Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Prego e outras coisas a fundo

Os condutores portugueses comportam-se com os radares tal como os adúlteros se comportam com os parceiros legítimos: na sua presença são a coisa mais dócil do mundo, fazendo tudo como manda a lei mas basta eles saírem do campo de visão e é vê-los a acelerar e apalpar feito doidos!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Questões que estão ali mesmo à beirinha de me tirarem o sono!

“Porta-te bem ou não vais para o céu”. Felizmente longe vão os tempos em que esta frase condicionava o meu comportamento, se bem que estou plenamente convencido que tenho lugar assegurado no céu. Mesmo não seguindo a religião católica, tenho muitas das características necessárias para ser um dos seus membros, como a ingenuidade e a capacidade de acreditar em certas histórias que me contam. Não digo mais atributos pois aí iria ofender-nos à séria...

Qual é o fim último da religião católica? Não me venham cá dizer que é amar o próximo, e tretas do género, pois a malta vê as notícias, ok? O fim último é mesmo a salvação eterna, o garantir o direito a entrar no céu. Mas não acham que para um prémio final existem muitos pontos de interrogação? Primeiro a tal questão de ser no céu. A malta aguenta-se como em cima das nuvens? Será que a auréola é na prática um dispositivo anti-gravitacional? Ou será que as asas não são meramente decorativas? E onde é que aquela malta dorme? As representações que são conhecidas mostram a malta nas nuvens, em amena cavaqueira, mas também se dorme por aquelas bandas, certo? E é em quartos individuais, camaratas, ao relento? E qual é a temperatura ambiente? Vendo os espécimes que me rodeiam em vida, nunca há consenso relativamente à temperatura, pelo que lá em cima certamente haverão uns milhões que terão sempre frio e outros milhões que terão sempre calor, ou seja, algazarra garantida. E quanto à roupa, aquilo é uma peça única ou dão-nos várias peças para irmos trocando? E qual é a frequência com que passa a camioneta da lavandaria, quando a roupa fica suja? Onde trocamos de roupa e o que é que usamos quando a nossa foi para lavar? E sexo, pode-se fazer sexo lá em cima? É que se um dos objectivos de ir para o céu é reunir-nos com os entes queridos, qual o interesse de um tipo se reunir à mulher boazona que morreu atingida por um raio? Não deve ser conversar, com certeza. E isto levanta outra questão: as pessoas vão para o céu como estavam no momento da morte? É que se for assim aquilo deve assemelhar-se a um campo de batalha, então se formos ao bairro da sinistralidade rodoviária portuguesa...

Garanto que além destas perguntas teria mais umas centenas, mas não quero hipotecar de vez as minhas possibilidades de ascensão divina. Sim, eu sei que não sou católico, mas também sei que basta a malta arrepender-se no último segundo e já tem direito. Se bem que estou a planear ter como últimas palavras “Eu acredito em CristoDeusJeováSLBMaoméBuda”, algum há-de pegar...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Não seria mais fácil optar pelo espancamento?

Este título é arriscado, dado que aborda expressões nas quais por vezes sou o destinatário. Que se lixe, vou continuar a fiar-me no meu físico portentoso e no facto da União Zoófila zelar pela saúde do meu lombo.

Quando uma conversa não interessa ou começa a desagradar e se pretende que um dos interlocutores desampare a loja, eis que normalmente surgem frases como “vai dar uma curva”, isto quando não aparecem pérolas como “vai passear” ou “vai dar uma volta ao bilhar grande”.

Vamos lá a ver se nos entendemos. Então eu quero ver-me livre de alguém que me está a chatear e mando-o passear? Se eu estou aborrecido com alguém quero é que se vá encher de moscas, gritar “tenho um emprego em que não faço nada e recebo muito” à porta de um Centro de Emprego ou qualquer outra actividade potencialmente danosa para a sua saúde, nunca passear! E que dizer da volta ao bilhar grande? Isso é para quê, ter tempo de pestanejar? É sabido que os maiores bilhares têm dois metros e oitenta e quatro centímetros, pelo que em poucos segundos a melga está de volta, a zumbir-nos as orelhas. Bom seria espetar-lhe com o bilhar em cima, isso sim!

Por último, o “vai dar uma curva”. A quantidade de vezes que ouço esta... Mas, mais uma vez, trata-se de uma expressão infeliz, semelhante às proferidas por aquelas pessoas que querem dar uma de radicais horizontais e dizem que a sua vida deu uma volta de 360º. Lamento informar-vos, pá, mas nesse caso estão exactamente como estavam. Dar uma curva é quase a mesma coisa, pois mais cedo ou mais tarde acaba por nos trazer ao ponto de partida, ou seja, para junto da pessoa que se queria ver livre de nós. E de nada vale tentar inovar e dizer “vai dar uma recta”, pois é sabido que o mundo é uma aldeia, pelo que em menos de nada lá estará a melga a bater-vos nas costas e a retomar a conversa!

Vá, deixem-se de rodriguinhos (muito gostava de saber a origem desta expressão) e sejam directos, mandem a pessoa desaparecer-vos da frente, dos lados e restantes sítios!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

QR barcode qué?!?

Serei o único atrasado tecnológico que até há umas horas olhava para códigos como o daqui de cima e ficava como um rafeiro a olhar para um deputado atropelado, assim num misto de curiosidade e borrifanço?

Quando estes códigos começaram a surgir, com a indicação de que podiam ser lidos através do telemóvel, confesso que fiz umas quantas figuras tristes, ainda mais porque as duas pessoas a quem perguntei sobre este tema desconheciam-no totalmente (muito me desiludiu a senhora do quiosque da estação). Foi pois sozinho, num canto escuro da casa, que passei várias horas a massajar com o telemóvel páginas contendo estes códigos, na esperança que aquilo produzisse algum efeito. Cheguei a temer que o telemóvel fosse analfabeto, por não conseguir ler uma coisa (supostamente) tão simples. No entanto, tirando os olhares incrédulos que a minha jove lançava quando me apanhava naquelas figuras, os resultados foram nulos.

Já cabisbaixo, resolvi recorrer à minha reserva pessoal de conhecimento, o meu pai, que por sua vez me mandou procurar na Internet, pois não estava para interromper o seu jogo de Solitaire. Foi então que se fez google: é necessário um programa específico para ler os códigos! Não sabiam dizer isso, não? Foi preciso andar durante anos cheio de vergonha e a evitar o contacto com outras pessoas, com receio que puxassem o tema para a conversa e descobrissem a minha ignorância?!? Juro que da próxima vez que inventar um código vou manter a chave só para mim, a ver se gostam. E se não gostarem, olhem, podem ir 7%VIT $S IU00=*A!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado