Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Vozes de burro não chegam ao céu!

Estava eu a pensar na morte da bezerra quando deparei com a notícia sobre a tentativa de banir expressões populares que sejam consideradas nocivas para a dignidade dos animais.

Bem gostaria de dizer que os cães ladram e a caravana passa, mas pelo que vou conhecendo do nosso mundo, isto é capaz de ter patas para andar. A minha memória de elefante lembra-se de iniciativas semelhantes, em que iluminados com macaquinhos no sótão nos tentam vender banha da cobra e gato por lebre.

O que não falta por aí são baratas tontas que não fazem um boi, as quais em vez de se focarem no essencial procuram discutir o acessório, como se fosse a utilização de certas expressões que causasse problemas como o abandono sistemático dos animais, os maus tratos, a caça, as touradas e aberrações do mesmo género. Ter esta linha de pensamento é armar-se em avestruz e enfiar a cabeça na areia. Era bater-lhes com um gato morto até que ele miasse!

Que eu não seja visto como uma ovelha negra ou mesmo ranhosa, mas sinceramente temas como este é de quem se tenta armar em carapau de corrida. Se querem mesmo pegar o touro pelos cornos, façam legislação a sério sobre as verdadeiras bestas que não têm respeito pela vida, seja ela animal ou vegetal (e façam-na cumprir!). De outra forma, fazem figura de urso e só conseguem que a malta chore lágrimas de crocodilo.

Da minha parte, podem tirar o cavalinho da chuva porque continuarei a utilizar o que me der na plebeia gana. Garanto que não é por na infância ter cantado “atirei o pau ao gato” que alguma vez fiz mal a um animal, da mesma forma que anos a matar zombies no PC não me levam a pontapear as pessoas com cérebro de galinha com quem me cruzo na vida!

Já agora, se isto fosse para diante, será que teria de mudar o meu nome para Canídio com Odor Não Contraído à Custa de Experiências Laboratoriais? Vão mas é dar banho ao cão, pá! É que nem que a vaca tussa, esse é um sapo que não engolirei. E não se fiem que cão que ladra não morde!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

5 comentários:

nêspera disse...

Parafraseando João César Monteiro, 'só tenho um adjectivo: adorei, adorei, adorei'. 😂

Belíssima crónica que poderia pertencer à série 'andam estas cavalgaduras a torrar as nossas meninges porque as deles não existem'. 🙃

Bom ano, Rafeiro, e que o teu perfume se faça sentir por estas bandas. 😊

Elvira Carvalho disse...

Passei para deixar um abraço e desejar um 2019 muito feliz

Brown Eyes disse...

"Macacos me mordam" se não é hilariante como sempre. Bom ano Rafeiro.

PS: E neste caso, será que nos vêm defender dos dentes raivosos dos macacos?

Pérola disse...

Tens de te atualizar, ...
já houve chamadas telefonicas presidenciais, Brexit's por existir ou não, Rui Vitória nas Arábias e frio que parece noticia....o Inverno parece ser digno de nota.

Beijinhos e deixemo-nos de idiotices.
Ninguém tem vida?
Ah! E hoje há canabis pelo Parlamento....enfim....valem-me os livros e a Netflix.

Gaja Maria disse...

Ahahahah tão bom :)