Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E a peidola, não querem?

Não há almoços grátis, costuma dizer-se. Por acaso em casa dos meus pais tenho conseguido alguns, mas apenas porque consigo correr mais do que eles. Introduções parvas à parte, cedo se soube que a não aplicação de multas /sanções a Portugal não seria inocente, sendo que teriam de ser tomadas medidas adicionais para diminuir o fosso entre as receitas e despesas do Estado.

Como mexer na despesa é chato, pois transtornaria poderes instituídos, era mais do que óbvio que novas e engenhosas formas de gerar receita estariam para breve. Mesmo tendo em conta a imaginação prodigiosa que esta malta já provou ter, confesso que ligar o IMI a cobrar a factores como a vista e a exposição solar conseguiu surpreender-me. Ou isto significa que a malta tem toda de viver em caves ou então é das medidas de roubo mais descaradas que já vi. Consigo imaginar no futuro diálogos como este:
Fiscal: À conta da vista fabulosa que tem o seu IMI vai subir e subir!
Morador: Mas porquê? Eu moro no rés-do-chão, só tenho boa vista quando a vizinha da frente se esquece de correr as cortinas!
Fiscal: Desculpe mas eu subi ao telhado do prédio e de lá consigo ver o Palácio da Pena!
Morador: Mas isso fica a quilómetros daqui e só se vê quando não está enevoado!
Fiscal: É a sua sorte, ou então com a exposição solar ainda pagava mais!

Mas se a moda agora é taxar as pessoas por motivos parvos, deixo aqui mais algumas sugestões:
Imposto de consumo de oxigénio para os baixinhos. É sabido que o oxigénio, aumentando a altitude, fica mais rarefeito, sendo apenas justo que quem anda mais rente ao chão pague mais.

Obrigatoriedade de passar protector solar nas casas todos os verões. Casas que sejam apanhadas com escaldões poderão ser retiradas aos donos, por sofrerem de maus tratos.

Aumento da taxa de IRS sobre pessoas do signo caranguejo, balança e leão. Porque sim.

Substituição do termo “chaço velho” por “antiguidade”, com o correspondente aumento de Imposto Automóvel.

Taxa sobre os animais domésticos, onde se incluem cães, gatos, peixinhos, baratas, formigas, ácaros e demais organismos pluricelulares.

Imposto sobre os não fumadores, pelo facto de estarem a sonegar receitas ao Sistema Nacional de Saúde.

Taxa sobre os peidos enviados para a atmosfera, por estarem a contribuir para o aquecimento global e a consumirem os créditos de Portugal de emissão de CO2. Para esse efeito será instalado um contador aerofágico em cada peidola dos contribuintes portugueses.

Taxa por ver televisão. Espera, esta é estúpida mas já existe…

Taxa de Imortalidade, a cobrar quando alguém excede o tempo médio de vida, uma vez que está descaradamente a roubar a Segurança Social. A única forma de evitar esta taxa será apresentar-se num centro da Segurança Social para ser sumariamente abatido.

10º Taxa de veraneio, com especial incidência no pessoal que vai para a praia. Se as casas pagam mais IMI pela vista e exposição solar, o mesmo deverá suceder às pessoas quando vão de férias para locais idílicos e soalheiros.
 
11º Imposto sobre a chuva que apanhamos. Uma vez que a água é um bem precioso, os contribuintes deverão pagar por cada pingo, uma vez que os poderão beber ou usá-los para se lavarem.

Fico-me por aqui, não vá alguma destas imbecilidades ser aproveitada, o que sinceramente não me admiraria.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
 
PS: Os invisuais e o pessoal com miopia têm uma redução no IMI? Afinal de contas não se conseguem aproveitar tanto da vista…

14 comentários:

Tétisq disse...

Tivesses comprado a casa em frente ao cemitério agora é tarde...

AFRODITE disse...


Andava à procura de um adjectivo tão estrambólico como esta medida mas, fico-me por um... RIDÍCULO!
(por estas e por muitas outras é que eu não tenho casa própria!)

Já começou o ataque à propriedade privada!... :(
A seguir vem o imposto sucessório... a seguir até os mortos vão ter de pagar impostos sobre a sua última morada!... etc, etc!

Beijinhos sem sol (para pagar menos imposto)
(^^)

Teté disse...

Tu não dês ideias a esta malta, ainda que parvas: há sempre algum chico-esperto que um dia destes além de lançar o imposto ainda vem dizer que a ideia foi dele... :P

Beijocas

Manu disse...

Espero que essas almas não leiam estas tuas sugestões :P
Só de pensar que podem taxar o facto de ser do signo leão, fico com a juba eriçada :(
Entretanto vou mudar-me para a selva, pode ser que desta me livre.

Posso deixar-te um beijinho ou achas que também paga imposto?

Miúda disse...

Aquela dos baixinhos não me agradou nada :p

Ricardo Santos disse...

Adorei obviamente a sétima sugestão !... Sou, quando como grão, fava, etc, acérrimo contribuidor !!! :))))

Janita disse...

Olha, se queres saber o que penso desta aberração vai lá espreitar o meu canto.
Sobre isto não falo mais. Fosga-se!!!

Vou ali prá sombra olhar para o asfalto...

Beijocas!;)

Portuguesinha disse...

Opá... Que dizer??
Sugestões fantásticas!
Anda aqui uma pessoa a sonhar em ganhar o euromilhões para poder comprar uma casinha com uma vista sossegada e depois tem de pagar taxa sobre ela. Fonix! Não lhes dês ideias, mazé.Como por exemplo, pagar conforme o nº de descargas na retrete. Chiça! É que há países onde isso já se aplica, caramba.

É desolador. Portugal está a ficar com um aspecto desolado.

mixtu disse...

o sol quando nasce é só para quem pode pagar o imi


jajajaja

Kok disse...

Para este peditório também já contribui e digo-te: estou convencido que quem acredita ser o sol um bom motivo para gerar uma taxa ou imposto ou lá o que é, tem seguramente uma ligação directa do intestino grosso ao próprio cérebro.

akele abraço pah!

Maria Santos disse...

Porra... vá lá!!!! É que estou cada vez mais míope! Alguma vez beneficio com as minhas deficiências!
Estou a ver que a Costa Alentejana te inspirou...
Bjs

LopesCa Blog disse...

Concordo com a redução de IMI para míopes :)


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MEU DOCE AMOR disse...

Ehehehee! Só tu!Está o máximo.

Beijinho doce e olá

Jaime A. disse...

Esta teoria é tao estapafúrdia como aquela (do governo anterior) em que para estimular a natalidade davam-se benefícios fiscais a casais com filhos e aumentava-se a tributação sobre os casais sem filhos.

É assim, são muito criativos na maneira de o ir buscar.