Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Há que ouvir com atenção...

É impressionante como em certos diálogos a verdadeira informação surge quando o canal de comunicação é interrompido, pois apesar do acontecimento em causa nos desagradar pretendemos salvaguardar a relação. Não acreditam? Olhem para o exemplo de alguém que me liga para dizer que não poderá comparecer a um encontro combinado há três meses. Ao telefone digo “claro que não me causa incómodo, percebo perfeitamente que tenhas coisas mais importantes para fazer, depois combinamos outra coisa qualquer”. Imediatamente após o “clic” do telefone a desligar, eis que surge “meu grande camelo, e não podias ter dito isso há mais tempo, sua espécie de protozoário raquítico?!? Que desças uma escada com 97 degraus apenas apoiado no nariz e nos tomates!”.

Outra situação clássica é quando ligamos para um call center e colocamos uma questão tida como cretina pelos operadores. Ao telefone recebem o melhor tratamento possível (ok, na teoria), mas mal desligam, ui, nem queiram saber o que eles vos chamam e a quem vos meteu no mundo!

Acontece o mesmo presencialmente, quando falamos com alguém que nos dá uma notícia desagradável e conseguimos manter uma expressão simpática, até mesmo compreensiva. Já quando a pessoa vira costas, aí sim, vem a verdadeira expressão, seja no olhar para a traseira da pessoa com cobiça (só quando estão gaijas envolvidas, claro), fazendo uma careta ou mesmo um manguito. Hipocrisia? Eu prefiro chamá-la de “protector relacional”.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Este texto não tem piada nenhuma? Quero lá saber, eu gosto, e sou eu que escrevo, quem estiver mal que se mude. Isto ainda está a escrever? Ups, era suposto já não estar ninguém a ler!

sábado, 28 de maio de 2011

Ditados rafeirosos 16 (acho)

"Pedras no caminho? Guardo todas, para um dia construir um castelo."

Isso se entretanto não ficares com a coluna lixada, à conta do peso das sacanas.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nada como fazer as coisas à antiga

A Bimby está para a arte de cozinhar como as bonecas insufláveis estão para o sexo, há quem defenda que é a mesma coisa, mas cá para mim devem saber as duas a sintético.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Então e “águas de costeleta”, não existe?

E quem diz costeleta diz costela ou espinha.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

sábado, 21 de maio de 2011

Ditados rafeirosos 15

"Quem não se sente não é filho de boa gente."

Quer dizer que quando eu tenho a perna dormente significa que os meus pais estão a portar-se mal?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Isso é que é um Currículo? Pfffff....

Fico sempre desiludido quando numa qualquer conferência ou reunião fazem a apresentação do currículo do próximo orador. É que é sempre a mesma banalidade, “licenciado nisto, pós-graduado naquilo, exerceu funções algures e actualmente trabalha acolá”. O sumo, o verdadeiro sumo, fica sempre por dizer. Acham mesmo que me conseguem impressionar por saber que conseguiram um grau académico todo pimpão na faculdade do amigo ou que tiveram um tacho numa qualquer empresa do papá? Não, não vou falar do ordenado que ganham, aí claro que me impressionam, mas onde está a vossa verdadeira essência, que vos faz serem dignos de me tentarem impingir conhecimentos?

Porque não dizerem “foi terceiro classificado no campeonato de berlinde de Ranholas, nasceu-lhe o primeiro pêlo púbico aos 11 anos e deu a primeira queca aos 15, aproveitando o facto de a Etelvina ter bebido uns copos”?

Quanto a vocês não sei, mas eu ficaria com muita mais atenção ao que essa pessoa dissesse a seguir. Logo que conseguisse controlar o riso, claro...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Expressões estranhas, para não dizer estúpidas – O que não mata engorda

Fia-te neste ditado e depois diz que começas a pagar dois bilhetes nos transportes.

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

sábado, 14 de maio de 2011

Ditados rafeirosos último número mais um

Há mar e mar, há ir, voltar ou ficar lá afogado. Válido também para outros tipos de concentração aquosa.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Actividades complementares ou conflito de interesses?

