Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E o Vencedor é...

Como consequência de vivermos num estado democrático, volta e meia realizam-se eleições, nas quais temos de decidir quem irá conduzir os nossos destinos, seja ao nível das autarquias, do país ou (para quem ainda acredita) da Europa, de preferência sem se estampar num dos múltiplos buracos que aparecem no caminho.

Todas estas eleições resultam numa panóplia de candidatos e respectivos programas, pelo que optar em consciência pelo melhor é uma tarefa complicada, diria mesmo trabalhosa. Os mais puristas defendem que para uma decisão verdadeiramente substanciada deveriam ser analisados os perfis dos candidatos, a exequibilidade dos seus programas eleitorais, a qualidade das equipas que os acompanham e mais um sem número de variáveis lógicas e com sentido, pelo menos para quem não tiver mais nada que fazer na vida do que mergulhar nesses meandros. Falo por mim, que mal ouço a mínima referência a tempo de antena (não está na altura de actualizar esta expressão para tempo de cabo, tempo de wireless ou coisa do género?) procuro imediatamente programas alternativos.

Mas, para quem quer exercer o dever cívico de forma justa e ponderada, o que realmente tem a fazer é colocar cada candidato no prato da balança e ver qual tem maior peso (gorduras e implantes à parte) e consistência.

Eu, que sou avesso à política, tenho outra sugestão: colocar todos os candidatos no mesmo prato e dar um valente murro no outro, projectando-os para o ar, ganhando aquele que subisse mais alto. Se esta operação fosse efectuada num local com um tecto baixinho, ainda melhor. Pronto, talvez seja um método demasiado violento, mas que era giro, isso era, podendo mesmo levar-me a assistir aos debates políticos!

E na prática a escolha deveria passar por algo do género. Mais do que ver qual dos candidatos tem a maior lábia ou a maior quantidade de gel no cabelo, as eleições deveriam ser ganhas pelo candidato capaz de superar determinados obstáculos, representativos do trabalho que terá pela frente caso seja vencedor:
- Sobreviver durante dois meses apenas recebendo uma pensão de velhice
- Conseguir executar uma obra sem que o orçamento derrape mais do que 3%
- Resistir a dar emprego a toda a família até ao primo em 7º grau
- Ser capaz de inaugurar uma obra sem espetar lá com uma placa alusiva (ganha pontos extra se nem sequer comparecer à inauguração)

Se forem capazes disto, tenho a certeza que irão fazer um excelente trabalho e, como bónus, garantem não só o meu voto como uma ida minha ao fisioterapeuta, tal o trambolhão que o meu queixo daria.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: Texto mais ou menos parecido com um que saiu no Passeio de Lisboa, há uns tempos. A propósito, esta publicação fechou. Quem os manda convidar cronistas da treta?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não gosto de ti porque sim!


Lamento, André Sardet, mas não curto a tua música...

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Toma lá a resposta que mereces!

O tema “Maitê Proença” está na berra, multiplicando-se um pouco por todo o lado as reacções ao vídeo em que a jove brinca com Portugal e com os portugueses. Sou da opinião que ela não deve ficar sem resposta, pelo que aqui fica aquela que eu acho mais adequada.











Até sempre,
Rafeiro Perfumado

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dói-me a cabeça, Doutor


Certa vez em que os meus problemas mentais se manifestaram com maior intensidade que o normal, resolvi ir a uma consulta de neurologia, marcada por intermédio da minha jove. Eis o diálogo que não aconteceu por um triz ou outra palavra estranha:
Rafeiro: Boa tarde, Doutor.
Médico: Ora então boa tarde, caro Rafeiro! Sente-se, sente-se. Então o que é que o traz por cá?
Rafeiro: É a cabeça, Doutor, tem-me andado a doer.
Médico: A cabeça, sempre a cabeça, essa malandreca. Muitas vezes o corpo não tem juízo e a cabeça é que paga, não é? Mas vamos lá primeiro auscultá-lo e medir a tensão. Hum, parece-me tudo normal. Mas diga-me lá, como é que são essas dores?
Rafeiro: Umas vezes são picadas, outras vezes parecem descargas eléctricas, ou como se me estivessem a apertar, varia bastante.
Médico: Estou a ver. Agora diga-me, tem cuidado com a higiene da sua cabeça?
Rafeiro: Desculpe?
Médico: Se a lava frequentemente, tem cuidado com ela...
Rafeiro: Claro, Doutor. Lavo-a todos os dias, esfrego-a bem e até a penteio com uma escova especial, para não a magoar.
Médico: Estou a ver... outra coisa, em que situações é que lhe costumam dar essas dores?
Rafeiro: Normalmente em situações de mais stress, em que tenho de despender mais esforço físico e mental
Médico: Logo quando mais precisa dela, não é? E isso impede-o, por exemplo, de ter relações sexuais?
Rafeiro: Nem por isso, aí o que impede é quando dói a cabeça à minha cara-metade.
Médico: Ah, não me tinha dito que era homossexual mas eu também devia ter desconfiado...
Rafeiro: Como?!? Ó Doutor, o gritinho que eu dei quando me auscultou foi porque o estetoscópio estava frio como o caraças, agora eu cá sou muito heterossexual!
Médico: Quer então dizer que a sua cara-metade afinal não tem cabeça?
Rafeiro: Que insinuações são essas sobre a minha jove?!? Está bem que ela não é do Benfica, mas daí a não ter cabeça vai uma grande, vá, média distância!
Médico: Acho que não o estou a perceber...
Rafeiro: Nem eu, e até me está a começar a doer a cabeça, olhe aqui as veias na testa todas salientes!
Médico: Ah, essa cabeça! É que eu sou urologista!
Rafeiro: Ah...

Felizmente dei pelo engano uns segundos antes de entrar na consulta, ou tinha sido lindo, eu a sacudir a caspa e ele a mandar-me baixar as calças.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: fui obrigado a colocar esta nota de rodapé para esclarecer que o erro na marcação não foi da minha jove mas da animaleja que a atendeu. Pelo menos é o que ela diz...