Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quinta-feira, 31 de março de 2011

A minha vénia a ti, trabalhador japonês

Agora que o impacto brutal das imagens do sismo e tsunami no Japão está mais diluído, tenho de desabafar convosco sobre uma das cenas que mais impressão me causou. Refiro-me a uma das filmagens em tempo real do terramoto, que mostra um japonês no seu posto de trabalho, procurando a todo o custo proteger o seu equipamento informático.

Admiro a cultura desse povo, pois não estou a ver isso a suceder em Portugal. E falo por mim, pois mal haja o mínimo tremor na minha empresa e a pilha de documentos que tenho para arquivar voa imediatamente pela janela. O pior é se depois descubro que foi algum colega que fechou a porta com mais força...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 28 de março de 2011

Anda cá, passarinho, anda!

Hoje, pela primeira vez na minha vida, senti verdadeiramente inveja de alguém, mas uma inveja daquelas invejosas, mesmo, em que gostaríamos a todo o custo de ter o que outro tem, sem pensar nas consequências.
 
Ia eu a caminho do trabalho, enfiado no fato e estrafegado pela gravata, ainda podre de sono, quando reparei num passarinho. Este pardalito era a personificação da felicidade. Pulava de ramo em ramo, corria no chão aqui e ali, bicava onde lhe dava na gana, enquanto emitia uns piu-pius transbordantes de alegria. E foi então que me deu o flash da ciumeira.
 
Aquele pardal não tinha horários, não tinha código de indumentária, ia para onde bem queria, comia o que a natureza lhe dava, enfim, vivia num mundo sem regras ou amarras. Ainda por cima olhou-me de cima a baixo, como tendo pena de mim. E eu invejei-o. E tive pena. Pena de não ter sido rápido o suficiente para lhe acertar um pontapé nos cornos que até ia parar ao pé de quem lhe fez o bico, a ver se aprendia a não andar na rua com piu-piu-pius trocistas e a fazer inveja a quem tem de trabalhar! Sacana do bicho...
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 26 de março de 2011

Ditados Rafeirosos 8

E a perfeição, será inimiga de quem?

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Qual obrigado, estou cá para isso!

O obrigado continua em extinção, acelerada!

Texto tão brilhante que teve de ser removido para um local mais seguro, mais precisamente o livro Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ideias tão brilhantes que só conseguem ser vistas com óculos escuros

Eu já comprei coisas através do D-Mail. Pronto, já disse. Foi há muito tempo, parem lá de rir! Olhem que eu amuo e o texto termina aqui! Olha, ainda estão a rir mais! PAROOOOU!!! PEXIIIIU!!!!

Assim está melhor. Como estava a dizer, ter feito essa compra possibilitou-me passar a ser subscritor de uma das revistas mais humorísticas de que há memória, o catálogo da D-Mail. Folhear aquelas páginas é gargalhada garantida, sendo que em relação a alguns artigos gostaria mesmo de pedir um autógrafo aos criadores dos mesmos.
 
Mas para que possam ver pelos vossos olhos do que falo, deixo aqui dois exemplos existentes no último número:
 
Pulseira Anti-ressonar
Segundo a descrição, quando a pulseira (extremamente elegante) detecta algum som parecido com ressonar, emite um ligeiro impulso eléctrico, não superior a cinco segundos, que faz com que o ressonador mude de posição. Atendendo à imagem, o impulso deve ser tão “ligeiro” que o tipo até trocou de lado na cama! Por outro lado, imaginem que o ressonador até está sossegadinho e a mulher está com gases (a semelhança entre um zzzzz e um  prrrr é grande). É ela a largar-se e o tipo a dar voltas na cama, ao melhor estilo de frango no churrasco!
 
Suporte para Iphone

Ora bem, a malta gasta umas centenas de euros num telemóvel e depois como suporte usa um mini desentupidor de canos... Só acharia bem se, como acessório, viesse também um mini piaçaba para limpar o ecrã! De qualquer forma, já estou a ver o drama familiar:

Puto: Ó mãe, visto o meu Iphone?
Mãe: Sei lá dele, filho. É verdade, o teu avô tentou desentupir a retrete da tua casa de banho mas aquilo ainda ficou pior, que há bocado até estava a fazer uns barulhos estranhos e a água a tremelicar...
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 19 de março de 2011

Ditados Rafeirosos 7

“Se o pai é bom, adora-se; se não presta, respeita-se".

Mas só até chegar a carrinha do asilo!

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Então e os sem-abrigo, pá?!?

No outro dia um amigo alertou-me para uma notícia na qual o Governo se prepararia para baixar o IVA cobrado aos praticantes de golfe de 23% para 6%. E eu fiquei durante uns minutos especado, pensando que o tal amigo estaria a gozar comigo, pois nem este Governo poderia pensar em tal atitude, numa altura em que grita pela necessidade de mais sacrifícios, de mais cortes, de mais impostos.

Mas não, é mesmo verdade, com o argumento que essa actividade contribui com uns milhões de euros para a nossa economia. Pelos vistos todas as outras actividades desportivas que passaram para 23% (e assim se mantêm) não têm grande contributo para a economia, ou para a saúde de quem as pratica, ou não têm muitos praticantes junto dos boys, ou... nem tenho palavras.

Fazendo uma pequena pesquisa, vemos que está prevista a cobrança de IVA de 13% sobre as refeições doadas pelos restaurantes e destinadas aos sem-abrigo. E digo “está prevista”, porque o regime de excepção que vai permitir isentar de cobrança ainda não foi aprovado.

É que chegamos a um ponto em que a vergonha por parte de quem nos governa desapareceu. Para nos alimentarmos ou permitir que alguém mate a fome a um sem-abrigo, IVA a 13%. Para jogar golfe, nitidamente um desporto popular e acessível a todos, 6%. Só vejo uma solução: ou metem os sem-abrigo a jogar golfe ou transformamos os membros deste governo em sem-abrigo. Estão comigo?

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vão chular quem vos fez as catenárias!


Confesso que, à medida que o tempo passa, tenho vindo a ficar com menos paciência para aturar comportamentos prepotentes. Num país mergulhado em dificuldades, são cada vez mais os casos em que as posições se extremam, fazendo jus ao ditado “em casa onde não há dinheiro, todos ralham até chegar o FMI”.

Neste contexto, envolvi-me recentemente numa troca de palavras com a CP, em virtude da vaga de greves que afectam os seus serviços, greve essa substituída recentemente pela expressão “perturbações”, que na prática significa “podemos fazer o que nos apetecer
quando e como quisermos”.

Não pensem por um momento que seja que sou contra o direito à greve, claro que os trabalhadores devem reivindicar melhores condições. No entanto, quando fazer greve se confunde com gozar com as pessoas e/ou prejudica não a empresa mas os seus utentes, a coisa muda de figura. Como sempre me ensinaram que a liberdade de um indivíduo termina onde começa a de outro, algo de muito errado se passa com o sistema que está implementado. Mas para que possam compreender do que falo, aqui fica a troca de e-mails com a CP:


7 de Março 2011 (Rafeiro)
Sou vosso cliente, com passe mensal CP/Metro. Em virtude das greves que têm surgido, e para as quais não são disponibilizadas alternativas de transporte, gostaria de saber o que pretendem fazer:
a) Restituir-me o dinheiro correspondente aos dias em que não consigo apanhar o comboio
b) Estenderem a duração do meu passe pelo número de dias em que não pude utilizar o mesmo
c) Borrifarem-se no assunto

Aguardo com expectativa a vossa resposta.


10 de Março 2011 (CP)
Acusamos a recepção da comunicação de V. Ex.ª, merecedora da nossa melhor atenção.

Lamentamos, desde já, as perturbações ocorridas na circulação.

Trata-se de uma situação resultante do exercício de um direito consagrado na Lei e que transcendeu a vontade da Empresa, pelo que esta ficou limitada no desenvolvimento da sua actividade normal.

Sendo a adesão à mesma uma decisão pessoal dos colaboradores, não foi possível prever com antecedência as implicações da mesma, nem assegurar qualquer serviço alternativo. Por outro lado, embora a CP continue a ter a satisfação do Cliente como uma sua prioridade, a severa contenção de custos que este contexto económico-financeiro obriga, implica uma forte racionalização a este nível.

Informamos ainda que, embora do ponto de vista legal a CP não seja directamente responsável pela situação, a questão de reembolso apenas se coloca em situação de supressão total de circulações, num determinado trajecto, e caso tenha adquirido um título de transporte para viajar especificamente no dia e comboio em causa, antes de ter conhecimento da supressão ou anúncio de greve. Estas condições apenas se aplicam aos portadores de bilhetes simples válidos para o percurso, comboio e data em que se verificou a supressão, não se aplicando às Assinaturas por serem títulos multiviagens, válidos para vários dias.