Tirei esta fotografia há uns tempos, na Estação de Comboios de Barcarena. Quanto a vocês não sei, mas eu teria uma certa dificuldade em contratar os serviços desta malta. É quase como meter uma criança numa creche onde também fazem serviços de adopção, ou doar alimentos a uma instituição que organiza banquetes.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vem a meus braços ou a outro membro que esteja a jeito!

Há quem diga que a vida nas cidades afasta as pessoas, esfriando o seu contacto social e dando razão ao famoso dito “sozinho no meio da multidão”. Em contrapartida temos a vida nas aldeias, onde ainda hoje muitas actividades são desenvolvidas em comunidade (não me perguntem quais, isto sou eu a avançar com teorias que leio nos pacotes de açúcar).

Pois este raciocínio está completamente errado, e estou em posição de apresentar, ou melhor, falar à distância de provas esmagadoras. Vejamos o exemplo do saneamento. Um aldeão vai ao que quer que faça de casa de banho lá no sítio onde vive, o presunto rebola para uma fossa e acaba-se a história. Se tiver sorte ainda vai adubar a hortaliça que é vendida na semana seguinte aos citadinos, mas isso é coisa apenas ao alcance de um punhado de cagalhões afortunados.

Já na cidade, e graças às maravilhas do saneamento, há toda uma alegre confraternização fecal. O cagalhão do Etelvino, morador do 3º Esq., sai disparado, uns metros mais à frente encontra o seu congénere proveniente do Sr. Arquitecto Artolas que mora naquele condomínio todo fino, e juntos vão recolher o dejecto da D. Engrácia, dona do talho lá da zona, terminando todos juntos numa qualquer ETAR, em alegre convívio, onde certamente não faltarão anedotas sobre papel higiénico e piaçabas. E então, querem melhor exemplo de nivelamento social do que este?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 7 de maio de 2011

Ditados rafeirosos 13

Em casa onde não há pão, todos ralham para saber quem comeu o último bocado e não foi comprar mais.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Explica-me lá outra vez onde é que está a ecologia

Certas empresas, imbuídas num profundo sentimento ecológico, oferecem a possibilidade de nos inscrevermos em acções de formação via e-mail, por forma a poupar o papel. No entanto, olhando para o impresso de inscrição, este não é editável, pelo que temos de:
1. Imprimir o impresso (frase linda)
2. Preencher o dito
3. Digitalizar o referido
4. Enviar por e-mail o mencionado

Gasto não só papel como tinta da caneta, paciência e os ouvidos das minhas colegas, que me ouvem a insultar os responsáveis por tão brilhante ideia até à quinta geração. Conseguiram perceber onde é que fica o ganho ecológico?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Foi por um triz negro!

Quando alguém quer dizer que escapou de uma situação complicada por pouco, costuma utilizar expressões como “por uma unha negra” ou “por um triz”. Ditas assim até parecem ter lógica, não é?

Comecemos por analisar a primeira expressão. Olhando para a minha unha, consigo perceber que alguém considere a mesma como um bom exemplo de margem mínima de segurança. Mas porquê a adjectivação de negra? Haverá por aqui alguma conotação racista que eu não esteja a apanhar? Que eu saiba uma unha imaculada até é mais fininha do que uma negra, especialmente se a cor desta última for derivada de inchaço ou badalhoquice acumulada!

Porque não “por uma unha roída”? Ainda é mais diminuta do que uma unha inteira. E será que quem inventou esta estopada já tinha conhecimento das unhas que algumas mulheres usam hoje em dia? É que dizer que alguém se safou de um atropelamento por “uma unha de gel” é o mesmo que dizer que o tipo ia no passeio e o carro passou a dois quilómetros!

Falemos agora do “triz”. Que raio de palavra é esta, “triz”? É alguma unidade de medição? Pode dizer-se que um objecto dista 2.804.169 trizes de outra? A malta efectivamente tem a mania de inventar palavras, chato é que depois não sabem muito bem o que elas significam. Dizer “foi por um triz” ou “foi por um besunhovsqui” vai dar exactamente ao mesmo, isto é, a lado nenhum, com a vantagem de que “besunhovsqui” é uma palavra gira para se pronunciar. Vá, parem lá de inventar palavras e cinjam-se ao que conhecem, ok?
 
Até basicolas,
Rafeiro Perfumado