É impressionante como em certos diálogos a verdadeira informação surge quando o canal de comunicação é interrompido, pois apesar do acontecimento em causa nos desagradar pretendemos salvaguardar a relação. Não acreditam? Olhem para o exemplo de alguém que me liga para dizer que não poderá comparecer a um encontro combinado há três meses. Ao telefone digo “claro que não me causa incómodo, percebo perfeitamente que tenhas coisas mais importantes para fazer, depois combinamos outra coisa qualquer”. Imediatamente após o “clic” do telefone a desligar, eis que surge “meu grande camelo, e não podias ter dito isso há mais tempo, sua espécie de protozoário raquítico?!? Que desças uma escada com 97 degraus apenas apoiado no nariz e nos tomates!”.
Outra situação clássica é quando ligamos para um call center e colocamos uma questão tida como cretina pelos operadores. Ao telefone recebem o melhor tratamento possível (ok, na teoria), mas mal desligam, ui, nem queiram saber o que eles vos chamam e a quem vos meteu no mundo!
Acontece o mesmo presencialmente, quando falamos com alguém que nos dá uma notícia desagradável e conseguimos manter uma expressão simpática, até mesmo compreensiva. Já quando a pessoa vira costas, aí sim, vem a verdadeira expressão, seja no olhar para a traseira da pessoa com cobiça (só quando estão gaijas envolvidas, claro), fazendo uma careta ou mesmo um manguito. Hipocrisia? Eu prefiro chamá-la de “protector relacional”.
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
Este texto não tem piada nenhuma? Quero lá saber, eu gosto, e sou eu que escrevo, quem estiver mal que se mude. Isto ainda está a escrever? Ups, era suposto já não estar ninguém a ler!
Outra situação clássica é quando ligamos para um call center e colocamos uma questão tida como cretina pelos operadores. Ao telefone recebem o melhor tratamento possível (ok, na teoria), mas mal desligam, ui, nem queiram saber o que eles vos chamam e a quem vos meteu no mundo!
Acontece o mesmo presencialmente, quando falamos com alguém que nos dá uma notícia desagradável e conseguimos manter uma expressão simpática, até mesmo compreensiva. Já quando a pessoa vira costas, aí sim, vem a verdadeira expressão, seja no olhar para a traseira da pessoa com cobiça (só quando estão gaijas envolvidas, claro), fazendo uma careta ou mesmo um manguito. Hipocrisia? Eu prefiro chamá-la de “protector relacional”.
Até sempre,
Rafeiro Perfumado
Este texto não tem piada nenhuma? Quero lá saber, eu gosto, e sou eu que escrevo, quem estiver mal que se mude. Isto ainda está a escrever? Ups, era suposto já não estar ninguém a ler!