Reiterando as nossas desculpas nos impactos sofridos, apresentamos os melhores cumprimentos.


10 de Março 2011 (Rafeiro)
Vejo que optaram pela alternativa C, mas vamos ver se eu compreendi. Compro um passe para utilizar os vossos serviços, válido por 30 dias, vocês não prestam o mesmo, sejam lá quais forem os motivos, mas azar, não há cá devolução de dinheiro para ninguém nem possibilidade de usar os serviços noutro dia qualquer.

Apliquemos essa brilhante forma de gestão noutro contexto. Imaginem que eu fazia uma avença com uma casa de alterne, para poder utilizar os serviços da Etelvina, a melhor prostituta lá do sítio. Chegado ao local, era informado pelo chulo que a Etelvina estava doente, com gonorreia, pelo que não me poderia prestar os serviços contratados, sendo que também não seria possível oferecer qualquer alternativa. O que é que vocês acham que aconteceria? Devolviam-me o dinheiro, pediam para lá voltar noutro dia ou simplesmente me diziam que tivesse paciência, mas o dinheiro tinha sido gasto em vão?

E espero que tenham percebido qual o papel atribuído à CP nesta história. É que receber dinheiro de clientes, não lhes fornecer os serviços devidos e não dar qualquer alternativa (devolução do dinheiro ou prestação dos serviços em outra data) só pode ter um nome.


E agora aguardo pacientemente pela resposta.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado


sábado, 12 de março de 2011

Ditados Rafeirosos 6

“O pássaro madrugador é que apanha a minhoca. E a chumbada, se for época de caça”.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Mesmo todas?

A diferença entre uma publicidade fofinha e uma publicidade cretina é muito ténue. No caso da Milka, levem a sério o conselho dado pela publicidade e tirem as vossas conclusões. Eu deixo aqui algumas hipóteses:

- Filho, o teu gatinho foi atropelado :-)

- Meu caro Etelvino, dada a conjuntura difícil da empresa, resolvemos despedi-lo :-)

- Querido, fugi com o teu melhor amigo e levei a colecção de CDs :-)

Até sempre,
Rafeiro Perfumado :-)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Estaciona, se tens coragem!

Pertenço ao grupo de sete ou oito tansos que quando trazem a viatura para Lisboa a estacionam num parque ou metem moeda no parquímetro, perante os olhares incrédulos e gargalhadas histéricas de todos os outros que estacionam em cima do passeio, em segunda fila, nas paragens dos autocarros, enfim, em qualquer espaço onde seja possível enfiar um carro sem que isso acarrete qualquer encargo.
 
Isto chateia-me. Não tanto pelo valor que pago, mas por depois ser apontado na rua como “o certinho”, ou mesmo “papalvo”, que paga para ter direito a um dos recursos mais escassos da nossa cidade. Numa altura em que se discute a política de estacionamento em Lisboa, eu gostaria de sugerir uma política simples mas, garanto, muito eficaz: equipar os colaboradores da EMEL com bastões de baseball.
 
Quando encontrassem um carro mal estacionado, partiam-lhe aleatoriamente um farolim ou um dos espelhos retrovisores. Quando detectassem pela segunda vez a viatura mal estacionada, amolgariam toda a carroçaria e metiam lá dentro uma doninha fedorenta ou um porco constipado. Se encontrassem o carro em segunda fila ou num espaço reservado a deficientes, aí não seria o carro a ser o alvo dos bastões, mas sim o condutor, de modo a torná-lo elegível para o lugar.

À primeira vista até pode parecer uma medida excessiva, ou mesmo primitiva, mas sou da opinião que a diplomacia só funciona com gente civilizada, já animais irracionais têm de ser ensinados na base da porrada.
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 5 de março de 2011

Ditados Rafeirosos 5

Mais vale um pombo debaixo do pneu do que dois a cagarem-nos na cabeça.
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quinta-feira, 3 de março de 2011

Diz AHHHHHHHH!

Era um tipo tão, mas tão ostracizado pela sociedade, que o único contacto humano que tinha era quando lhe abriam a boca para ver se descobriam alguma pérola.

Até sempre,
Rafeiro Perfumado