Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

E eu sou bruxo, por acaso?

Uma coisa que me enerva profundamente é alguém telefonar-me ou telemovar-me e começar de imediato a falar comigo como se eu soubesse quem é que está do outro lado. E se por acaso a minha voz ou discurso dá a entender que não faço puto ideia de quem é o interlocutor, lá vem o sacramental "então não estás a ver quem é?!?". Não, não estou a ver, isto é um telefone, não é um canal de transmissão de imagens (smartphones e tretas do computador à parte).

Felizmente na maior parte das vezes consigo dar a ideia de saber quem me chama, pelo que o verdadeiro trabalho é descobrir, no fim da chamada, com quem acabei de falar.

Joves, querem tratamento especial? Apresentem-se! Tenho mais de 1000 amigos no Facebook, acham que reconheço a voz de cada um? Nem da fronha deles me recordo, quanto mais da identidade vocal! Vá, marquem o meu número, digam bom dia, nome e, à cautela, BI, filiação partidária e clubística, para eu decidir com critério o tratamento a dar-vos.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ainda me esforço para quê?

Colega: Epá, estou fartinha de receber e-mails desta empresa, não há forma de impedir isto?
Rafeiro: Se procurares no fim do e-mail, deve ter lá um disclaimer, onde diz como responderes para não receber mais mensagens.
Colega: Mas assim eles ficam a saber que eu não quero receber, podem ficar tristes ou aborrecidos comigo!
Rafeiro: (suspirando) É um servidor que recebe as mensagens, é uma espécie que não é muito dada a ter sentimentos.
Colega: Mesmo assim, é chato.
Rafeiro: (suspirando muito alto) Faz como entenderes…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: A colega acabou por enviar o e-mail a solicitar não receber mais mensagens, mas tenho quase a certeza que passado pouco tempo enviou outro a pedir desculpa e a dizer que não era nada pessoal

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O milagre da multiplicação geométrica ou mesmo exponencial

Apesar de não ser tão viajado como gostaria, tento compensar essa lacuna prestando uma atenção redobrada aos sítios que visito.

No decorrer das minhas deambulações, tenho visitado muitas igrejas. São edifícios, na sua maioria, fabulosos, capazes de nos transmitirem muitas informações sobre o que simbolizam e sobre as pessoas que as construíram.

No entanto, no meio de tanta oferta, é normal que cada uma tente arranjar forma de se distinguir e assim cativar a visita dos fiéis. Como ainda não chegámos à fase do cartão-cliente, onde após 10 visitas temos direito a uma hóstia suplementar, as igrejas vão-se socorrendo dos instrumentos habituais da fé, as chamadas relíquias, que vão desde objectos que algum santo manuseou (ou foi manuseado com) até aos restos mortais de santos, passando por artigos ligados à vida de Jesus. E é aqui que a coisa fica estranha.

É que dei-me ao trabalho de fazer as contas relativamente aos espinhos da coroa de Jesus e aos pedaços da cruz na qual ele foi crucificado que se encontram espalhados pelo mundo e cheguei a conclusões aterradoras: a coroa de espinhos foi obtida a partir de alguma espécie mutante com 137 espinhos por centímetro quadrado e Jesus foi crucificado numa sequóia gigante! É que de outra forma não estou a ver como é que centenas de igrejas afirmam ter este tipo de objectos, pá! Ainda por cima sabe-se que na religião católica é pecado mentir, certo?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A língua portuguesa é uma badalhoca

Sempre que proferem a palavra reputação o que me vem à mente é alguém que voltou a andar na prostituição...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado