Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Boca no quê?

Sempre ouvi ser dito como ameaça "colocar a boca no trombone", como o acto de contar a toda a gente algum segredo mais pecaminoso.

Por muitas voltas que dê à cabeça, não percebo o sentido desta expressão. Além de ser um som grave, logo pouco audível, não sei o que um "proooo-proooo-proooo" poderia causar na reputação de alguém.

Porque não tentar escolher o instrumento consoante a gravidade do segredo a contar? Aí teríamos a boca no triângulo associado a não ter alimentado o gato, por exemplo, e a boca na vuvuzela associada a segredos mais cabeludos, como ter atropelado o mesmo gato!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Como é que saímos daqui?!?

Volta e meia estou metido em festas de aniversário. Para além dos elementos normais, como o aniversariante, bolo de brigadeiro e bebidas de baixo teor calórico, de vez em quando tenho a sorte de apanhar uma garrafa de champanhe. No entanto, como a maior parte das festas de aniversário são feitas no ambiente laboral, fica bem beber apenas um copinho, não vá a alegria no trabalho ser excessiva.

Isso deixa-nos com um problema: o que fazer com o resto do champanhe para que ele não perca o gás, uma vez que é fisicamente impossível voltar a meter a rolha no gargalo da garrafa? E eis que aparece sempre a sugestão fabulosa: meter uma colher no gargalo. Mas vocês acham que as bolhinhas são mariquinhas ou têm algum trauma envolvendo colheres? Acham mesmo que elas estão lá em baixo, preparando-se para ascender ao céu e gritam "espera, espera, está uma colher no gargalo, temos de ficar aqui!"?!?

Se esta teoria fosse válida, passaria a andar com um molho de colheres, para impedir muita gente de poluir aerofagicamente o mundo! E se isso funcionasse com a verborreia oral, ui, era um ver se te avias de colherar o gargalo da malta!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Feche os olhos ou use óculos escuros!

Há muito tempo atrás, um colega meu quis reportar a existência de bicheza no seu local de trabalho ao departamento responsável (por eliminar a bicheza, não pela bicheza em si).

Quando questionado sobre que tipo de bicho se tratava, e incapaz de fazer uma análise zoológica do mesmo, não vai de modas, espeta com o desgraçado do animal no scanner e envia a imagem.

Durante muito tempo andou tudo aflito, não fosse este nosso colega ter necessidade de enviar a identificação de um cliente para algum lado…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quando ser limpinho não é bom…

Estava eu e a jove alegremente a almoçar num restaurante quando, num movimento mal calculado, projectei uma linda e atraente batata frita para o chão, mesmo na zona onde clientes e empregados circulavam.

Movido pela minha consciência ecológica e ciente que a mesma poderia causar algum problema, apanho a dita e coloco-a ao lado do meu prato, tudo isto enquanto a jove olhava distraidamente para o telemóvel (devia estar a cuscar o Facebook, aquela agarrada).

Eis que recebo um SMS, desvio momentaneamente os olhos da mesa e, quando volto a olhar, o que vejo? O horror, o drama, o genocídio! A sacana papou toda a manteiga de alho! Só por causa disso fiquei em silêncio quando ela levou as mãos à batata frita e a comeu, deliciada.

Não me olhem assim, durante largos minutos observei-a atentamente, tentando vislumbrar sintomas de uma travadinha e, se não lhe deu nada até agora, volvidas que estão duas semanas, acho que se safou. O mesmo não posso dizer de mim, quando ela ler isto…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado