tem, raios partam, tanta coisa para herdar e teve que ser logo o meu feitio.

Felizmente, a maior parte das vezes ele envergonha-me ao contrário, porta-se super bem fora de casa.

Tenho a noção que das vezes que me fez birras na rua estava com fome/sono/cansado.

Enfim tenho duas enteadas mais velhas que criei de pequenas e só lhes dei 1 ou 2 estalos, até hoje basta abrir os olhos que elas param.

Cada qual é como cada um, porque com o meu filho sou mais exigente que era com elas e não dá resultado.

Desculpa o testamento...

R

Rafeiro Perfumado disse...

Cara anónima (R), testamentos desses são bem-vindos. Como já disse antes, que em momento algum se pense que eu recrimino as crianças por serem crianças, é um prazer vê-las a divertirem-se. O satirizar o "mais, menos" é para com aqueles pais que se alheiam da educação, e que basta olhar para se verem exemplos. Educar uma criança é das tarefas mais exigentes do mundo, pelo que o mínimo que se pede é que o "profissional" esteja à altura. Pelo que li do teu comentário, não tens de te sentir preocupada com isso. Beijoca e desculpa o tamanho da resposta.

Marta disse...

Pois que eu cá tenho uma filhota e percebo perfeitamente o que estás a falar. A minha nunca levou nenhuma galheta mas sempre a meti na ordem em locais públicos. Se há coisas que detesto é ver os miúdos aos berros e pais submissos que não sabem gerir a situação.
Com a minha filhota sempre usei um truque. Como nunca fui de bater...o que fazia era, mal percebesse que ela pensava sequer em fazer uma "fita" só lhe perguntava: Queres ir à casa de banho? Isto significava levar um ralhete de todo o tamanho, bastou um para exemplificar. Dai em diante nunca mais foi preciso leva-la à casinha ;)

Eli disse...

O que tu querias dizer com este texto era confessar que não tens, mas queres o mesmo de todos os homens:
























- dar uma voltinha de Ferrari! (Leia-se conduzi-lo)
























- Ter filhotes a berrar só para lhes mostrares que é o pai que dá educação!






















heheh

Quem é amiga que traduz, quem é?!

:))

Beu, a Ruiva. disse...

Eh eh eh ... demais. Devia ser benzoca.
Pois eu tenho duas princesas que me tiram do sério e não sou cá de "menos" é mesmo chegar perto delas e assim como quem não quer a coisa aperto-lhe a mão ou a orelhita (qdo a mostarda já está no nariz é certo)que elas percebem logo que qdo eu digo não é não e mai nada. Quando chegarmos a casa a conversa é outra ... falamos sobre o assunto e se me derem resposta torta sái o belo do castigo e ás vezees uma palmada no rabo. Sim, sim ... eu também levei muitas da mãmã e estou aqui uma bela moça. LOL.
Um beijinho.

Táxi Pluvioso disse...

"Estás quietinho ou levas no focinho", era pedagogia ajuizada, mas agora é melhor o pai oferecer o Ferrari para cativar o pimpolho se não quer acabar no calabouço. boa semana

Francisco Castelo Branco disse...

a violencia está instalada....

até para educar os petizes

Blogadinha disse...

Vivemos na era dos depósitos, as criancinhas são rodadas pelos avós, instituições várias e demais actividades extracurriculares.

Quando os umbigos se reencontram, dá faísca! Esqueçamos o Ferrari, melhor será consertar o televisor... :)

Mz disse...

Bem...
É uma educação com base no comando, tudo muito electrónico.

Mas pensando bem, como estamos na era do menos. Menos ordenado, menos gastos, menos tudo!
Quem sabe se já não estará a preparar o petiz para o futuro?

Je Vois la Vie en Vert disse...

Afinal tudo isto se resuma em :

+/-

Beijinhos
Verdinha