
Quem me tem acompanhado neste blog (especialmente este mês), já deve ter percebido por esta altura que muitas vezes sou assaltado por dúvidas estranhas. Estou eu muito bem, metido na minha vidinha, quando de repente aparece uma dúvida, não se sabe bem donde, aponta-me uma naifa e pronto, lá se vai o sossego, só o conseguindo recuperar quando consigo dar uma resposta minimamente satisfatória à dúvida.
Uma das últimas manifestações desta categoria de dúvidas surgiu em conversa com uma amiga, quando ela me perguntou como estavam a “correr” as coisas”. Esta é uma pergunta própria destes tempos modernos, em que tudo é feito à pressa, em que se privilegiam as acções em detrimento das pessoas. Se repararem bem, quando querem saber como alguém está, utilizam o verbo andar, por exemplo “como andas,” mas se o objecto da curiosidade é uma situação, normalmente é utilizado o verbo correr, por exemplo “como correu”. E não pensem que pode ser feita uma substituição simples, porque perguntar a alguém “como corres” poderia levar a respostas sarcásticas, culminando mesmo numa pequena demonstração. E é aqui que surge a minha dúvida: quem foi o responsável pela marcação dos andamentos nas perguntas?
Não, não é para lhe bater, só queria que ele me explicasse o porquê de ter atribuído a velocidade “arrastar” ao desenvolvimento do nosso país ou “pastelar” aos jogadores do Benfica...
Até amanhã,
Rafeiro Perfumado