Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sempre é melhor do que pagar impostos

Sabem quem é que vai estar na Feira do Livro dia 30 de Maio? Sabem? Eu também não, mas dia 31 vou estar eu, entre as 18:01 e as 19:58, no stand da Bizâncio.

Pois então se quiserem:
- Desvalorizar o vosso livro do rafeiro de tal forma que nem no OLX se livram dele
- Reforçar um autógrafo que esteja a desbotar
- Conversar animadamente sobre a carreira do Benfica na época 2012/2013
- Ter dois dedos ou mesmo três cotovelos de conversa
- Pagarem-me um café juntamente com um pastel de nata

apareçam por lá!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jogos Rotímpicos

Sei perfeitamente que falar agora dos Jogos Olímpicos é como falar de crescimento económico, está desfasado no tempo, mas é uma das vantagens do blog, falo do que quero, quando quero. Perceberam ou tenho de aquecer o cachaço a alguém?

Dito isto, falemos dos Jogos Olímpicos. Gosto deles. Claro que a maior parte dos seus valores há muito que foram pervertidos, pois mais do que uma competição sã entre atletas, aquilo é uma luta desgraçada para ver quem é que consegue mais medalhas entre os países concorrentes, sendo que qualquer dia até o jogo do berlinde entra, bastando para isso o país anfitrião ter alguma vantagem nessa modalidade.

Antes a diferença entre a vitória e a derrota residia sobretudo nas características dos atletas, a sua força, velocidade, resistência, sendo que agora as vitórias podem ser decididas pelo tipo de equipamento que usam, pois este pode ser mais aerodinâmico, oferecer menos resistência à água ou aquecer os tomates como incentivo a lançar o dardo mais longe.

Para que houvesse justiça, penso que todos os atletas deveriam competir em igualdade de circunstâncias, pelo menos no que toca ao equipamento, pois nem todos têm dinheiro para as melhores substâncias dopantes. Mas o que é que isso implicaria? Voltar aos primórdios dos JO, em que os atletas competiam como vinham ao mundo, à excepção do cordão umbilical. Claro que até arrepia imaginar a luta greco-romana entre dois gaijos nus, da mesma maneira como a corrida de cem metros poderia levar a traumatismos cranianos, pelo embater do aparelho reprodutor na testa, tal a violência com que aquilo é balançado. Mas só de pensar a trabalheira que daria às redacções dos canais de televisão árabes, tapar aquela nudez toda, acho que valeria a pena.

E não me venham dizer que seria algo muito roto, pois os JO já têm algumas modalidades que são do mais rotos que há! Olhem o Voleibol, por exemplo, aquilo é uma rabetice pegada! Já tentei e já desisti várias vezes contar o número de palmadas no cu que aqueles gaijos dão durante um jogo. É ponto, palmada geral. Reconquistam a posse da bola, toca a massajar as nádegas da equipa toda. Ganham um set, ui, toca de vergastar a peidola. O tipo que serve tem uns ténis novos, tungas, palmadinhas no rabinho. Nem quero imaginar o que se passa no balneário quando ganham um jogo!

Sendo assim, não sejam puritanos e vamos lá a regressar à nudez competitiva, ok? Claro que eu só assistirei às competições femininas, mas isso é um pormenor insignificante...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eras tu, Esteves?


Um destes dias fui almoçar com umas colegas a um restaurante aqui da zona. Estávamos nós na conversa quando reparo que a atenção delas estava longe da mesa, o que estando eu presente era por demais estranho.

Foi então que me confidenciaram que na mesa ao lado estava a Assunção Esteves, a nossa digníssima presidente da Assembleia da República. Olhei discretamente e, sinceramente, não me pareceu ela, nem que não fosse pela forma decidida e firme como atacava o bife, características que são raras em reformados, ainda mais políticos.

Mas as minhas colegas estavam seguras, chegaram a dizer que apostavam o que eu quisesse em como era ela. Por muito tentadora que fosse a proposta, achei melhor não arriscar, pois o meu jeito para decorar caras, ainda mais de carcaçonas institucionais, não é o melhor. Ainda sugeri que começássemos a cantar o “Grândola, Vila Morena”, pois se ela mandasse evacuar o restaurante teríamos a certeza da sua identidade, mas não me ligaram nenhuma.

O resto da refeição foi passado normalmente, pois o que nos puseram na mesa era mais interessante do que o que estava ao lado, se bem que a vontade de dizer “ouve lá, não devias estar na AR, a aprovar leis que nos lixam” foi grande.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: saímos praticamente ao mesmo tempo do restaurante, sendo que tive de esperar enquanto a jove pagava. Reparei que não pediu factura, mas no momento em que eu já estava a marcar o número da TVI eis que a sua companhia volta atrás e pede a dita. Mas sem número de contribuinte!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Não sejam coisos, pá!

Acho impressionante, para não dizer estapafúrdio, que algumas pessoas falem de assuntos pessoais como se nós os conhecêssemos ao pormenor, chegando mesmo ao ponto de ficarem ofendidas caso nós perguntemos “mas afinal de que raio é que estás a falar, seu grande palhaço”.

Vamos lá a ver se nos entendemos. Tirando as raras pessoas que moram lá em casa, eu não conheço a vida de ninguém ao pormenor, não só pela ausência de observação como pelo marimbanço com que ouço os relatos que me fazem das vidas alheias. Querem a minha opinião sobre algo? Descrevam-no com algum pormenor, de preferência projectando slides e acompanhado com uma boa banda sonora, circunstância em que o marimbanço (adoro esta palavra inexistente) pode ser atenuado.

Depois ainda há aqueles que levam ao extremo o provérbio “para bom entendedor meia palavra basta”, numa versão aprimorada “para bom entendedor algumas sílabas são mais que suficientes” ou mesmo “para bom entendedor algumas palavras soltas são o que chega para se reconstruir a novela”.

Um conhecido meu teve, certo dia, o seguinte desabafo para com o meu pai “ele disse-me tal-tal-tal, fiquei coiso, depois disse-me mais não sei o quê mas fui a ver e não era nada daquilo”, terminando o relato com um ar de quem esperava simpatia e compreensão por parte do interlocutor (se o meu pai visse a SIC Radical, juraria que tinha visto o sketch do Ricardo Araújo Pereira e estava a gozar comigo).

Ainda hoje este relato é usado para animar noites chuvosas e friorentas e ainda hoje nos questionamos que raio é que ele queria dizer...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado