Estava eu e a jove alegremente a almoçar num restaurante
quando, num movimento mal calculado, projectei uma linda e atraente batata frita
para o chão, mesmo na zona onde clientes e empregados circulavam.
Movido pela minha consciência ecológica e ciente que a mesma
poderia causar algum problema, apanho a dita e coloco-a ao lado do meu prato,
tudo isto enquanto a jove olhava distraidamente para o telemóvel (devia estar a
cuscar o Facebook, aquela agarrada).
Eis que recebo um SMS, desvio momentaneamente os olhos da
mesa e, quando volto a olhar, o que vejo? O horror, o drama, o genocídio! A
sacana papou toda a manteiga de alho! Só por causa disso fiquei em silêncio
quando ela levou as mãos à batata frita e a comeu, deliciada.
Não me olhem assim, durante largos minutos observei-a
atentamente, tentando vislumbrar sintomas de uma travadinha e, se não lhe deu nada
até agora, volvidas que estão duas semanas, acho que se safou. O mesmo não
posso dizer de mim, quando ela ler isto…
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
